<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980</id><updated>2011-11-27T16:56:46.635-08:00</updated><title type='text'>O Olhar Implícito</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-5404446835909162736</id><published>2008-02-04T22:20:00.000-08:00</published><updated>2008-02-04T22:27:18.272-08:00</updated><title type='text'>CAROS AMIGOS,</title><content type='html'>O OLHAR IMPLÍCITO está, agora, em outro endereço, num outro provedor, à principio em fase experimental, testando as possibilidades que o zip.net oferece. Mas os artigos antigos, guardados em ARQUIVOS, continuarão, por aqui.&lt;br /&gt;Favor acessar: &lt;a href="http://olhar.implicito.zip.net/"&gt;http://olhar.implicito.zip.net/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-5404446835909162736?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/5404446835909162736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=5404446835909162736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5404446835909162736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5404446835909162736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2008/02/caros-amigos.html' title='CAROS AMIGOS,'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-7691607779861483100</id><published>2008-01-29T17:09:00.000-08:00</published><updated>2008-01-30T20:12:43.279-08:00</updated><title type='text'>CAÇADA HUMANA (The Chase)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R5_PMia1OdI/AAAAAAAAARo/dKgY22UgNa4/s1600-h/CaÃ§ada+Humana.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161071512294603218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R5_PMia1OdI/AAAAAAAAARo/dKgY22UgNa4/s400/Ca%C3%A7ada+Humana.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Bem no meio da agitadíssima década de 60, em que o mundo (e, por tabela, o cinema) passava por intensas transformações sociais, um dos filmes americanos que primeiro se aproveitou de sua época para explorar essa mudança de costumes foi CAÇADA HUMANA (The Chase), dirigido por Arthur Penn em 1966. Injustamente esquecido como grande cineasta que era, Penn já havia se estabelecido em Hollywood como uma autêntica revelação por causa do enorme sucesso de O Milagre de Anne Sullivan e do pouco conhecido Mickey One (considerado por muitos uma pequena obra-prima) e deflagraria um novo modelo de filme hollywoodiano (mais cínico, violento, crítico e amoral) com o retumbante sucesso mundial de Bonnye &amp;amp; Clyde, em 1967. Mas um pouco antes realizaria o denso, sério CAÇADA HUMANA, que infelizmente não teve a mesma sorte de angariar um êxito comercial e popular que pelas suas qualidades o filme bem que merecia. Bubber Reeves (Robert Redford) é um presidiário rebelde e imprevisível que escapa da cadeia mesmo que seu período de prisão esteja relativamente perto de terminar. Ele foge com um companheiro e este mata um homem, ficando ele acusado pelo assassinato e então se dirige a sua cidade natal, uma pequena localização do Texas, e isso abala radicalmente o cotidiano, tédio, ganância e mesquinharia de toda população local, acostumada com a tranqüilidade e monotonia do dia-a-dia, mas afeta sobretudo a rotina do xerife Carder (Marlon Brando), o encarregado de manter a ordem. Além de ter que encontrar e prender o foragido, o xerife precisa cuidar e evitar que pessoas próximas ao prisioneiro o ajudem, como a sua mãe (uma envelhecida Miriam Hopkins, estrela de clássicos da década de 30), e especialmente a esposa do condenado (Jane Fonda, prestes a se tornar símbolo sexual), que se mantém como prostituta e a quem o marido acaba recorrendo. Mas mais perigoso para o xerife é ter que conter a ação de muitos da cidade que querem acertar contas com o fugitivo, entre eles um poderoso milionário, Val Rogers (E. G. Marshall), desesperado em encobrir a paixão do filho (James Fox) pela esposa do presidiário. Rogers é um magnata do petróleo que é o manda-chuva do lugar e que procura controlar a tudo e a todos (incluindo o próprio xerife, a quem conferiu o importante cargo que ocupa) e pretende aproveitar a oportunidade para de uma vez por todas eliminar o criminoso, mas o xerife faz questão que tudo se resolva dentro da lei. Brando interpreta um personagem que é uma mistura de dureza e fragilidade, atuando com a naturalidade e até displicência que lhe era característica, com alguns maneirismos que são recorrentes em sua carreira de ator, como coçar o nariz e falar fanho, além da predileção por cenas em que é vitima de agressões físicas de modo bastante exagerado. À parte disso, é o seu personagem que tenta inserir sensatez num ambiente que se transforma em um circo de proporções gigantescas e que parece que não terá um outro desfecho senão a tragédia. O filme ainda tem Robert Duvall como um marido covarde, em pânico com a chegada do fugitivo, tendo inclusive solicitado a proteção pessoal do xerife, o que faz com que ele seja vitima de chacotas e zombarias de todos ao seu redor, e também conta com a presença de Angie Dickson, no papel da esposa do xerife. Descrito dessa maneira, o enredo de CAÇADA HUMANA nada tem de diferente, fazendo parecer que o filme ainda é ligado as estruturas clássicas do cinema americano, o que de fato não deixa de ser verdade. O que o filme acrescentou de novo ao panorama cinematográfico de seu país naquele tempo foi a preocupação em retratar uma espécie de crise da sociabilidade americana, um clima de violência e intolerância que se instalava naquele período por causa da tal revolução de costumes (crises sócio-políticas, consolidação do rock, movimento da contracultura e certa liberdade sexual). Mais do que um filme policial que a sinopse pode sugerir, esse é um drama de ação voltado às relações sociais e psicológicas dos personagens, com uma certa violência de gestos, de palavras que cria um clima de ferocidade contida quase sempre prestes a explodir na tela. O roteiro, da escritora Lillian Hellman, baseado em romance de Horton Foote, apresenta uma visão pessimista do ser humano, formando um painel crítico da falsa elegância do puritanismo da América, com temas como racismo, injustiça, hipocrisia, intolerância e alienação, tudo de um modo concreto que está muito longe de qualquer idealização. Por trás de uma história aparentemente policial, esconde-se uma trama cheia de surpresas podres. Vários problemas de produção, bastante divulgados na época, atrapalham esse filme brilhante que bem poderia ser descrito como uma “obra-prima maldita”, termo utilizado para filmes que, mesmo realizados por grandes cineastas, baseados em livros importantes ou com a participação de roteiristas talentosos, não resultaram à altura do esperado por alguns percalços de produção, locações complicadas, escalação inadequada de elenco, etc. Mas seu potencial está visível, latente, mesmo que nas entrelinhas ou perdido entre planos e seqüências, deixando antever o que poderia ter sido, em circunstâncias normais (o Truffaut chamava de "grandes filmes doentes"). Caçada Humana é um exemplo perfeito dessa definição. As filmagens foram um caos, e o diretor teve dificuldades em dar unidade para uma narrativa incompleta, pelo fato de o roteiro não ter sido integralmente filmado devido às atribulações com o estrelismo do atores, incluindo abandono de set. O filme acabou se tornando um pouco disperso e irregular em alguns momentos, com seu excesso de personagens e subtramas, mas não deixa de ter um resultado vigoroso, uma obra de altíssima qualidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-7691607779861483100?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/7691607779861483100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=7691607779861483100&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7691607779861483100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7691607779861483100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2008/01/caada-humana.html' title='CAÇADA HUMANA (The Chase)'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R5_PMia1OdI/AAAAAAAAARo/dKgY22UgNa4/s72-c/Ca%C3%A7ada+Humana.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-3677930160833634210</id><published>2008-01-23T16:24:00.000-08:00</published><updated>2008-01-23T16:43:06.463-08:00</updated><title type='text'>Os Olhos Sem Rosto</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R5fb5Ca1OcI/AAAAAAAAARg/fF9Wm3zHwOo/s1600-h/Os+Olhos+Sem+Rosto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5158833671124629954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R5fb5Ca1OcI/AAAAAAAAARg/fF9Wm3zHwOo/s400/Os+Olhos+Sem+Rosto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outro dia tive um dos maiores sustos cinematográficos de minha vida com o impacto de "Os Olhos Sem Rosto" (1959), do diretor Georges Franju. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A história é das mais insólitas já vistas em celulóide: um cirurgião parisiense especialista em transplantes, traumatizado por ter provocado um acidente de automóvel que desfigurou o rosto de sua filha, a mantém reclusa dentro de sua casa, enquanto que, com a ajuda de sua maquiavélica enfermeira, sequestra lindas garotas dos arredores de Paris para que o médico retire os seus rostos cirurgicamente, a fim de tentar transplantá-los na face de sua própria filha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O resultado é um filme de terror dos mais assustadores, mas cheio de sutílezas, original, gélido e inquietante, sem necessidade de exageros, amparando-se mais em seu argumento cruel e compondo uma atmosfera lúgubre de desolamento, horror, solidão e aflição. Não há como não sentir um misto de comoção e pavor com a imagem da garota vagando cheia de incertezas e melancolias pelos amplos corredores da casa, com sua máscara branca de porcelana a esconder o rosto deformado e seus vestidos longos e compridos, enquanto aguarda os resultados das bizarras experiências de seu pai. Outras cenas cortantes e surpreendentes se sucedem, num clima de absoluto surrealismo, mas descrito com naturalidade, equilibrio, terror e poesia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Só vendo para crer o quanto esse é um filme maravilhoso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-3677930160833634210?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/3677930160833634210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=3677930160833634210&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3677930160833634210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3677930160833634210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2008/01/os-olhos-sem-rosto.html' title='Os Olhos Sem Rosto'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R5fb5Ca1OcI/AAAAAAAAARg/fF9Wm3zHwOo/s72-c/Os+Olhos+Sem+Rosto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-8779098629994681774</id><published>2008-01-15T09:16:00.000-08:00</published><updated>2008-01-15T10:07:38.097-08:00</updated><title type='text'>Muito Além do Jardim</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R4z2QsCgrtI/AAAAAAAAARM/yn_xDp_8tDI/s1600-h/Muito+alÃ©m+do+Jardim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155766439992405714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R4z2QsCgrtI/AAAAAAAAARM/yn_xDp_8tDI/s400/Muito+al%C3%A9m+do+Jardim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse filme de Hal Ashby foi muito visto nos cinemas em seu lançamento (1979) e e em muitas reprises na TV aberta brasileira durante a década de 80. Estava esquecido, mas um recente lançamento em DVD no Brasil fez com que ressurja para muitos espectadores. Espécie de Forrest Gump dos anos 70, tem Peter Sellers como Chance, um ingênuo jardineiro que passou a vida toda trabalhando na mansão de um milionário, sem contato com o mundo exterior, apenas cuidando de plantas e vendo televisão. Quando o patrão morre, ele tem que sair da casa e se virar num mundo bem mais complicado, quando conquista a simpatia de ricaços, figuras notórias e até do presidente com seus modos estranhos e calados, quase sempre repetindo frases batidas, jargões, gestos e atitudes que assistira na TV, mesmo que ele jamais consiga entender o que se passa ao seu redor. O que acontece é que, no contexto em que essas frases são ditas, suas palavras soam como opiniões geniais sobre os problemas do mundo, e por mais simplista que sejam as tiradas que ele profere, uma série de inacreditáveis e insólitas circunstâncias faz com que ele seja considerado uma mente brilhante. Embora com semelhanças a Forrest Gump, Muito Além do Jardim tem o mérito de não ser um elogio a mediocridade e a caretice que nem a genial fábula estrelada por Tom Hanks. No filme de Ashby, tudo é apresentado de um modo bastante irônico e como uma crítica das mais sutís por mostrar que não há idiota que não seja considerado um gênio do lado de alguém mais burro ainda. Mas não chega a ser uma crítica acida, mas sim uma sátira deliciosa, uma mescla de drama e comédia para sorrir e refletir. Parece que durante anos foi um projeto pessoal de Peter Sellers, que considerava este o único filme à altura de seu talento (apesas de Dr. Fantástico). De fato, é o grande papel da carreira do ator, engraçado como de costume e comovente como nunca. Sua não-premiação com o Oscar de melhor ator representa uma das maiores injustiças da Academia de Hollywood, que preferiu conferir como doação uma estatueta de coadjuvante para Melvyn Douglas (como o ricaço que acolhe o jardineiro), na época muito doente, e preteriu Sellers em favor de Dustin Hoffman, pelo seu desempenho em Kramer vs. Kramer (apenas uma atuação competente de Dustin, nada mais). Mas o que importa é que Muito Além do Jardim não envelheceu em nada, e ainda é um filme inesquecível. Uma pequena obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-8779098629994681774?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/8779098629994681774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=8779098629994681774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8779098629994681774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8779098629994681774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2008/01/muito-alm-do-jardim.html' title='Muito Além do Jardim'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R4z2QsCgrtI/AAAAAAAAARM/yn_xDp_8tDI/s72-c/Muito+al%C3%A9m+do+Jardim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-8586751832888914286</id><published>2008-01-08T16:48:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T17:28:14.852-08:00</updated><title type='text'>Novos textos no Armadilha Poética</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333333;"&gt;Estou passando para divulgar meus dois mais recentes textos publicados no site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.armadilhapoetica.com/index.php"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333333;"&gt;Armadilha Poética&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333333;"&gt;. Os textos são a respeito de dois grandes lançamentos recentes em DVD pela distribuidora Versátil: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.armadilhapoetica.com/arq.php?db=cinema&amp;amp;tab=art&amp;amp;id=20"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333333;"&gt;Aurora&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333333;"&gt;, um dos filmes da minha vida, talvez a mais perfeita obra muda do cinema; e o genial &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.armadilhapoetica.com/armadilhapoetica.php?db=cinema&amp;amp;tab=art"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333333;"&gt;O Bandido da Luz Vermelha&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333333;"&gt;, uma das mais criativas explosões de talento no cinema brasileiro, sem dúvida um dos três ou quatro melhores filmes nacionais de todos os tempos. E também está no ar desde a semana passada uma &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.armadilhapoetica.com/armadilhapoetica.php?db=cinema&amp;amp;tab=ent"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333333;"&gt;entrevista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#333333;"&gt; que realizei com o cineasta underground catarinense Petter Baiestorf, um apaixonado pela arte de filmar histórias ultrajantes e escatológicas. Vale a pena conferir.&lt;br /&gt;Desde já, agradeço ao trabalho de quem se dispuser a ler. E não deixem de conferir os outros textos do site não só na seção de cinema mas também nas partes de música e de literatura.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-8586751832888914286?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/8586751832888914286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=8586751832888914286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8586751832888914286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8586751832888914286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2008/01/novos-textos-no-armadilha-potica.html' title='Novos textos no Armadilha Poética'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-2249570936172956615</id><published>2008-01-06T20:01:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T07:19:17.957-08:00</updated><title type='text'>Corrida Contra o Destino</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R4G0acCgrsI/AAAAAAAAARE/-m3CRYucX9c/s1600-h/Corrida.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R4G0acCgrsI/AAAAAAAAARE/-m3CRYucX9c/s400/Corrida.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5152597814984879810" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Sou fascinado pelo cinema americano da década de setenta. Os cineastas tanto os consagrados quanto os mais obscuros tinham uma liberdade dramática e temática (somada a uma evolução tecnológica cinematográfica) inéditas para experimentar, arriscar. Por outro lado, os Estados Unidos viviam uma época de crise com o envolvimento na guerra do Vietnã, a questão do petróleo, manifestações sociais violentas. Esse quadro acabou se refletindo nas telas de cinema, com filmes cada vez mais ousados, contundentes, dramáticos, abordando a juventude rebelde com absoluto realismo e se preocupando mais em retratar personagens à margens da sociedade do que vangloriar os mais profundos mitos americanos.Eram obras de alta dramaticidade e maturidade obtidas com total minimalismo, com efeitos puramente cinematográficos. Parecia que o cinema rumava para um estágio superior, refletindo de forma artística sua época sem perder a noção da empatia, de cativar. Mesmo as tentativas de recuperação dos musicais (principalmente os dirigidos por Bob Fosse)ou dos faroestes (BUTCH CASSIDY e MEU ÓDIO SERÁ TUA HERANÇA, ambos do final da década anterior), longe de serem irrelevantes fantasias escapistas, tiveram que passar pelo crivo das novas exigências,com uma tomada de posição diante da realidade. Até em super-produções, se fazia um retrato pouco simpático de um general americano, como em PATTON... Ou a própria ficção-científica, que nos brindava com filmes como O PLANETA DOS MACACOS, O ENIGMA DE ANDRÔMEDA, A ÚLTIMA ESPERANÇA DA TERRA... Obras ainda atuais, perfeitas, tanto em forma quanto conteúdo (sem mencionar 2001, Uma Odisséia no Espaço, que transcende qualquer gênero ou rótulo). Enfim, mesmo os filmes de ação da época eram diferenciados e filmes menores atingiam uma àspera grandeza que os tornam realmente marcante. Um dos exemplos mais notáveis é o fantástico CORRIDA CONTRA O DESTINO (Vanishing Point), que volta e meia me encontro revendo no aparelho de DVD. É sobre um cara, Kowalski, que aceita o desafio de viajar mais de 1500 Km em 15 horas, guiando seu Challenger Branco 1970 de Denver, no Meio-Oeste americano, até São Francisco, no Extremo-Oeste. Uma missão quase impossivel. A policia rodoviária promove uma grande e incansável perseguição no encalço do obstinado motorista, disposto a tudo a cumprir seu objetivo. Com roteiro assinado pelo escritor cubano Guillermo Cabrera Infante (com o pseudônimo de Guillermo Cain), é um filme com estilo bem anos setenta, sério, adulto, consistente, emocionante, vigoroso, contundente, critico, uma revolta ao establishiment e às regras impostas pelo sistema e com final de grande impacto. O filme inteiro é uma sensação mista de alegria, tristeza, liberdade, dor, lamento  O herói (se é que pode-se chamar assim ao protagonista) é interpretado por um ator (Barry Newman) sem estrela, competente mas sem carisma e sem beleza, ao contrário de dez em cada dez filmes de ação e aventura que se tem feito nos últimos vinte anos. Há que se destacar também a inspiradissima participação especial de Cleavon Little como o disc-jóquei cego e negro que incentiva e acompanha a jornada do motorista através do rádio (por sinal, a trilha sonora é um primor, cheia de belos clássicos do rock). Talvez seja o melhor filme de carros já realizado, com emocionantes perseguições de automóveis. Com tema bastante semelhante ao de Easy Rider-Sem Destino, é bem superior a esse e é mais admirado nas revisões do que na primeira vez que se assiste. Parece que Tarantino se inspirou um pouco nele para realizar o seu recente Death of Prove. Filmaço. Mas fujam de um estúpido remake realizado nos anos 90 com Viggo Mortensen (bem canastrão), que jogou para o espaço todas as qualidades e o teor contestador do filme original (sério, essa refilmagem é mais um filme de ação do que um recriação fiel do primeiro filme). Para Kowalski ( o original) a velocidade significava liberdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-2249570936172956615?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/2249570936172956615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=2249570936172956615&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/2249570936172956615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/2249570936172956615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2008/01/corrida-contra-o-destino.html' title='Corrida Contra o Destino'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R4G0acCgrsI/AAAAAAAAARE/-m3CRYucX9c/s72-c/Corrida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-7997252828245918020</id><published>2007-12-24T08:21:00.001-08:00</published><updated>2008-01-30T10:17:06.540-08:00</updated><title type='text'>revisão: OS BRUTOS TAMBÉM AMAM</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R6C_Gia1OeI/AAAAAAAAARw/BwdUfh-5Vhg/s1600-h/shane193.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161335292006054370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R6C_Gia1OeI/AAAAAAAAARw/BwdUfh-5Vhg/s400/shane193.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Embora a intenção principal desse blog seja escrever sobre filmes mais obscuros, não resisti a vontade de discorrer sobre o clássico SHANE(1953), após revê-lo nesse último domingo, um filme que redefiniu e consolidou algumas das principais tendências do faroeste (cinquenta anos depois de O Grande Assalto do Trem ter inaugurado o gênero) e criou um dos mais célebres motes do cinema: o herói solitário vindo ninguém sabe de onde que chega em um local para livrar a população da opressão dos poderosos do lugar (um mote que seria repetido infinitas vezes em vários outros filmes posteriores, inclusive os de Sérgio Leone). Se por um lado isso por si só faz de Shane um verdadeiro marco, também não deixa de ser verdade que por ter sido tão imitado, copiado e retomado, o filme pode se apresentar aos olhos atuais como um tanto quanto datado e envelhecido, ainda mais pelo gênero ter tido tantas releituras mais cínicas e ultraviolentas pelas mãos de gente como Sam Peckinpah e do próprio Leone (bem como de todos os western-saguetti em geral). Soma-se a isso o fato de que George Stevens não é idolatrado pela maioria dos cinéfilos como um legítimo autor, não obstante os clássicos que realizou, o que faz com que seus filmes estejam num patamar de admiração menor do que mesmo os faroestes de outros cineastas mais consagrados. À parte disso, confesso que a principio o tom bucólico de OS BRUTOS TAMBÉM AMAM me incomodou, deixando o filme um tanto ingênuo e pueril, e a música de Victor Young estava me irritando. Mas não demorou muito para que as qualidades do filme se impusessem, confirmando que o filme ainda é um espetáculo notável. E mesmo a trilha de Young é muito bonita, evoluindo em meu conceito a medida que o filme estava crescendo. Uma tensão muito forte perpassa grande parte da obra como prova de que o brilho de um autêntico clássico jamais se apaga diante de seus sucessores e de suas imitações ao longo dos anos. Como já foi dito, o argumento é o mesmo de muitos outros faroestes que se seguiram, mas SHANE tem a diferença decisiva de ser mais tocante do que qualquer outro western. E tudo em SHANE se apresenta com harmonia. O roteiro é um dos mais bem construidos do gênero, a direção de Stevens é perfeita e a fotografia de Loyal Griggs é de encher os olhos, uma das mais belas do cinema. É a melhor já vista em qualquer exemplar do gênero. E eu não lembro de faroestes antes de SHANE ter um vilão tão assustador como o demoníaco pistoleiro interpretado por Jack Palance, uma figura esguia trajado de negro e sorriso cruel na face medonha, uma das mais fortes representações da morte no cinema. Um vilão que só poderia ter como antagonista um herói (encarnado por Alan Ladd) dos mais admiráveis, cheio de retidão, amargura e senso de justiça. Para no fim voltar ao desconhecido depois de ter livrado a população de todo o mal, baleado, ferido, numa bela cena de despedida, com Shane cavalgando para o mais longe possível, com o vale ficando para trás, bem distante...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-7997252828245918020?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/7997252828245918020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=7997252828245918020&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7997252828245918020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7997252828245918020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/12/reviso-os-brutos-tambm-amam_24.html' title='revisão: OS BRUTOS TAMBÉM AMAM'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R6C_Gia1OeI/AAAAAAAAARw/BwdUfh-5Vhg/s72-c/shane193.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-3698836339902859892</id><published>2007-12-14T20:35:00.000-08:00</published><updated>2007-12-14T21:25:38.016-08:00</updated><title type='text'>O Planeta Fantástico</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/SgCxCZNkQ9E&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/SgCxCZNkQ9E&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um clássico do cinema fantástico que pouca gente viu(e que eu tive a oportunidade de assistir depois de, como sempre, fazer download via torrent na net) é La Planete Sauvage (no Brasil recebeu a tradução exata do título em inglês, Planet Fantastic), um longa de animação adulto de ficção cientifica de 1973. No Brasil, passou no cinema e dizem que foi exibido na TV Manchete nos anos 80 e saiu em VHS por uma distribuidora obscura. A história se passa no planeta Yagam, onde vivem humanóides chamados de Oms, onde são ou escravos ou feitos de animais de estimação pelos Draggs, uma raça de gigantes com mais de dez metros de altura, olhos vermelhos e pele azul. Um lugar indefinido em que os homens parecem insetos aos olhos desses seres gigantescos. Terr, um dos Oms acaba por receber educação e se revolta contra esses gigantes, reinantes no planeta. Um lugar indefinido em que os homens parecem insetos aos olhos desses seres dominadores. Rebelam-se quase que por acaso e descobrem o ponto fraco de seus dominadores. Premiado no Festival de Cannes em 1973, sucesso de crítica, os traços e a animação são considerados totalmente diferentes do padrão da época, e a história, visivelmente influenciada por Viagens de Gulliver e O Planeta dos Macacos, ainda assim é forte e original, com final inusitado. Dirigido por René Laloux, morto em 2004 e responsável por outras animações como “Os Mestres do Tempo” e “Gandahar”, todos de ficção cientifica, mas Planeta Fantástico é sua obra máxima. Vale ressaltar a inesquecivel trilha sonora, complemento perfeito às cores psicodélicas do desenho, típicas das décadas de 60-70.Talvez o melhor longa de animação de todos os tempos, produzido pela França e Tchecoslováquia, é tido como uma metáfora surrealista da ocupação russa na Tchecoslováquia. Mas isso não tem tanta importância assim. O essencial é o espectador se deliciar com essa obra-prima. Acima está o trailer no youtube, e para quem não quiser fazer download e preferir assistir na net mesmo, deixo um link com o filme inteiro no GoogleVideo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-3064984200803032304"&gt;http://video.google.com/videoplay?docid=-3064984200803032304&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-3698836339902859892?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/3698836339902859892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=3698836339902859892&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3698836339902859892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3698836339902859892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/12/o-planeta-fantstico.html' title='O Planeta Fantástico'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-3969228634336916859</id><published>2007-12-06T09:50:00.000-08:00</published><updated>2007-12-06T10:14:11.571-08:00</updated><title type='text'>ZODÍAC, um genial filme de suspense</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R1g5Ngm_91I/AAAAAAAAAP0/m5_QxJmFAH8/s1600-h/poster1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R1g5Ngm_91I/AAAAAAAAAP0/m5_QxJmFAH8/s320/poster1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140921878898014034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;David Fincher é o cineasta da atualidade cuja obra eu acompanho com maior atenção. Ele foi uma revelação com Seven, e embasbacou meio mundo com o excepcional Clube da Luta. Desde então todos ficam a espera de cada novo filme seu, embora desde então ele só tenha feito O Quarto do Pânico, uma obra menor em sua filmografia e que só agradou a uma parcela da crítica e do público, mas não deixa de ser um filme que eu admiro muito. Quando soube que ele iria filmar Zodíac, confesso que não fui tomado de maior empolgação. Era um tema óbvio de serial killer e eu achava que com Seven o cineasta já havia esgotado o tema. Acreditava que Zodíac seria apenas uma tentativa de Fincher em criar um blockbuster e coletar milhões de dólares para ele ganhar credibilidade com os estúdios para que estes financiassem os projetos mais arrojados que Fincher tem em mente (como o aguardadísssimo The Curios Case de Benjamin Button, que já está sendo filmado). O diretor até poderia ter esse desejo mercenário quando colocou as mãos no projeto chamado Zodíac. Porém, quando se assiste ao filme que ele então dirigiu, o resultado é outro: Fincher sempre foge do óbvio e do convencional, não faz concessões comerciais, e com Zodíac abriu mão de diversão para fazer cinema de superior qualidade. O filme me deixou tão maravilhado que escrevi uma resenha no site &lt;a href="http://www.armadilhapoetica.com/armadilhapoetica.php?db=cinema&amp;tab=art"&gt;Armadilha Poética&lt;/a&gt;. Desde já, agradeço ao trabalho de quem se dispuser a ler. E não deixem de conferir os outros textos do site.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-3969228634336916859?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/3969228634336916859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=3969228634336916859&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3969228634336916859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3969228634336916859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/12/zodac-um-genial-filme-de-suspense.html' title='ZODÍAC, um genial filme de suspense'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/R1g5Ngm_91I/AAAAAAAAAP0/m5_QxJmFAH8/s72-c/poster1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-3828327491327817056</id><published>2007-11-27T18:53:00.000-08:00</published><updated>2007-11-27T20:12:15.357-08:00</updated><title type='text'>The Hearts of Age (Orson Welles)</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pXKIMag5hHE&amp;rel=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pXKIMag5hHE&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;Hoje tive o imenso prazer de assistir ao primeiro filme de um dos meus cinestas favoritos: Orson Welles. Não, não me refiro ao extraordinário Cidadão Kane(1941), o primeiro longa do diretor-ator, mas a The Hearts of Age, de sete anos antes, um curta-metragem em 16 mm de pouco mais de oito minutos, um tanto quanto bobo e ingênuo, evidentemente amador, produto "caseiro", rodado em sua casa numa tarde de domingo, durante um festival de Teatro no verão de 1934, quando Welles contava com dezenove anos de idade. O pequeno filme foi co-dirigido por Welles e seu amigo William Vance, que atuam no filme ao lado da namorada de Orson na época, Virginia Nicolson. Consta que Vance filmou grande parte das cenas, "improvisações inventadas por Welles depois de algumas doses de bebida", e sob a influência de &lt;EM&gt;Un Chien Andalou&lt;/EM&gt;, de Buñuel e Dali, e do &lt;EM&gt;Sangue de Um Poeta&lt;/EM&gt;, de Jean Cocteau, que Orson detestava e que aqui satirizava. Durante muito tempo esse filminho esteve à disposição apenas nos Arquivos da Biblioteca do Congresso Americano em Washington, D.C., e agora com a internet, finalmente pode estar ao acesso de qualquer espectador. Claro que o curta em si não tem nada demais, sendo mais uma curiosidade para os fãs de Orson Welles e de cinéfilos em geral. Essa cópia foi sonorizada recentemente com uma trilha sonora de Larry Marotta, levando em conta que trata-se de um filme sem diálogos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima está o video tirado do youtube com o pequeno curta do consagrado cineasta americano. Mas para quem quiser fazer download deste e de outras obras de artistas famosos da Arte Contemporânea, não pode deixar de conferir um dos melhores (senão o melhor) site sobre raridades cinematográficas: o &lt;A href="http://www.ubu.com/film/index.html"&gt;UBUWEB&lt;/A&gt;. Aqui encontra-se uma lista imensa de cineastas famosos (muitos deles desconhecidos até mesmo pelos cinéfilos mais atentos), com preciocidades invulgares. É só entrar na página, e navegar pelos nomes e obras à disposição, com direito a download fácil e rápido. Aproveite!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-3828327491327817056?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/3828327491327817056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=3828327491327817056&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3828327491327817056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3828327491327817056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/11/hearts-of-age-orson-welles.html' title='The Hearts of Age (Orson Welles)'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-7835927316565961946</id><published>2007-11-17T20:03:00.000-08:00</published><updated>2007-11-17T22:14:57.358-08:00</updated><title type='text'>FESTIVAL JODOROWSKY: CCBB RIO DE JANEIRO</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_TjisUYGI/AAAAAAAAAPk/3CKHnkulUMA/s1600-h/JODOROWSKY.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_TjisUYGI/AAAAAAAAAPk/3CKHnkulUMA/s400/JODOROWSKY.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134054707787227234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Finalmente depois de um tempão este vagabundo que vos escreve atualiza esse vergonhosamente mais do que desatualizado blog, desta vez com uma das mais úteis das postagens, principalmente para que mora no Rio de Janeiro, ou para quem pelo menos estiver por lá nos próximos dias. Trata-se de um festival dedicado ao cultuado cineasta chileno Alejandro Jodorowsky (tema de um dos &lt;a href="http://lazocorrea.blogspot.com/2007/09/holy-mountain-jodorowsky.html"&gt;textos&lt;/a&gt; anteriores do blog), que inclusive estará presente em carne-e-osso na cidade carioca, onde sua obra e sua persona será o tema de um festival no CCBB que exibirá todos os seus longas-metragens. Mas não apenas o seu cinema será atração nesses dias. Levando em conta que Jodorowsky é um multimídia por excelência, o festival vai destacar o seu trabalho nas outras áreas em que também se consagrou, como autor de histórias em quadrinhos e as suas atividades com o tarô, com o qual seguidamente se apresenta em sessões pelo mundo que arrastam milhares de apaixonados e seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terça, 20/11&lt;br /&gt;17h&lt;br /&gt;A Gravata (Alejandro Jodorowsky, 1957, cor, 35 mm, 21 minutos, 14 anos)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_BHSsUX6I/AAAAAAAAAOE/wYzaJfb4ZqQ/s1600-h/La+Cravate.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_BHSsUX6I/AAAAAAAAAOE/wYzaJfb4ZqQ/s200/La+Cravate.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134034431246622626" /&gt;&lt;/a&gt;Primeiro filme de Jodorowsky, um pequeno curta sem diálogos realizado em sua estada na França, adaptado de um conto de Thomas Mann sobre uma jovem que vende cabeças. O talento do cineasta se mostra em estado embrionário, sendo este curta-metragem hoje em dia exclusivamente endereçado aos admiradores do diretor chileno.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fando e Lis (Alejandro Jodorowsky, 1968, p&amp;b, 35 mm, 93 min, 18 anos) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_CAysUX7I/AAAAAAAAAOM/LekG_VBAVvw/s1600-h/Fando+y+Liz.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_CAysUX7I/AAAAAAAAAOM/LekG_VBAVvw/s200/Fando+y+Liz.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134035419089100722" /&gt;&lt;/a&gt;O primeiro filme relevante do cineasta, já estabelecido no México, adaptado de uma bizarra história de amor louco e inatingível criada por Fernando Arrabal em torno de um impotente Fando guiando sua namorada paralítica numa cadeira de rodas em direção à cidade encantada de Tar, em busca do êxtase espiritual. A viagem interior dos personagens representa o que desde então seria a quintessência do cinema de Jodorowsky, fruto da época da contracultura. O filme mais poético do diretor, o mais triste e belo, mas ainda assim grotesco e feio, como todos os que o cineasta fez. Basta dizer que na sua primeira exibição na Cidade do México, os espectadores enfurecidos interromperam a sessão, e o filme foi banido do país durante anos. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19h - A montanha sagrada (Alejandro Jodorowsky, 1973, cor, 113 minutos, 18 anos) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_AlCsUX5I/AAAAAAAAAN8/rno16Pvvqw0/s1600-h/The+Holy+Mountain.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_AlCsUX5I/AAAAAAAAAN8/rno16Pvvqw0/s200/The+Holy+Mountain.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134033842836103058" /&gt;&lt;/a&gt;Talvez a obra-prima do diretor, o mais delirante e poderoso de seus filmes, o que carrega as imagens mais desafiadoras de sua filmografia, o mais labiríntico e errático de todos. Uma perturbadora e ininterrupta sucessão de bizarrices protagonizada por Jesus Cristo, militares, sapos e lagartos, bezerros crucificados, alquimistas, extraterrestres, etc. Escândalo e sensação no Festival de Cannes em 1973, é um filme fadado a surpreender sempre, nessa ou em qualquer outra geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quarta, 21/11&lt;br /&gt;15h - Constelação Jodorowsky (Louis Mouchet, 1994, cor, 91 min, 12 anos)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_DkCsUX8I/AAAAAAAAAOU/sEB_ua93IRo/s1600-h/Contelation.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_DkCsUX8I/AAAAAAAAAOU/sEB_ua93IRo/s200/Contelation.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134037124191117250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Documentário que acompanha os longas do diretor na caixa de dvds de Jodorowsky lançada no exterior, foi realizado a partir de uma série de entrevistas com Fernando Arrabal, Peter Gabriel, Marcel Marceau, Jean Giraud e com o próprio cineasta. Completo, abrangente e essencial para se conhecer a fundo o artista chileno.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17h - Filmes da Meia-Noite: da margem ao mainstream (Stuart Samuels, 2005, cor, 86 min, 18 anos)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_EkSsUX9I/AAAAAAAAAOc/zEQblmsmNTI/s1600-h/midnight_movies.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_EkSsUX9I/AAAAAAAAAOc/zEQblmsmNTI/s200/midnight_movies.gif" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134038227997712338" /&gt;&lt;/a&gt;Mais um documentário, dessa vez ilustrando o fenômeno que marcou os Estados Unidos na década de setenta: os Filmes da Meia-Noite, produções malditas, obscuras e ousadas que não tinham espaço nas salas de cinemas “normais”. Esses filmes ajudaram a redefinir o cinema porque ousavam fugir do convencional, abordando temas e estilos deixados de lado e&lt;br /&gt;de um modo que jamais seriam realizados no cinema tradicional da época. Jodorowsky foi o inaugurador do estilo com “El Topo”, o primeiro sucesso das tais Sessões da Meia-Noite. Além de “El Topo”, o documentário concentra-se em outros cinco longas que marcaram aquela era: A Noite dos Mortos Vivos (George Romero), Pink Flamingos (John Waters), The Harder They Come (Perry Henzell), Eraserhead (David Lynch) e The Rocky Horror Picture Show (Jim Sharman),este último o que teve o maior sucesso popular e o que mais teve o seu nome associado ao movimento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19h: El Topo (Alejandro Jodorowsky, 1970, cor, 35 mm, 120 min, 18 anos).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_GFCsUX-I/AAAAAAAAAOk/TrH7B-XnegA/s1600-h/El+topo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_GFCsUX-I/AAAAAAAAAOk/TrH7B-XnegA/s200/El+topo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134039890150055906" /&gt;&lt;/a&gt;Disputa com A Montanha Sagrada o posto de obra máxima da filmografia do diretor. Faroeste mais surrealista já visto em celulóide, com altas conotações metafísicas, espirituais e simbólicas, é uma intensa alegoria em torno de um pistoleiro que vaga pelo deserto do Oeste em busca de constantes desafios duelando com os mais diversos Mestres para se tornar o gatilho mais rápido do lugar, o que acaba gerando outra das mais alegóricas viagens interiores do cinema de Jodorowsky. Era o filme preferido de John Lennon, que comprou seus direitos de exibição, além de ter financiado o filme seguinte de Jodorowsky, A Montanha Sagrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quinta 22/11 &lt;br /&gt;15h: Constelação Jodorowsky (Louis Mouchet, 1994, cor, DVD, 91 min, 12 anos).&lt;br /&gt;17h - El Topo (Alejandro Jodorowsky, 1970, cor, 35 mm, 120 min, 18 anos) &lt;br /&gt;19h - Debate com Estevão Garcia, Hernani Heffner e Pedro Camargo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta 23/11&lt;br /&gt;15h: O ladrão do arco-íris (Alejandro Jodorowsky, 1990, cor, Beta, 87 min, 16 anos)&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_GlisUX_I/AAAAAAAAAOs/abLwrrQ8GdE/s1600-h/rainbow.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_GlisUX_I/AAAAAAAAAOs/abLwrrQ8GdE/s200/rainbow.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134040448495804402" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O último filme que Jodorowsky dirigiu, foi um grande fracasso e definitivamente é uma obra menor em sua filmografia, não obstante ser estrelada por astros do quilate de Peter O’Toole e Omar Shariff. Uma rara produção do diretor a ter nomes consagrados em seu elenco, o que pode ter causado ainda maior decepção, mas não é tão ruim como se imagina. Dois marginais vivem nos esgotos, debaixo dos chãos da cidade, e buscam alcançar o pote mágico do final do arco-íris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17h - Cabezas Cortadas (Glauber Rocha, 1970, cor, 95 min, 16 anos) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_HNCsUYAI/AAAAAAAAAO0/lSp2Zs2HlyY/s1600-h/cabecas-cortadas02.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_HNCsUYAI/AAAAAAAAAO0/lSp2Zs2HlyY/s200/cabecas-cortadas02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134041127100637186" /&gt;&lt;/a&gt;Pode causar estranheza esse filme do brasileiro Glauber Rocha estar incluído no Festival sobre Alejandro Jodorowsky. A explicação é simples: o cinema de Glauber foi um dos que mais inspirou a obra fílmica de Jodorowsky, e o próprio Cabezas Cortadas em sua concepção delirante e surreal é um dos filmes de Glauber que mais se assemelha ao universo do diretor chileno. Não é dos melhores filmes de Glauber Rocha, mas vale o ingresso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;19h - A montanha sagrada (Alejandro Jodorowsky, 1973, cor, 35 mm, 113 min, 18 anos)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sábado, 24/11&lt;br /&gt;19h - Echek (Adan Jodorowsky, 2000, p&amp;b, 4 min, 12 anos) &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_ScysUYEI/AAAAAAAAAPU/-3aE-OmEtz4/s1600-h/181120070539230421.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_ScysUYEI/AAAAAAAAAPU/-3aE-OmEtz4/s200/181120070539230421.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134053492311482434" /&gt;&lt;/a&gt;Pequeno curta do filho de Jodorowsky, sobre um homem que para impressionar sua amada tenta mostrar sua força derrubando a Torre Eiffel. Mas para isso ele tem que enfrentar a fúria desesperada de toda a população, que tenta impedi-lo a todo custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Santa Sangre (Alejandro Jodorowsky, 1989, cor, 35 mm, 116 min, 18 anos)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_KhCsUYBI/AAAAAAAAAO8/BxmeMWbIW9o/s1600-h/Santa+Sangre.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_KhCsUYBI/AAAAAAAAAO8/BxmeMWbIW9o/s200/Santa+Sangre.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134044769232904210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A última obra-prima do diretor, um dos grandes filmes de sua carreira, sobre um psicopata que foge do manicômio e inicia uma sangrenta onda de vingança pelos traumas que sofrera na infância, marcada pela amputação dos braços da mãe pelo próprio pai, fanático religioso e adorador da seita da "Santa Sangre". Um dos mais doentios e delirantes trabalhos do cineasta, visivelmente influenciado pelo clássico “Psicose”, de Alfred Hitchcock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domingo, 25/11&lt;br /&gt;17h - El Topo (Alejandro Jodorowsky, 1970, cor, 35 mm, 120 min, 18 anos) &lt;br /&gt;19h&lt;br /&gt;A Gravata (Alejandro Jodorowsky, 1957, cor, 35 mm, 21 minutos, 14 anos&lt;br /&gt;Fando e Lis (Alejandro Jodorowsky, 1968, p&amp;b, 35 mm, 93 min, 18 anos) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda, 26/11 &lt;br /&gt;20h Noite de autógrafos, seguida de coquetel. &lt;br /&gt;Na ocasião ocorrerá o lançamento nacional de “Antes do Incal - 2” (Editora Devir) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terça, 27/11 &lt;br /&gt;15h - A montanha sagrada (Alejandro Jodorowsky, 1973, cor, 35 mm, 113 min, 18 anos) &lt;br /&gt;17h - El Topo (Alejandro Jodorowsky, 1970, cor, 35 mm, 120 min, 18 anos) &lt;br /&gt;19h - Conferência de Alejandro Jodorowsky sobre QUADRINHOS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta, 28/11&lt;br /&gt;15h - Filmes da Meia-Noite: da margem ao mainstream (Stuart Samuels, 2005, cor, 86 min, 18 anos) &lt;br /&gt;17h - Echek (Adan Jodorowsky, 2000, p&amp;b, DVD, 4 min, 12 anos) &lt;br /&gt;Santa Sangre (Alejandro Jodorowsky, 1989, cor, 35 mm, 116 min, 18 anos) &lt;br /&gt;19h - Conferência de Alejandro Jodorowsky sobre CINEMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta, 29/11&lt;br /&gt;15h - Alejandro Jodorowsky: conversações sobre as vias do Tarô (Giuseppe Baresi, 2007, cor, 60 min, 16 anos)&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_R6ysUYDI/AAAAAAAAAPM/Yo4vZalKP0A/s1600-h/Conversaciones+sobre+taro.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_R6ysUYDI/AAAAAAAAAPM/Yo4vZalKP0A/s200/Conversaciones+sobre+taro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134052908195930162" /&gt;&lt;/a&gt;Documentário que registra várias sessões coletivas de Jodorowsky envolvendo o Tarô, além de uma longa entrevista do cineasta sobre sua obra, seu cinema, teatro, quadrinhos e, sobretudo, sobre sua personalidade.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17h - El Topo (Alejandro Jodorowsky, 1970, cor, 35 mm, 113 min, 18 anos) &lt;br /&gt;19h - Encontro e leitura de TARÔ com Alejandro Jodorowsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta, 30/11&lt;br /&gt;15h - Tusk (Alejandro Jodorowsky, 1980, cor, DVD, 119 min, 14 anos).&lt;/strong&lt;br /&gt;&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_NUCsUYCI/AAAAAAAAAPE/GLiMvuqtewc/s1600-h/tusk.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_NUCsUYCI/AAAAAAAAAPE/GLiMvuqtewc/s200/tusk.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5134047844429488162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O mais fraco e menos empolgante dos filmes de Jodorowsky, uma decepção completa. Embora a história da amizade entre uma menina e um elefante seja compatível com o estranho universo artístico do cineasta, o filme não engrena em momento algum, e não apresenta a força de seus outros trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;17h - Echek (Adan Jodorowsky, 2000, p&amp;b, 4 min, 12 anos) &lt;br /&gt;Santa Sangre (Alejandro Jodorowsky, 1989, cor, 35 mm, 116 min, 18 anos) &lt;br /&gt;19h - O ladrão do arco-íris (Alejandro Jodorowsky, 1990, cor, Beta, 87 min, 16 anos) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, 01/12&lt;br /&gt;15h - Alejandro Jodorowsky: conversações sobre as vias do Tarô (Giuseppe Baresi, 2007, cor, 60 min, 16 anos) &lt;br /&gt;17h - Cabezas Cortadas (Glauber Rocha, 1970, cor, DVD, 95 min, 16 anos) &lt;br /&gt;19h - Filmes da Meia-Noite: da margem ao mainstream (Stuart Samuels, 2005, cor, DVD, 86 min, 18 anos) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 02/12&lt;br /&gt;15h - Tusk (Alejandro Jodorowsky, 1980, cor, DVD, 119 min, 14 anos) &lt;br /&gt;17h - Constelação Jodorowsky (Louis Mouchet, 1994, cor, DVD, 91 min, 12 anos) &lt;br /&gt;19h - O ladrão do arco-íris (Alejandro Jodorowsky, 1990, cor, Beta, 87 min, 16 anos).&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-7835927316565961946?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/7835927316565961946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=7835927316565961946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7835927316565961946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7835927316565961946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/11/festival-jodorowsky-ccbb-rio-de-janeiro.html' title='FESTIVAL JODOROWSKY: CCBB RIO DE JANEIRO'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rz_TjisUYGI/AAAAAAAAAPk/3CKHnkulUMA/s72-c/JODOROWSKY.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-8198860995254630713</id><published>2007-09-26T16:15:00.000-07:00</published><updated>2007-09-26T19:40:00.280-07:00</updated><title type='text'>LOLITA: Uma história, dois filmes</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RvrudgDvwOI/AAAAAAAAANU/SVaPoVg8wGk/s1600-h/1962.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RvrudgDvwOI/AAAAAAAAANU/SVaPoVg8wGk/s400/1962.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114662517421883618" /&gt;&lt;/a&gt;O romance Lolita de Vladimir Nabokov (lançado em 1955) é uma das grandes obras literárias do século XX (por sinal, foi eleito o 4º melhor romance em língua inglesa do século). É uma história forte, poderosa, que mexe com a gente e nos faz rever conceitos, conhecer dimensões novas e diferentes do ser humano quando impulsionados por paixões e obsessões, por mais estranhas e doentias que possam nos parecer. Mas hoje gostaria de comentar sobre as duas adaptações que se fez do romance para o cinema: a de 1962, dirigida por Stanley Kubrick, e a mais recente, de 1997, por Adrian Lyne. Uns preferem a primeira, outros defendem a suposta superioridade da segunda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto das duas versões. A versão de 97 conta com uma grande vantagem que foi por possuir uma relativa liberdade que Stanley Kubrick não pode ter no inicio da década de 60, quando Kubrick sofreu nas mãos da censura, o que atrapalhou o resultado final do seu filme. O Lolita de Adrian Lyne (um cineasta que eu não gosto) tem o mérito de ser mais provocante, sensual sem ser pornográfico, ao mesmo tempo em que caprichou no clima melancólico, romântico, doentio e fatalista. O visual colorido também é belíssimo, o que proporcionou cenas lindas e inesquecíveis, como a da primeira aparição de Dolores deitada na grama do jardim de sua casa, lendo um livro ou folheando um álbum de revista, toda molhada pela água das mangueiras que estavam por perto, quando então levanta os olhos e enxerga Humbert Humbert pela primeira vez. Quem viu, sabe. Tudo realçado pela ótima trilha de Ennio Morricone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Dominique Swain, ela realmente é uma atriz ruim, bastante fraca (também assisti com ela o filme Perversas Intenções, onde ela está totalmente apagada), e que vai ficar marcada pelo seu papel de Lolita, da mesma forma que aconteceu com Sue Lyon, que também não era lá essas coisas como atriz dramática, e que não conseguiu seguir carreira mais satisfatória. Mas a grande vantagem de Dominique, é que ela realmente parece uma ninfeta de doze, treze, quatorze anos, cheia de charme e provocação, ao contrário de Sue na versão de 62, que parecia ter quase vinte anos de idade, e que era muito mais pudica, assim como praticamente todo filme, o que atrapalhou o inegável apelo erótico que a história possui. E particularmente também prefiro o Humbert de Jeremy Irons, que faz com que o espectador sinta compaixão pelo personagem, por mais monstruoso que ele seja, ao contrário de James Mason na versão antiga, que construiu uma caracterização muito mais repugnante, pérfido e detestável. Kubrick e Mason nos distanciam do personagem, fazendo com que sintamos ódio por ele. Por outro lado, Lyne e Irons nos aproximam dos aspectos humanos de Humbert sem que isso em momento algum nos impeça de reconhecer o caráter de criminoso do qual o personagem não consegue fugir, escapar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o grande mérito da versão de 1997 é ter sido bem mais fiel ao livro, transportando melhor a essência e condensando com mais fidelidade o fascinante romance de Vladimir Nabokov. Embora o próprio Nabokov tenha escrito o script da versão de 1962, o roteiro que ele criou para o filme era todo desordenado, e em sua totalidade renderia um filme de sete horas de duração. Nabokov era excelente romancista, mas não entendia nada da carpintaria de cinema, sobre a confecção de um filme. Kubrick acabou usando apenas fragmentos desse roteiro. Mas se como adaptação do romance a versão de 1997 é melhor, como cinema o filme de 1962 não deixa de ser superior. Se o espectador deixar de lado o romance original, vai se deparar com uma obra cinematográfica mais bem-construida, uma narrativa visualmente melhor costurada, mais bem-acabada. Aí é que entra o talento do diretor. Porque o Lolita de 1962 é um belo filme que adquire grande vigor e vida própria se a platéia não insistir em fazer comparações com o livro que o inspirou. Drama, comédia e romance proibido e escandaloso conjugados com perfeição admirável, principalmente um muito bem-vindo bom humor que faltaria na versão de Adrian Lyne, humor esse que viria principalmente nas mãos, caras e bocas das gracinhas de Peter Sellers, absolutamente sensacional do papel de Quilty, roubando cenas o tempo todo com sua grande presença em cena (talvez seu melhor momento no filme seja quando ele se finge de psiquiatra alemão e se encontra com Humbert. É uma cena incrível: Humbert entra em sua própria casa, acende a luz e se depara com Sellers travestido em outro personagem, o que faz com que o espectador quase dê um pulo da cadeira). Basta dizer que Sellers esteve tão marcante nesse filme que logo em seguida Stanley Kubrick lhe ofereceria não um, mas quatro papéis diferentes em seu filme seguinte, Dr. Fantástico (Sellers acabou representando três desses personagens em Dr. Fantástico, sempre com perfeição).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, o melhor que se pode dizer é que o ideal é preservar por perto ambas as versões de Lolita para o cinema, ter as duas lado a lado na videoteca. Uma completa a outra, elas se complementam. Duas visões diferentes de uma mesma história, linda, única, triste e maravilhosa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RvruCQDvwNI/AAAAAAAAANM/vdpPsB-srGw/s1600-h/1997.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RvruCQDvwNI/AAAAAAAAANM/vdpPsB-srGw/s400/1997.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114662049270448338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-8198860995254630713?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/8198860995254630713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=8198860995254630713&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8198860995254630713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8198860995254630713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/09/uma-histria-dois-filmes.html' title='LOLITA: Uma história, dois filmes'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RvrudgDvwOI/AAAAAAAAANU/SVaPoVg8wGk/s72-c/1962.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-475400582715770198</id><published>2007-09-12T16:45:00.000-07:00</published><updated>2007-11-18T15:08:27.963-08:00</updated><title type='text'>The Holy Mountain - Jodorowsky</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Ruh-CYOGp_I/AAAAAAAAAMk/jPOjpo6KNl8/s1600-h/02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Ruh-CYOGp_I/AAAAAAAAAMk/jPOjpo6KNl8/s400/02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109472356578273266" /&gt;&lt;/a&gt;Quando em minha mente associo cinema à internet, uma das primeiras lembranças que me vem é The Holy Mountain, de Alejandro Jodorowsky. Isso geralmente acontece porque se não fosse o veículo virtual certamente não o conheceria, muito menos o teria em DVD (baixei-o via torrent, nenhuma distribuidora ainda se dignou a lançar esse ou qualquer outro do diretor no Brasil). Tá certo, tá certo, filmes de Jodorowsky tem sido de tempos em tempos exibidos em mostras de cinema, porém mesmo informações sobre o diretor são muito difíceis de encontrar fora da internet. É raro às vezes em que ele foi citado em livros, guias de vídeo, jornais ou revistas de cinema. Televisão então, nem pensar! Jodorowsky sempre foi privilégio de um restritíssimo grupo de muitos poucos admiradores, principalmente aos cinéfilos que também são ligados em gibis (o que confesso que não é o meu caso, desconhecedor da área), em virtude de Jodorowsky ser famoso como autor de histórias em quadrinhos. Mas foi com a internet que seu nome se espalhou entre os cinéfilos mais atentos, e embora ainda continue como um caso clássico de cineasta mais comentado do que assistido, essa situação tem mudado com cada vez mais espectadores assistindo aos seus poucos (porém essências) filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascido no Chile, teve que rodar o mundo para que sua obra tivesse um lugar ao sol no panorama da Arte mundial do século XX. Palhaço de circo e artista de marionetes em seu país durante sua juventude, emigrou para a França, onde se envolveu com diversos artistas da época, realizando um primeiro filme (o curta-metragem La Cravate), com o incentivo de Jean Cocteau, que se encantou com essa obra de estréia. No entanto, esse filme sumiu, e foi dado como desaparecido durante 49 anos, até ser descoberto na Alemanha em 2006, o que fez reforçar o culto em torno do nome do diretor. Jodorowsky dirigiu seu olhar em outras áreas, e com Fernando Arrabal, criou o Movimento Panique, grupo multimídia que fazia performances ao vivo misturando teatro de vanguarda, literatura e cinema. Depois escreveu diversos livros e peças de teatro, e no final da década de 60, já radicado no México, continuou dirigindo peças de vanguarda, ao mesmo tempo em que intensificou sua produção de histórias em quadrinhos e estreou “oficialmente” no cinema com Fando y Lis, uma bela e muito estranha história de amor entre uma aleijada de cadeira de rodas e seu fiel namorado, um filme que já carrega influências de cineastas que marcaram o diretor, como Luis Buñuel e até Glauber Rocha, este último uma inspiração confessa de Jodorowsky, que assistia a seus filmes e que se inspirou em Deus e o Diabo na Terra do Sol para criar seu segundo longa, o faroeste surrealista El Topo. Mais tarde, Glauber se encantaria com The Holy Mountain, ao declarar a Luiz Rosemberg Filho: "Você não pode deixar de ver A Montanha Sagrada. É uma porrada imperdível".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais importante sobre El Topo é que, por fugir tanto do cinema convencional, o seu distribuidor nos Estados Unidos passou a exibi-lo em sessões a meia-noite e com a grande divulgação de seu admirador John Lennon, se tornaria o primeiro filme a ser considerado um cult-movie, iniciando as famosas sessões da meia-noite com filmes marginais de baixo orçamento e conteúdo ousado e escandaloso, como os filmes de John Waters, os primeiros filmes pornôs exibidos comercialmente (Garganta profunda, Atrás da Porta Verde, O Diabo na Carne de Miss Jones, também O Masacre da Serra Elétrica original e até o extraordinário Eraserhead (primeiro longa de David Lynch), passando, é claro, pelo maior sucesso dos filmes da meia-noite, The Rock Horror, exibido anos a fio para uma platéia que conhecia todo o filme de cor e reproduziam diálogos e situações durante as sessões. Além disso, foi possível redescobrir filmes “malditos” como Freaks, de Tod Browning, e se conhecer a obra de Ed Wood Jr., desde então tido como o “pior” cineasta de todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Ruh9NoOGp-I/AAAAAAAAAMc/GvzWH_TUhVk/s1600-h/01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Ruh9NoOGp-I/AAAAAAAAAMc/GvzWH_TUhVk/s400/01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109471450340173794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Essa época possibilitou para Jodorowsky a realização, em co-produção com os norte-americanos, de The Holy Mountain, talvez seu maior filme, cada vez mais cultuado pelo mundo afora. Uma das maiores extravagâncias visuais e sonoras que já se fez, uma sucessão ininterrupta de cenas, situações e tipos bizarros desfilando na tela do primeiro ao ultimo fotograma, uma obra inclassificável que foge de qualquer possibilidade de classificação. Gênero? Esqueça. Não pergunte a mim e nem a qualquer outro individuo que conheça o filme sobre qual gênero na mais remota das hipóteses The Holy Mountain pertence em sua estranha tessitura dramática. Uma experiência cinematográfica ímpar. Lembra aqueles primeiros filmes de Buñuel e Dali, também com influências de seu mestre Fernando Arrabal, surrealistas e anárquicos ao extremo, só que claro, com muito mais sangue e violência. Jodorowsky com imagens poderosas faz um cinema grotesco, delirante, feio e belo. É com certeza um dos diretores que mais fugiu do convencional, das amarras impostas pelo cinema tradicional, mostrando alucinadamente coisas que pouquíssimos outros cineastas fariam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Holy Mountain começa com um sósia de Jesus Cristo perambulando por uma cidade não-identifica de um oprimido país possivelmente da América Latina, onde escancara eventos sensacionalistas, em um mundo dominado pelo fascismo (uma das cenas mais célebres é a do desfile dos militares carregando bezerros crucificados). Perseguido, açoitado, sozinho, esse falso Cristo é atirado em meio a um grande número de bonecos com a face de Cristo. Um dos momentos mais estranhos é quando o personagem começa a mastigar uma dessas imagens e mandando para o espaço em balões. Sua revolta faz com que ele tente carregar um desses bonecos para uma igreja, de onde é impiedosamente expulso. Por fim, encontra um misterioso alquimista (interpretado pelo próprio Jodorowsky), que literalmente, entre outras lições, o ensina a transformar merda em ouro. O tal do alquimista trata de reunir um grupo de milionários que vieram de outros planetas e que passaram a vida inteira na Terra com a única ambição de juntar fortuna. A idéia do alquimista é levá-los ao topo de uma montanha sagrada, onde pretendem encontrar sacerdotes imortais com o segredo da eternidade, mas desde que cada um desses burgueses despoje-se de toda a riqueza reunida e deixe de lado a propensão à individualidade, egoísmo e ambição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é de uma incrível concepção visual de cores, quadros e texturas estonteantes que ao mesmo tempo nos seduzem e nos causam repulsa. Também é uma das mais atordoantes coleções de cenas bizarras, surreais e porras-loucas da história do cinema: a invasão e a conseqüente explosão dos sangues de uma infinidade de sapos, a máquina de fazer sexo (na verdade, uma vagina mecânica que quando excitada é capaz de chegar ao orgasmo), um anão sem um braço endoidecido destruindo tudo, demais seres deformados ou decapitados, a coroa de cabelo azul-piscina, animais assassinados, lavagem cerebral em crianças para terem ódio e serem úteis em futuras guerras, as armas fabricadas para serem usadas por judeus, budistas e cristãos, o velho pedófilo que arranca o próprio olho para entregar a prostituta infantil, o outro ancião andrógino cujos mamilos são oncinhas que esporram leite, etc.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Ruh8YYOGp9I/AAAAAAAAAMU/xI-JYivPhoQ/s1600-h/holymountain2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Ruh8YYOGp9I/AAAAAAAAAMU/xI-JYivPhoQ/s400/holymountain2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109470535512139730" /&gt;&lt;/a&gt;Depois disso, infelizmente Jodorowsky brigou com seu produtor norte-americano, que impediu exibições de El Topo e The Holy Mountain por três décadas, e tentou sem sucesso fazer uma versão cinematográfica do romance "Duna" (mais tarde filmado de maneira mediocre por David Lynch), que teria a participação de Orson Wellese Salvador Dali, trilha sonora de Pink Floyd, e a colaboração visual dos artistas H. R. Giger, Dan O’Bannon e Moebius. Nas ultimas décadas Jodoroswky tornou-se um diretor bissexto, que vez por outra lança algum filme, o mais relevante deles, Santa Sangre. Por isso dedicou-se mais a escrever alguns romances, e principalmente à prática do taro e das histórias em quadrinhos. A boa noticia é que depois de ser redescoberto no Festival de Cannes em 2006, nesse moemnto prepara-se para dirigir mais um filme. É aguardar para ver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-475400582715770198?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/475400582715770198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=475400582715770198&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/475400582715770198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/475400582715770198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/09/holy-mountain-jodorowsky.html' title='The Holy Mountain - Jodorowsky'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Ruh-CYOGp_I/AAAAAAAAAMk/jPOjpo6KNl8/s72-c/02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-1767114017717187637</id><published>2007-08-31T22:30:00.000-07:00</published><updated>2007-08-31T22:35:05.959-07:00</updated><title type='text'>A Dança dos Signos (crônica)</title><content type='html'>Sou daqueles que lê tudo que me cai em mãos, e entre preciosidades literárias e outras nem tão boas assim, nesse último verão que passou tive a oportunidade de desfrutar da leitura do Guia dos Signos. Que trabalho bastante produtivo! Primoroso. Não se trata do horóscopo que costuma vir nas páginas dos jornais que folheamos todos os dias, mas de um compêndio completo e abrangente que engloba as características dos doze signos do zodíaco. Personalidade, Trabalho, Amor, Dinheiro, Sexo, Família, Saúde, combinações, ascendentes, simpatias e muito mais! Tudo ao preço de um real, o valor que paguei pelo exemplar num daqueles sebos ao qual sempre insistimos em voltar. Porém, por ter sido adquirido em sebo não confundam o exemplar com velharia, pelo contrário. É uma edição de 2006, ou seja, desde que o prazo de validade não esteja vencido (levando em conta que, como já disse, não é o tipo de guia com previsões de data marcada, e sim uma análise profunda das características de cada signo), o conteúdo do livro permanece (e permanecerá) atual, eterno e duradouro. E eu sou daqueles que, como diria Luis Fernando Veríssimo, não tem superstições, mas possuo uma ferradura atrás da porta porque dizem que trás sorte mesmo para quem não acredita. Além do mais, o exemplar era de uma beleza visual de encher os olhos, desde o colorido esfuziante da capa até a competência do projeto gráfico das páginas do miolo daquele compêndio. Como o que vale hoje em dia é a embalagem (e não o conteúdo), num daqueles momentos em que a curiosidade falou mais alto que o senso crítico que todos imaginamos possuir, acabei levando o livro para casa.&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;     O interesse das pessoas em predizer o futuro e conhecer o passado obscuro transcende a ausência de conhecimento de todos nós, pobres ignorantes que nada sabemos sobre quem somos e o que significamos. Desde a Antiguidade os oráculos e adivinhos têm dado suas contribuições para desenhar o que há por trás da pálida personalidade de cada individuo, encontrando significados para as questões que de tão simples exigiriam respostas mais complexas. E aí chegamos ao livrinho a que me referi. Se o cito nessa crônica, não é para fazer uma resenha crítica da obra em questão, apenas o uso como exemplo que corresponde a todos os trabalhos de adivinhações, astrologia, horóscopo e congêneres que nos são empurrados dia-a-dia em tudo que é tipo de mídia (livros, revistas, jornais, internet, rádio, televisão, etc.). Esse Guia dos Signos é um achado. Páginas e páginas dedicadas a cada signo do zodíaco em analises profundas como o pires em que colocamos nossas xícaras de café. Vou tentar resumir esse trabalho transcrevendo um trecho de cada análise dedicada a cada um dos signos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ÁRIES: Suas marcas são a coragem e a ousadia (Agora eu sei porque muitos de nós somos tão covardes. É bom saber para poder usar de cautela com arianos corajosos e ousados).&lt;br /&gt;TOURO: Você preza tudo que é estável e traz tranqüilidade (Quer dizer que todos os taurinos são desse modo, e o resto da humanidade instáveis e intranqüilos? Acho que nasci no signo errado. Ou nem tanto. Pode ser que Escorpião reserve boas surpresas).&lt;br /&gt;GÊMEOS: Um de seus maiores dons é a comunicação (ou seja, quem não é geminiano está fodido).&lt;br /&gt;CÂNCER: Sua família é a maior riqueza da sua vida (já estou reclamando por tantas pessoas queridas que não sejam de Câncer e que prezam acima de tudo a própria família. E além do mais, e aquele amigo meu que é do signo de Câncer e não está nem aí para os próprios familiares?).&lt;br /&gt;LEÃO: Você sabe expressar os seus talentos (Estou perdido mais uma vez. Por mais que eu me aperfeiçoe em mais de uma atividade artística, serei sempre um fracassado).&lt;br /&gt;VIRGEM: Nada escapa de seu olhar e de sua avaliação (Seria mais fácil dizer que virgem é aquele que nunca transou)&lt;br /&gt;LIBRA: Conviver com as pessoas é seu maior prazer (Ou seja, librianos estão livres de ser anti-sociais). E finalmente o meu signo...&lt;br /&gt;ESCORPIÃO: O seu signo sente um prazer todo especial em ganhar dinheiro (ora, pernas para o ar, tudo isso eu já sabia).&lt;br /&gt;SAGITÁRIO: Liberdade e aventura são seus maiores ideais (Deve ser por isso que o símbolo desse signo é um arqueiro. Guilherme Tell devia prezar muito a liberdade e a aventura. Aliás, Guilherme Tell era sagitariano?).&lt;br /&gt;CAPRICÓRNIO: Você sabe até onde quer e pode chegar (Todos os outros não terão perspectiva alguma. A propósito, eu já cheguei a ler numa página de horóscopo em uma revista qualquer que o signo de capricórnio tem tendências ao homossexualismo!).&lt;br /&gt;AQUÁRIO: Em sua vida, não há espaço para regras (Nada a declarar).&lt;br /&gt;PEIXES: A compaixão é a sua qualidade mais marcante (É verdade. Minha mãe é do signo de peixes).&lt;br /&gt;      &lt;br /&gt;    Em suma, um daqueles livros que se não adquirimos, fatalmente nos arrependeremos por não tê-lo comprado, mas depois de lido, a vontade é de devolver ao vendedor. Claro que as transcrições só representam muito pouco do que está descrito no livro, porém as pinceladas representam a denuncia  de farsa que propus compartilhar com os leitores. Enquanto nós, cronistas, poetas, romancistas e escritores nos encontramos praticamente impedidos de publicar por causa das dificuldades com o mercado editorial, livros inúteis como esse que não acrescenta nada à cultura do país encontra todas as facilidades para vender milhares de exemplares. É isso aí, quem mandou quando garotos a gente ler os clássicos da literatura em vez dos manuais de ocultismo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-1767114017717187637?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/1767114017717187637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=1767114017717187637&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/1767114017717187637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/1767114017717187637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/08/dana-dos-signos-crnica.html' title='A Dança dos Signos (crônica)'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-297783796186479738</id><published>2007-08-17T21:59:00.000-07:00</published><updated>2007-08-17T22:39:11.488-07:00</updated><title type='text'>Os Filmes de Andrei Tarkovski</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RsaAHcxfPQI/AAAAAAAAALM/4VBOIFk2o38/s1600-h/offret01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RsaAHcxfPQI/AAAAAAAAALM/4VBOIFk2o38/s400/offret01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099904493514865922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em uma semana tive a oportunidade de assistir a obra do genial cineasta russo Andrei Tarkovski, o que além de fazer com que eu ficasse fascinado por seus filmes, também me deixou absoluta e literalmente esgotado. Mas não esgotado num sentido pejorativo, diria esgotado no sentido do que exige entrega mental total, pois seus filmes absorvem totalmente quem o assiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram todos os oito longas que ele dirigiu na vida (sendo que um deles, o primeiro, é na verdade um média-metragem). Sim, Tarkovski é um cineasta dificílimo (eu que o diga), seus filmes são plasticamente belíssimos, com uma densidade psicológico-literária bastante incisivas, mesmo quando trabalhando em sci-fiction (como Solaris &amp; Stalker). Bergman chegou a dizer que Tarkovski realizava exatamente o que ele, Bergman, sempre quis fazer em cinema e nunca o conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São filmes os quais é necessário um bocado de paciência para assimilá-los, e um outro tanto de reflexão para entendê-los. Ainda terei que rever mais vezes cada um de seus filmes para entendê-los melhor, e sem duvidas, o farei uma outra hora. Ainda assim, nessa semana depois que eu, combalido, me recuperei do efeito devastador dessa maratona, escrevi pequenos comentários sobre as primeiras impressões que cada um desses filmes me causou nesses dias (antes, eu só havia assistido Solaris e O Sacrificio, mas há muito tempo, na adolescência).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Rolo Compressor e o Violinista&lt;/strong&gt;: Filme de fim de curso quando Tarkovski estava com 28 anos, essa média-metragem tem como maior curiosidade fazer com que o espectador tente encontrar características que se veriam nos filmes posteriores e mais famosos do diretor: reflexões sobre a dicotomia artista/homem comum (representado na amizade entre o menino violinista solitário e o operário embrutecido pela vida), tratamento cuidadoso com a textura das imagens e das cores, o rigor da narrativa que lhe seria peculiar pelo resto da carreira e até mesmo a marcante presença da água, que aqui aparece em destaque na linda cena com o menino tocando violino enquanto gotas de águas vão caindo na poça, em perfeita sincronia com o andamento da música tocada pelo pequeno artista. A água que cada vez mais em sua obra iria se tornar um elemento sempre presente geralmente em planos longos, melancólicos e persistentes (o que remete à definição de Heráclito sobre a água de um rio em movimento), criando uma variedade de possibilidades sonoras e visuais intensas, desde variações de intensidade de uma chuva ou de um movimento de um lago, rio, oceano ou simples poças-d’água, transbordando em diferentes superfícies, até gotas que pingam individualmente em líquidos ou sólidos. Obviamente mais indicado aos fãs do diretor ou para quem já está predisposto a adentrar em sua obra, não deixa, no entanto, de ser interessante para qualquer tipo de público como filme de qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Infância de Ivan&lt;/strong&gt;: Poderia ser definido como o filme de guerra da filmografia do diretor. Mas é bem mais que isso, seu primeiro longa já é sua primeira obra-prima e mesmo com uma história bem mais convencional (a guerra vista sob os olhos de um menino) do que se veria em seus filmes seguintes, este já carrega marcas registradas que permeariam sua carreira: em muitas de suas belíssimas cenas em preto-e-branco ele mistura sonho, vigília e memória fazendo com que nos confundam diante do que é visto na tela, promovendo o que pode se tornar a interpretação infindável na mente de quem o assiste. A câmera do diretor já se mostra fascinante como em momentos em que mescla um ambiente ao outro sem cortes, como a do sonho do menino, em que a partir de sua cama a câmera segue subindo pela parede e de repente sai de um poço, onde transcorre todo o sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Andrei Rublev&lt;/strong&gt;: Se os dois filmes anteriores estão entre os mais recomendáveis para se iniciar em Tarkovski, o mesmo não se pode dizer desse. Não que seja ruim. Longe disso, é um dos melhores. Só que em seu caráter de epopéia esse filme-monumento pode cansar espectadores de primeira viagem com sua longa duração (quase três horas e meia de projeção). Quem não se importar com esse detalhe, acompanhará a obra do cineasta russo em que mais se faz presente a materialização da arte como algo sagrado que representa a própria fé do homem-artista na humanidade, mesmo com todas as desgraças que possam assolar um povo inteiro (no caso, a invasão mongol que devasta com o povo russo na Idade Média, onde se encontram os dois artistas protagonistas). Cenas inesquecíveis: os gansos caindo no meio da batalha feita em slow-motion, a mágica presença das algas quando Rublev e Teófanes dialogam perto do riacho, o cavalo que depois seria sacrificado tombando na tela... E depois de todas essas e muitas outras maravilhosas imagens em preto-e-branco, na inesquecível cena final as cores reluzem expondo o que de mais transcendental pode permanecer mesmo com todos os absurdos cometidos pela humanidade: a arte. Pode até ser um filme atordoante, mas é muito, mas muito belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Solaris&lt;/strong&gt;: Tarkovski deve ter se impressionado muito com 2001-Uma Odisséia no Espaço, porque logo após o lançamento do clássico de Stanley Kubrick ele enveredou pelo universo da ficção cientifica em dois dos mais cultuados exemplares do gênero (Solaris &amp; Stalker). O diretor encontrou nesse gênero os caminhos de infinitas possibilidades visuais e temáticas para expressar suas metáforas sobre o ser humano, em viagens internas e/ou interiores de sensações e sentimentos que são como um (re) encontro do homem consigo mesmo, questionando as divergências entre o real e o imaginário na concepção da imagem que nossos olhos julgam enxergar. A materialização do pensamento na alma humana. É a ficção cientifica interior. Grandes momentos: os segundos de imponderabilidade, a viagem de automóvel percorrendo um complexo de viadutos, as folhas que ondulam o vento... O cinema de tarkovski é assim mesmo. Cenas que quando descritas no papel podem até não chamar a atenção. Mas na tela, é sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Espelho&lt;/strong&gt;: Eis o que pode ser chamado de um filme menor de Tarkovski, no sentido de que ele seria o menos bom dos longas do diretor. Ou não, já que tem fã que considera esse justamente o melhor de todos. O Espelho parece menor por estar espremido entre as duas ficções-cientificas gigantes do cineasta, mas não é menos relevante. Basicamente, Tarkovski volta-se aos meios mais mundanos para expressar os problemas emocionais de uma deprimida operária que trabalha numa gráfica. Um intenso ensaio sobre a problemática das relações humanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Stalker&lt;/strong&gt;: Talvez o ápice do cineasta, ainda que seja tão difícil definir o melhor ou o pior que esse sujeito fez. E eu disse talvez pelo fato de que ainda estou tentando assimilar muito do que assisti, porque se em Solaris Tarkovski já transcendera a ficção cientifica com sua densidade literário-psicológica, em Stalker ele extrapola a ponto de muitos espectadores recusarem-se a incluir o filme entre os produzidos pelo gênero. Um sonho irreal que mais parece um pesadelo em que os personagens movem-se numa atmosfera altamente lúgubre buscando um lugar em que todos os desejos mais profundos se realizam, da mesma forma com que o diretor como artista sempre buscou conduzir as platéias para um universo mágico, poético que grande parte da humanidade parece não enxergar mais. A poesia cinematográfica perpassa por toda a película, nesse longo passeio da câmera acompanhando os personagens que percorrem seu caminho entre as poças da água a caminho da “Zona”. Mais uma vez trabalhando com o oculto na mente humana, aqui o diretor é mais metafórico do que nunca. Arrisco-me a dizer o que ensaiei a afirmar antes: a obra máxima do cineasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nostalgia&lt;/strong&gt;: Disputaria com O Espelho o titulo de filme menos bom de Tarkovski se a obra dele permitisse tais hierarquias de valor. Seu primeiro filme fora da Rússia, mais uma vez cheio de considerações filosóficas em atmosferas introspectivas, sempre em torno de um ser humano que busca uma forma de voltar para dentro de si para transcender as barreiras materiais e se elevar num nível de percepção espiritual muito acima do que conhecemos. O pior de Nostalgia é a tarefa de suceder uma obra-prima como Stalker, da mesma maneira que é difícil conferir O Espelho logo após ter visto Solaris na maratona que fiz na semana passada. Mas Nostalgia tem méritos suficientes para ocupar o lugar de importância que cada filme de Tarkovski possui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Sacrificio&lt;/strong&gt;: Um dos meus preferidos do diretor, é mais um filme no exílio de Tarkovski, que já gravemente enfermo, não sobreviveria muito tempo após a sua realização.  Num fim de semana numa casa de campo, o que era para ser uma festa em homenagem a um artista muito velho faz com que este seja perturbado por estranhas alucinações em que o mundo degradado e sem valores é simbolizado por um inferno representado por uma guerra nuclear e o iminente fim do mundo.  O artista busca salvar os que lhe são próximos na esperança de reverter o fim de tudo propondo-se a um sacrificio do material em busca da redenção espiritual. O artista arrisca doar-se inteiramente num ato de amor querendo salvar a humanidade perdida, mesmo sacrificando razões que a própria razão alheia não compreende. Essa derradeira obra-prima representa toda a proposta pela qual Tarkovski lutou a vida inteira. O seu testamento cinematográfico.&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RsZ_zMxfPPI/AAAAAAAAALE/Ds_VVuYAy-I/s1600-h/offret02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RsZ_zMxfPPI/AAAAAAAAALE/Ds_VVuYAy-I/s400/offret02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099904145622514930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-297783796186479738?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/297783796186479738/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=297783796186479738&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/297783796186479738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/297783796186479738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/08/os-filmes-de-andrei-tarkovski.html' title='Os Filmes de Andrei Tarkovski'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RsaAHcxfPQI/AAAAAAAAALM/4VBOIFk2o38/s72-c/offret01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-5317586441889759945</id><published>2007-08-11T00:12:00.000-07:00</published><updated>2007-08-11T00:17:48.257-07:00</updated><title type='text'>O Homem em um Copo de Whisky (conto)</title><content type='html'>Fiz um trato de amor com a mulher que sempre quis, aquela a quem continuamente desejei: tornei-me pequeno diante dela, tão minúsculo e diminuto que a mulher me pôs na palma de sua mão e riu com o destino ao qual eu havia me entregue. Pensei que se dedicaria a uma intensa contemplação amorosa, aproveitando o domínio que possuía naquele momento, porém ao invés do amor a mulher respondeu com um sorriso de desdém por eu ter descido tão baixo naquele meu permanente estado de pequenez. Eu sou aquele pontinho obscuro que quase ninguém enxerga. Era miúdo como a unha do dedo menor de um menino.&lt;br /&gt;A mulher quase que balança a cabeça, e com o pouco caso de quem está com pressa de se descartar de algo inútil e sem valor, verifica pelos cantos um local onde pudesse me deixar enquanto não se livrasse de mim em definitivo.&lt;br /&gt;Por fim, encontra um quase vazio copo de whisky sobre a mesa, e sem alternativa para o momento, me despeja com um bocado de indelicadeza para o interior do copo semivazio, pega a bolsa e sai para o trabalho. A bebida seria o equivalente a dois dedos normais de um homem, eu estava seguro; no entanto, o confinamento levou-me às lágrimas e eu chorei. A água caída dos olhos não era proporcional ao corpo diminuído de tamanho e mais um pouco eu me afogo.&lt;br /&gt;Amar uma mulher e não amar a si mesmo é como correr em direção oposta à linha de chegada. Igual a querer abraçar a mulher amada sem ao menos levantar os braços para cumprir o gesto desejado. O amor nasce em nós mesmo e só dentro da gente ele se concretiza. Dois Narcisos nunca se odiarão. Narciso cansou de ficar olhando apenas para si próprio no espelho do rio em movimento, mas em nenhum instante deixou de se amar em detrimento ao próximo. &lt;br /&gt;Era noite e uma irmã bem menor da mulher que me guardara no copo apareceu e encarou-me através do vidro daquele invólucro, como se me enxergasse dentro de uma bola de cristal. "Mana, tem algo estranho no copo, uma sujeirinha, eu acho"! - avisou a menina para a mulher que voltara para casa. A mais velha não ouviu direito o que a outra dissera, percebeu apenas que se referia ao copo em sua mão, devia estar estressada devido ao cansaço estafante que a consumia, e mais ainda, deve ter se esquecido de mim, pois sem enxergar o pontinho escuro que boiava no whisky, ela pegou o recipiente dos dedos da menina e engoliu o resto de bebida que havia naquele copo que depois colocou sobre a mesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-5317586441889759945?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/5317586441889759945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=5317586441889759945&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5317586441889759945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5317586441889759945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/08/o-homem-em-um-copo-de-whisky-conto.html' title='O Homem em um Copo de Whisky (conto)'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-7136399083208459654</id><published>2007-07-31T23:01:00.000-07:00</published><updated>2007-07-31T23:56:46.514-07:00</updated><title type='text'>Agora Antonioni: O Adeus dos Mestres</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RrAuZVpPT2I/AAAAAAAAAK0/cYPJBE99Kyg/s1600-h/blowup1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RrAuZVpPT2I/AAAAAAAAAK0/cYPJBE99Kyg/s400/blowup1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093622191397752674" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Porra, agora foi Antonioni! Cada dia que acordo recebo a noticia da morte de um mestre. Parece que o personagem da Morte do Setimo Selo resolveu passar essa semana para levar os últimos sobreviventes de uma arte que nunca mais foi como era antes. Amanhã quem será? Jerry Lewis, que a cada vinte dias adquiri uma nova doença? Deus me livre! Do Antonioni eu amo de paixão, entre outros, O Passageiro - Profissão: Repórter, um dos mais densos exercicios metafisicos que já vi na telas, carregados de enigmas existenciais. Ou de Blow-Up, talvez o filme-símbolo da efervecência cultural da década de 60, cujo enredo em torno de um fotógrafo é o ponto de partida para a reflexão sobre o significado da realidade e das aparências. Mas mal dá para falar nos filmes nesse instante, ainda tenho que me recobrar desses tristes óbitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Introduzindo no cinema italiano o subjetivismo que não se encontrava nos outros diretores de seu país, tratando de temas caros ao existencialismo do pós-guerra como a solidão, a insegurança e a angústia, Antonioni o fez através de demorados e exaustivos planos-sequencias,que buscam ilustrar atmosferas psicológicas profundas e descrever casos de incomunicabilidade entre os personagens de suas películas. Sua técnica era desconcertante, a imobilidade da câmara e a escassez de diálogos criava um clima propositadamente árido, transmitindo com perfeição a sensação de tédio, que causava um desconforto enorme no espectador, o que afastou o publico da maioria de suas obras. Quem não estivesse disposto a encarar o desafio intelectual da maioria de seus filmes, que jamais ofereciam empatia e catarse fáceis, recuava diante desse convite à reflexão pura, às suas tentativas de capturar, de congelar o movimento dentro de cada enquadramento de câmara. Antonioni foi revolucionário nesse aspecto, ao repensar o modo como se fazia cinema, influenciando dezenas de outros artistas,transcendendo o seu tempo.Sua importância como renovador da linguagem cinematográfica e cineasta original e criativo ninguém pode contestar.Sua inegável inteligência e inventividade dificilmente produziram um filme ruim. Já chato...aí é outro papo, vai depender dos olhos que vêem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só aos poucos vamos assimilando o choque que foi uma noticia junto da outra. É possivel que a noticia de ontem tenha comovido tanto Antonioni que, ao ver o seu último companheiro de geração desaparecer, não tenha resistido ao choque e foi junto com o diretor sueco. Foi isso que me passou pela cabeça. Ficou dificil até para falar dos filmes dos caras, quando a maioria de nós cinéfilos ainda está tentando  se reerguer do choque cinematográfico que nos proporcionaram esses tristes acontecimentos. O luto continua...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-7136399083208459654?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/7136399083208459654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=7136399083208459654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7136399083208459654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7136399083208459654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/07/agora-antonioni-o-adeus-dos-mestres.html' title='Agora Antonioni: O Adeus dos Mestres'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RrAuZVpPT2I/AAAAAAAAAK0/cYPJBE99Kyg/s72-c/blowup1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-1709176391121086455</id><published>2007-07-30T21:58:00.000-07:00</published><updated>2007-08-31T22:41:24.584-07:00</updated><title type='text'>Morre Bergman</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rq7PwFpPT1I/AAAAAAAAAKs/soAcQNxhWvg/s1600-h/Setimo+selo.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rq7PwFpPT1I/AAAAAAAAAKs/soAcQNxhWvg/s400/Setimo+selo.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093236653658427218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Morreu Ingmar Bergman, muito provavelmente um dos cinco maiores cineastas de todos os tempos. De sua morte, todo cinéfilo que se preze já ficou sabendo. E eu não teria muito que acrescentar sobre o mestre com algo que não tenha sido dito pelos jornais, vespertinos, televisões e sites de todo mundo. Mesmo porque, ainda não assisti muitos dos seus filmes, portanto, não seria o mais indicado a fazer um homenagem mais digna. Porém, um blog de alguém que se diga cinéfilo extremado não poderia deixar de dedicar um espaço ao gênio que nos deixou. Com um estilo inconfundivel, sua sensibilidade criadora conseguia aprofundar em cada filme os aspectos principais da psicologia humana: a dor, a angústia, o medo, etc. Tudo com uma linguagem formalmente brilhante, nunca deixando de abordar intensas discussões existenciais, metafisicas e religiosas (na procura de um deus ausente). Nesse retrato da condição de solidão irremediável do individuo à qual todos nós estamos condenados, em obras  quase sempre descendo às profundezas da alma humana, o universo feminino ocupou um espaço cada vez mais importante à medida que sua obra foi evoluindo desde que sua carreira adquiriu maior consistência e fôlego na década de 50. Seu primeiro filme, Crises (1945), que já se concentrava em conflitos familiares (o que seria uma das marcas registradas de sua filmografia), ainda era influenciado pelo realismo poético franc~es, especialmente o de Marcel Carné. Seus vários filmes naqueles anos seguintes, dizem os historiadores que o conferiram, seguiam essa tendência, eram de valor desigual, até que na década posterior adquiriu valor próprio e personalidade cinematográfica impar, passando a fulgurar entre os primeiros do Olimpo dos Deuses do Cinema. O Panteão dos Intocáveis é para poucos. E Bergman desde que entrou nele,nunca mais o abandonou. Vá com Deus, Ingmar Bergman!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-1709176391121086455?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/1709176391121086455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=1709176391121086455&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/1709176391121086455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/1709176391121086455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/07/morre-bergman.html' title='Morre Bergman'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rq7PwFpPT1I/AAAAAAAAAKs/soAcQNxhWvg/s72-c/Setimo+selo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-2034958606954019270</id><published>2007-07-15T19:40:00.000-07:00</published><updated>2007-07-17T12:05:19.294-07:00</updated><title type='text'>Algumas Considerações sobre o Universo Virtual</title><content type='html'>Por que será que eu já não leio como antes? Explica-se: lembro que há uns dois anos, antes de me render aos encantos e sedução de ter internet em casa, eu lia muito mais do que atualmente. Não pretendo esboçar nenhuma crítica virulenta ao mundo virtual, um veiculo o qual eu usufruo com imenso prazer, porém sinto saudades de épocas em que costumava ler até três livros por semana e, consequentemente, escrevia muito mais do que hoje em dia. Fico imaginando o quanto é difícil para muitos, como o é para mim, conciliar internet e outros hábitos caseiros imprescindíveis, no caso, os de leituras de livros importantes e a rotina de se escrever com mais disciplina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A internet consome demais a gente. O que estou tendo dificuldades é em me policiar nesse sentido, determinando uma rotina, reservando horários, principalmente para escrever. Caso contrário, a tendência é mergulhar nesse universo virtual, a atração é grande, as possibilidades infinitas. A solução mesmo seria encontrar um meio de estruturar e conciliar tudo isso. Porque viver sem internet a maioria de nós sabe que não é mais possível. Cada vez mais vai virar utopia um individuo querer escapar desse meio, depois de ter usufruído do mesmo. Como voltar a realidade apagada e esmaecida do dia-a-dia em nosso meio social, e deixar de lado a tela do micro que em seu universo tão vasto a tudo nos responde, nos seduz, e interage com nós? Lembro que certa vez num chat qualquer conversei com um outro apaixonado por literatura e ele disse que para a internet não atrapalhar sua rotina intelectual ele passou a usá-la apenas durante o expediente de trabalho (onde usufruía de tudo que lhe é de direito em todo tipo de sites em que quisesse navegar, plugado em MSN, youtube, orkut e demais pesquisas). Em casa, nunca! Só assim para ele continuar se dedicando aos seus hábitos de leituras e escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois algum artifício, alguma combinação consigo mesmo a pessoa tem que estabelecer. Caso contrário, é como um canto de sereia, a máquina é sedutora (o chato é que eu detesto disciplina). A pessoa precisa colocar cera no ouvido ou se amarrar num mastro, como Ulisses e sua tripulação. Caso contrário fica bem difícil colocar ordem nas coisas. No entanto, acredito que aquilo que a gente também gosta como ler e escrever, aos poucos também nos atrairá de novo com sua melodia própria. Para quem lida e gosta disso fica difícil largar dessa maneira. Por isso acho que, com uma ajuda consciente da própria pessoa, o problema se resolverá naturalmente. Mesmo porque, por mais informações que a internet transmita,e por mais espaço que exista para a gente deixar algumas palavras escritas ao léu, a sensação é que aqui tudo é rápido, ligeiro e superficial, muito efêmero, transitório. O excesso de informações nunca será o mesmo caldo de cultura e conhecimento que os grandes romancistas contribuem para o nosso desenvolvimento intelectual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de terminar, e ainda sobre o caráter efêmero da informação aqui dentro, por outro lado, além da rapidez e da superficialidade do veículo, uma coisa que chama a atenção, em vários sentidos, é que belíssimos textos são escritos em milhares de páginas na web, belos trechos, comentários e apreciações, perdidos e dispersos nesse labirinto de páginas e janelas que formam a internet. Qual o futuro da maioria dessas publicações? É uma pena que isso não possa ser mais bem preservado e localizado. A impressão é que algo está sendo desperdiçado, engolido pelo próprio mecanismo que propiciou sua existência. Pois é esse caráter transitório que faz com que as coisas na web sejam efêmeras demais. Um bom texto escrito hoje, amanhã ninguém mais lembra, não será mais lembrado, perdido na infinidade de palavras que se joga por aqui. Algo que não transmite a impressão (ou ilusão de) durabilidade que existe nas palavras impressas em livros, revistas e jornais. Por isso que quem gosta de literatura jamais a deixará totalmente de lado em favor de outros veículos virtuais, ou mesmo de demais tecnologias audiovisuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo, além de discorrer sobre a literatura (uma de minhas maiores paixões), tudo que eu escrevi acima é porque eu não quero me transformar num escritorzinho de internet. Simples. Enfim, vamos ver o que o destino nos reserva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-2034958606954019270?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/2034958606954019270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=2034958606954019270&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/2034958606954019270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/2034958606954019270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/07/algumas-consideraes-sobre-o-universo.html' title='Algumas Considerações sobre o Universo Virtual'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-5203716287628386525</id><published>2007-07-05T21:23:00.002-07:00</published><updated>2007-07-13T23:39:47.422-07:00</updated><title type='text'>No Surprises - Radiohead</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="350"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/qqsyXdj_p_I"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/qqsyXdj_p_I" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como faz muitos dias que não posto nada por aqui, irei dedicar este espaço a um videoclipe tirado diretamente do yortube. Não sou muito chegado a esse tipo de postagem, porém esse não é um vídeo comum. É o clipe que eu mais gosto da minha canção favorita de minha banda predileta entre as atuais. Sim, sou daqueles que consideram o Radiohead a melhor banda dos últimos vinte anos no cenário mundial (que me perdoem os muitos fãs do Nirvana, mas Ok Computer é muito superior ao Nervermind). E minha musica predileta, é claro, está no fabuloso Ok Computer, um disco que é uma estupenda conjunção de doze faixas com uma complexidade toda especial e com uma sonoridade única. Não se trata dos temas em torno de rebeldes sem causa dos quais se alimentaram a maioria das outras bandas nos últimos tempos, mas sim um álbum conceitual sobre a angustia do ser contemporâneo, tragado pela modernidade tecnológica que o cerca, da qual não consegue viver longe, quase que um certo desprezo pelo modo que se vive nessa virada de milênio, num processo de desumanização e conseqüente robotização do individuo que essas novas estruturas provocam no mundo atual, tudo em musicas intensamente melancólicas e estética e melodicamente perfeitas. Mesmo deixando de lado qualquer compreensão de seus conceitos e de sua estrutura, o álbum tem canções divinas que se apresentam maravilhosamente bem em conjunto ou isoladamente. A melhor para mim, sem dúvida nenhuma, é No Surprises (embora a maioria do Universo prefira Paranoid Android), a canção que eu gostaria em que no dia em que eu morresse, fosse tocada no meu velório. Perfeita. Sempre a escutei como uma desesperada canção de ninar feita não para quem recém nasceu, mas para alguém que está morrendo. Veja o clipe e/ou leia a tradução da letra, e entenda a grandeza de No Surprises.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra Traduzida:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://radiohead.letras.terra.com.br/letras/78965/"&gt;http://radiohead.letras.terra.com.br/letras/78965/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-5203716287628386525?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/5203716287628386525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=5203716287628386525&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5203716287628386525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5203716287628386525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/07/no-surprises-radiohead.html' title='No Surprises - Radiohead'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-4738481493846254333</id><published>2007-06-19T22:21:00.000-07:00</published><updated>2007-06-21T15:39:30.486-07:00</updated><title type='text'>A Bela da Tarde</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnjACptE29I/AAAAAAAAAJs/1J9iCv3TRc4/s1600-h/belle_de_jour.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078019731647421394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnjACptE29I/AAAAAAAAAJs/1J9iCv3TRc4/s400/belle_de_jour.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Em meados da agitadíssima década de 60, após já ter construído uma gloriosa carreira de grandes filmes (a maioria verdadeiras obras-primas), Buñuel pôde sair do México para voltar a filmar na França, quase quarenta anos depois de ter sido praticamente expulso de Paris após a escandalosa, tumultuada e maldita exibição do clássico surrealista A Idade de Ouro, prontamente interditado na época. Na verdade, no final dos anos 50, em meio à sua carreira mexicana, o cineasta espanhol realizou três filmes na França (Cela s’Appelle l’Aurore e La Mort em ce Jardin), ao mesmo tempo em que também filmou na França (Viridiana) e até nos Estados Unidos (The Young One), para logo em seguida voltar ao México e realizar o extraordinário O Anjo Exterminador. Depois de um outro filme francês (O Diário de uma Camareira), ele faria o seu último filme mexicano (Simon del Desierto), para voltar ao solo francês e se estabelecer em definitivo em Paris, consagrando-se com o absoluto sucesso de público e de critica de A bela da Tarde, de 1967.&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078017876221549506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rni-WptE28I/AAAAAAAAAJk/pwr1q116Txc/s400/belle_de_jour3.jpg" border="0" /&gt;"Belle de Jour foi talvez o maior êxito comercial de minha vida o qual atribuo mais às prostitutas do filme do que propriamente ao meu trabalho", diria o cineasta. De fato, talvez seja o filme mais nelsonrodrigueano que já tenha sido feito no mundo, pelo menos fora do Brasil. Para um fanático que nem eu pela obra do dramaturgo carioca, a associação de seu nome com o filme de Buñuel é quase inevitável. Pena que aqui no Brasil não houvesse gênios o suficiente para filmar histórias do Nelson com a qualidade vista em A Bela da Tarde (esse é o típico filme, na época em que as produções brasileiras investiam pesado em sexo e nudez, que por aqui tantos tentaram fazer porém nunca conseguiram) . Mas deixemos o escritor brasileiro de lado, mesmo porque seu nome não tem nada a ver com o filme de Buñuel, que é uma adaptação do romance de Joseph Kessel. Uma estranha e fascinante mistura de realidade e imaginação, fatos e devaneios, verdades e sonhos, na insólita história das desventuras de Séverine Serizy (a deusa Catherine Deneuve, mais atraente do que nunca), a delicada, sedutora e entediada esposa de um médico burguês com quem mantém uma fria e distante relação, e que, atraída pela prostituição, resolve freqüentar durante as tardes um bordel parisiense que encontrara quase que por acaso, onde se envolve com situações diversas e se relaciona com um estranho e violento marginal (talvez o mais sincero de todos os personagens que desfilam pelos fotogramas do filme de Buñuel). Ela carrega certa frustração emocional e sexual bastante forte, com necessidade de rever conceitos e satisfazer anseios e impulsos sufocados em sua vida esmaecida. Severine precisa respirar, quer emoção, perigo e aventura, ou simplesmente deseja experimentar o desconhecido, arriscar-se no terreno do que não lhe é permitido. A principio receosa, ela acaba-se se entregando as todas às suas taras, desejos e obsessões recalcados, visto que ela se satisfaz com o ultraje físico e moral, libertando suas perversões de burguesa enfastiada, contrariando os ditames do catolicismo e da hipocrisia social, que a aprisionavam, e contra os quais Buñuel dirige sua severa, violenta e habitual crítica devastadora. Séverine sucumbe aos açoites, à submissão e humilhação sexual, lama na cara e outras agressões verbais (tipo “puta” e “vagabunda”).&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078015660018424754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rni8VptE27I/AAAAAAAAAJc/k6kJ2xLGW7o/s400/belle_de_jour6.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Quantas mulheres devem ter esses mesmos desejos que Severine, querer ter uma vida (ou pelo menos, um dia) de Bela da Tarde? O mais provável é que a maioria mal admita para si mesma essa idéia. O recado de Buñuel é que se tais desejos forem ignorados, podem destruir, dilacerar brutalmente a personalidade e os mais caros laços de afeto por si mesmo de cada individuo, como ilustrado no desfecho do filme, que sugere que aquela vida dupla de Severine não tenha puramente passado de fruto do êxtase do seu imaginário infeliz, um sonho em suspenso. Mesmo com tanta intensidade, Buñuel não se excede nas diversas e delirantes situações eróticas do enredo, construindo com segurança e rara sutileza e equilíbrio uma insinuante história de sexualidade reprimida, sem que em nenhum momento resvale na pornografia ou caia em qualquer tipo de exageros (mesmo as cenas de nudez são muito poucas).&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078014822499802002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rni7k5tE25I/AAAAAAAAAJM/ND8i3qNCevo/s400/Belle+de+Jour2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;No inicio do filme, Séverine está a passear com o marido quando este ordena que ela desça do carro de viagem e pede aos cocheiros que a chicoteiem violentamente, cena de gozo pessoal da protagonista seguida por uma outra cena de violação, tudo sonho e fantasia da mulher mal-amada. Quem garante que as cenas no bordel não seriam também resultados dos devaneios que a infeliz esposa habituara-se a viver? Buñuel não deixa nada explicado, e o que resulta numa deliciosa dúvida a que a platéia não precisa se dar ao trabalho de resolver. Como nas melhores obras do mestre, tudo não passa de um convite do cineasta espanhol para que se sintam seus filmes, para que a gente se entregue a viagem percorrida pelos personagens, mesmo que nem sempre os compreendamos. Não que A Bela da Tarde seja demasiado obscuro, difícil ou incompreensível. Longe disso: talvez seja a mais acessível de suas obras ao grande público. Quase que impossível que alguém não se envolva pela trajetória de Severine e sua irremediável solidão, em paralelo com os homens que cruzam o seu caminho. Mesmo porque, caso a algum espectador a história não agrade, sempre haverá Deneuve como colírio durante toda a sessão. &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078015170392152994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rni75JtE26I/AAAAAAAAAJU/7_JRKsQ7YVc/s400/belle+de+jour5.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-4738481493846254333?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/4738481493846254333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=4738481493846254333&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/4738481493846254333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/4738481493846254333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/06/bela-da-tarde.html' title='A Bela da Tarde'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnjACptE29I/AAAAAAAAAJs/1J9iCv3TRc4/s72-c/belle_de_jour.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-4098597807873235253</id><published>2007-06-14T18:29:00.000-07:00</published><updated>2007-06-17T13:33:50.333-07:00</updated><title type='text'>O Cão Andaluz/ A Idade de Ouro</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnHsYptE2zI/AAAAAAAAAIU/Kp9fD7Bn7wg/s1600-h/CÃ£o.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076098163279190834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnHsYptE2zI/AAAAAAAAAIU/Kp9fD7Bn7wg/s400/C%C3%A3o.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem, voltando a escrever sobre obras-primas do cinema, retorno aos filmes de Luis Buñuel, concentrando-me em suas duas primeiras obras, O Cão Andaluz e A Idade de Ouro, radicais experiências surrealistas, clássicos incontestáveis do cinema mundial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Esses dois primeiros filmes de Buñuel (ainda mais por terem sido feitos em parceria com Salvador Dali) são mesmo de pirar a cabeça de qualquer espectador, surrealistas ao extremo e anárquicos por excelência. O primeiro, O Cão Andaluz, a despeito de suas quase oito décadas de existência, ainda é em seus dezesseis minutos de duração o curta-metragem mais famoso, original e importante da história do cinema. Os franceses estavam a uma década obcecados em novas formas da então novíssima linguagem cinematográfica, mais especificamente, realizando experiências de vanguarda geralmente com resultados bastante próximos do abstrato e do dadaísmo. Cão Andaluz não chegou a ser a primeira experiência surrealista do cinema. A honra coube á La Coquille et lê Clergyman, dirigido por Germaine Dulac a partir de um argumento do poeta Antonin Artaud. Cão Andaluz é uma estranha combinação de imagens paradoxais e aparentemente desarmônicas (quase que um aspecto semelhante à dita montagem de atrações, de Eisenstein), uma incessante busca do insólito, do gratuito e do absurdo, como que de encontro a novas formas de metáforas poético-visuais, resultando em efeitos advindos de uma exploração do inconsciente humano, ou então do puro acaso, transpondo um universo onírico, caótico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme começa com a supracitada cena do olho aberto por uma navalha de barbear, em paralelo com a Lua sendo atravessada por uma nuvem negra. Uma das imagens mais emblemáticas do cinema, porém um emblema desprovido de significados. Cada espectador interpreta esse momento com o que essa imagem possa representar para si mesmo. Pode ser o corte da vida pela morte, o corte de um amor pelo abandono, o corte traumático da virgindade por uma má iniciação... Tanto faz. O inconsciente de cada olhar poderá conferir significado às imagens dessa obra-prima surrealista, mesmo que nenhuma interpretação possa ser considerada definitiva e nem totalmente satisfatória, muito menos coerente com as intenções dos realizadores, que juram que não tinham intenção alguma ao confeccionar o célebre curta-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras cenas delirantes se sucedem: formigas saindo de um inexplicável buraco na mão do homem, ou, um pouco antes, quando este adquire feições animalescas ao agarrar a mulher amada. Esta se desprende do sujeito, e quando ele tenta segurá-la entre os braços novamente, o homem é impedido de tocá-la por ele se encontrar preso por duas extensas cordas em que estão enlaçadas algumas abóboras, dois religiosos e um piano amarrado com jumentos mortos. Aos que pretenderam interpretar o filme como uma combinação do surrealismo com a psicanálise, essa cena bastante alegórica poder-se-ia explicar da seguinte maneira: O Amor (impulso do homem) e a sexualidade (as abóboras) são contrariados (as cordas) pelos preconceitos religiosos (os seminaristas) e pelos conceitos da burguesia (o piano). Como já havia referido agora a pouco, Buñuel seria o primeiro a desmentir qualquer interpretação simbólica nessa sua obra de estréia. Para ele, o roteiro do filme é formado por imagens surpreendentes e absurdas sem significado algum, um filme experimental em que a forma seria mais importante que qualquer conteúdo. “No fundo, não é nada mais do que um desesperado, um apaixonado apelo ao crime”, resumiria o cineasta espanhol. Se bem que sou daqueles que pensam que, depois de lançada ao mundo, os significados de qualquer obra deixam de pertencer exclusivamente ao realizador, passando para o espectador a tarefa de com os olhos apurados e mente aberta extrair todo tipo possível de simbologia no contexto da obra de arte (desde que cada interpretação seja perfeitamente plausível, diga-se de passagem). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo com essas descrições aparentemente malucas das imagens criadas por Buñuel e Dali, ao espectador curioso e de mente aberta O Cão Andaluz vai sempre representar uma experiência sensorial absorvente, a despeito de que ao longo das décadas o filme vem causando atração ou repulsa aos olhos de quem o vê. Particularmente, acho que mesmo não o entendendo, O Cão Andaluz fascina mais facilmente, ao contrário do posterior A Idade de Ouro, onde continua valendo a questão do aparente desprovimento de significados de suas imagens. Só que aqui não há o mesmo tour-de-force delirante de cada fotograma do curto e conciso O Cão Andaluz, que faz com que para muitos seja uma experiência absolutamente fascinante, porém esse segundo filme é de um longa-metragem sonoro relativamente mais contido, com a maioria de suas cenas aparentemente mais banais (mas só na aparência), e um tom quase próximo do documental (impressão advinda de uns fragmentos de cine-jornal de um documentário sobre escorpiões, que abrem o filme), mas nem por isso menos estranho e surreal. Há quem diga que era uma tentativa de abolir de uma vez certas tendências gratuitas da vanguarda francesa da década de 20, sendo considerado o ponto final dos cinemas dadaístas e surrealistas ortodoxos daquela época. Que seja. O que importa é que é o filme mais virulento e transgressor de Buñuel. Nessa fase de transição, A Idade de Ouro representa uma ponte com todo o posterior cinema de narrativas relativamente mais usuais de Buñuel, com sua rebeldia e inconformismo diante das convenções estabelecidas, nunca abrindo mão de inserir cenas surreais e oníricas, cheias de uma dureza e de um humor corrosivo nem sempre fáceis de assimilar num primeiro olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buñuel e Dali inspiraram-se em alguns temas de Freud, do Marquês de Sade e de Karl Marx para criar o argumento de A Idade de Ouro. Mesmo assim, durante a produção, Dali se desligou do projeto, sendo que a única cena que ele criou foi a que um personagem anda com uma pedra na cabeça igual à estátua que ele acabara de cruzar. Dessa vez, o protagonista é um anti-herói subversivo e herege que, ao mesmo tempo em que costuma chutar cachorros de rua, condena hábitos de caridade espancando um mendigo, desafia as convenções sociais fingindo servir à sociedade (numa cena, ele esbofeteia uma senhora apenas porque essa acidentalmente derramou um pouco de bebida em sua roupa), sempre movido por seus impulsos sexuais e selvagens, quase místicos. De fato, quase que um precursor de Alex Delarge de Laranja Mecânica de Stanley Kubrick. Em A Idade de Ouro, uma história de um amor louco jamais concretizado, o ódio e o sexo perpassam por toda a película(Buñuel chega a inserir em algumas cenas objetos com aparência de órgãos genitais, como em um momento que mostra os dois namorados beijando-se impetuosamente). Mesmo que os impulsos irresistíveis façam com que o protagonista caia nos braços do personagem principal feminino do filme, esta nunca está satisfeita com o seu amor. Além de cenas que sugerem a masturbação da personagem, (como a que ela chupa os dedos de uma estátua), no final ela o abandona para se unir a um regente de orquestra. O anti-herói dá vazão a toda a sua fúria jogando para fora da janela uma árvore em chamas, um bispo e uma girafa de pau.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076098760279644994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnHs7ZtE20I/AAAAAAAAAIc/6JKGkyl7HAg/s400/Idade+de+Ouro.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076099060927355730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnHtM5tE21I/AAAAAAAAAIk/T-GQdmd25WA/s400/Idade+de+Ouro2.jpg" border="0" /&gt;Aqui as imagens não querem soltar apenas o inconsciente, mas também libertar os homens das amarras sociais impostas pela sociedade, pelas instituições (mesmo que não haja significados, a não ser os que repousam na psique de cada um). Numa das cenas, durante uma elegante reunião de burgueses, vê-se atravessar pela sala carroças dentro das quais trabalhadores bebem vinho tinto. A indiferença com a aristocracia presente trata desse fato é a mesma com que numa outra cena uma mulher ordena para que uma vaca deitada em sua cama se retire do quarto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final, uma rebelião extermina centenas de pessoas por causa dessa indiferença toda. Os quatro sobreviventes desse massacre, após 120 dias de orgia (trecho adaptado da história de Sade), são vistos saindo do castelo em direção à Paris, guiados pelo Duque de Blangis com uma indisfarçável aparência de Jesus Cristo (o próprio!). Desfecho brilhante e totalmente coerente com os propósitos do mestre do surrealismo sempre disposto a construir suas provocantes críticas à sociedade, no caso do final de A Idade de Ouro, uma cena que mereceu de Henry Miller um artigo intitulado com muita propriedade de Orgia Divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar exemplificando toda a polêmica desse filme, basta dizer que, depois que os cinemas na estréia do filme tiveram suas sessões impossibilitadas pelos atos de vandalismo dos radicais que destruíram poltronas e atiraram bombas sobre a tela, A Idade de Ouro foi interditado na França por cinco décadas inteiras! Depois desses filme, Buñuel teve que partir para a Espanha, onde assumiu de vez uma tomada de consciência social realizando um documentário sobre as péssimas condições uma região miserável de seu de seu país, visto por muitos críticos quase que como um prenúncio do terror da Guerra Civil Espanhola. De qualquer modo, sem conseguir financiamento para filme qualquer na Europa, acabou indo para o México, onde começou realizando filmes comerciais, melodramas musicais baratos. Mas sua força criadora permaneceu viva e, quando no mundo civilizado ninguém lembrava mais dele, ressurgiu realizando grandes filmes que jogaram os holofotes novamente em torno dele, possibilitando que ele retornasse à Europa para realizar na Espanha a obra-prima Viridiana, prontamente causadora de muitas polêmicas e logo proibida, o que fez com que Buñuel se retirasse da Espanha novamente para regressar ao México e dirigir o seu melhor filme: O Anjo Exterminador(comentado outro dia aqui nesse blog).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnHrxJtE2yI/AAAAAAAAAIM/OZfhbX3-V7I/s1600-h/idadedoouro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5076097484674358050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnHrxJtE2yI/AAAAAAAAAIM/OZfhbX3-V7I/s400/idadedoouro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-4098597807873235253?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/4098597807873235253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=4098597807873235253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/4098597807873235253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/4098597807873235253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/06/o-co-andaluz-idade-de-ouro.html' title='O Cão Andaluz/ A Idade de Ouro'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RnHsYptE2zI/AAAAAAAAAIU/Kp9fD7Bn7wg/s72-c/C%C3%A3o.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-8251773093915336349</id><published>2007-06-11T23:50:00.000-07:00</published><updated>2007-06-12T14:54:05.390-07:00</updated><title type='text'>Crônica do Dia dos Namorados</title><content type='html'>Posso levantar as mãos para o céu e agradecer pelo lucro que tive nesse 12 de junho Dia dos Namorados. Se eu tivesse namorada, teria que gastar uma boa porcentagem de minha renda em algum presente muito bonito (e consequentemente caro): um perfume sofisticado, uma lingerie atraente... Em vez disso, pude me dar ao luxo de investir meu escasso dinheirinho em doze dvds que comprei da loja virtual da 2001 para pagar parcelado no cartão de crédito. Se a VISA não tiver que colocar a Policia atrás de mim para me cobrar caso eu não puder pagar esses filmes, nos próximos meses terei praticamente um acervo inestimável de clássicos do cinema:alguns dos primeiros filmes de David Lean ( Grandes Esperanças e Uma Mulher do Outro Mundo), dois Hitchcock da fase inglesa ( Sabotagem e Jovem e Inocente), três clássicos da dupla de realizadores Michael Powell e Emeric Pressburger (Coronel Blimp – Vida e Morte, Narciso Negro e Sapatinhos Vermelhos), Henrique V, de Laurence Olivier, a produção alemã O Tambor, o japonês Furyo – Em Sua Honra. O extraordinário Sindicato de Ladrões, que em seu estupendo argumento tem, entre outros méritos, pela primeira vez apresentar Marlon Brando apanhando que nem mulher de brigadiano (acreditem, a partir desse filme isso se tornaria constante na carreira de Brando, que na maioria de seus filmes insistia com os diretores para que adicionassem cenas de agressão sadomasoquistas sofridas por seus personagens), E para coroar esse conjunto de obras-primas que presenteei a mim mesmo em pleno mês do Dia dos Namorados, um cult contemporâneo (e imprescindível) de David Cronenberg (para mim, o melhor filme do diretor canadense): Mistérios e Paixões. Para quem não conhece, essa adaptação da obra do escritor beat William Burroughs é sobre um escritor que trabalha como exterminador de baratas, cuja esposa é viciada no inseticida com que ele trabalha. Um delírio surreal que envolve insetos que falam, máquinas de escrever cujas teclas literalmente brigam com o escritor, tudo pontuado sob um belíssimo sax da trilha jazzística. Impagável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, doze de junho é o melhor dia do ano para não se ter uma namorada. Não que eu abomine namoros ou namoradas. É que simplesmente detesto datas comerciais como essa ( da mesma forma forma que não vejo graça nenhuma nem no meu aniversário, que para mim é uma data qualquer), bem como o Natal, Ano-Novo, Páscoa, etc. Sou pobre de nascimento e solteiro por convicção. Considero-me um cara legal, um sujeito realmente bacana, porém nenhuma mulher me suportaria mais do que dez horas seguidas. Gosto de mulheres e de relacionamentos, mas prefiro construir sólidas histórias de amor com as que tenho afinidades pessoais e oportunidades de convivência, sem necessariamente ter que me prender à compromissos morais que estejam à um passo de algo próximo do que é o matrimônio, ou estar atado à fortes laços que ocupariam um espaço imprescindível de minha privacidade. Preciso de tempo para os livros que ainda tenho que escrever, ao mesmo tempo em que não posso abrir mão das muitas horas necessárias para deglutir a quantidade ilimitada de obras cinematográficas que ainda tenho que ver/rever. Sem falar nas mulheres com as quais não possuo afinidade nenhuma, cujos níveis culturais estão abaixo de zero, e que infelizmente parecem compor a estúpida maioria da ala feminina que nos últimos anos foi educada por uma novela de conteúdo tão tosco e de profunda superficialidade como (apenas para citar um exemplo) o seriado de TV Malhação. Uma pena que um programinha desses pareça ter definido o padrão de estilo de garotas da atualidade. Não que seja necessário que as mulheres conheçam a obra de Dostoievski do primeiro ao último volume. Porém um mínimo de afinidade é primordial para o estabelecimento de uma relação, para o surgimento de uma cumplicidade, um envolvimento maior. Como conviver com uma mulher que não está nem aí quando tentamos convencê-la da grandeza dos filmes de Stanley Kubrick (apenas para citar mais um exemplo óbvio)? Ou da maravilhosa obra de Luchino Visconti? Ou com aquelas que não querem nem ouvir a hipótese de ler os escritos cintilantes de Clarice Lispector? O pior é quando se fala em baladas...Apesar de gostar de beber e sair á noite, odeio esse tipo de lugar onde cobram uma entrada caríssima para ingressar num salão com música horrenda tocando altíssimo, tornando inviável qualquer conversa que se queira estabelecer, pois é praticamente impossível escutar o que a pessoa ao lado diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não sejamos tão pessimistas. A par de minha vontade em escrever um texto com a minha peculiar e sombria visão niilista do mundo, existem sim mulheres maravilhosas cujas companhias são um privilégio indescritiveis para nós homens. Mas que nesse Dia dos Namorados eu tive um lucro e tanto, isso eu não poderia negar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-8251773093915336349?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/8251773093915336349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=8251773093915336349&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8251773093915336349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8251773093915336349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/06/crnica-do-dia-dos-namorados.html' title='Crônica do Dia dos Namorados'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-6773211363855306027</id><published>2007-06-04T19:50:00.000-07:00</published><updated>2007-06-04T19:52:21.854-07:00</updated><title type='text'>Armadilha Poética</title><content type='html'>Nesse final de semana entrou no ar um novo site sobre cinema, música e literatura, o Armadilha Poética, do qual sou um dos colaboradores. Quem curte esses preciosissimos temas não pode deixar de conferir. Vão por mim. O site está muito bom e promete melhorar cada vez mais. Tenho certeza que a idéia vai se desenvolver cada vez mais e que o projeto renderá grandes frutos, vai se alastrar e se estabelecer no mundo virtual como mais uma importante janela de acesso ao fabuloso caldo cultural do mundo do cinema, literatura e música. Nesse primeiro momento inclui, entre outros textos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítica : Certamente, o sol brilhará hoje! (por Marcel Alan) – Sobre o ótimo disco Sky Blue Sky, da banda Wilco, que chegou às lojas dia 15 de maio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista(por Marcel Alan) : Filipe Consoline, vocalista da banda Mono.tune&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítica : O Tigre e a Edição (por Raquel Araujo) - Análise de alguns aspectos do clássico Apocalypse Now.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resenha : Um Crime Delicado( por Marcel Alan)- Resenha do instigante, sugestivo e enigmático romance de Sérgio Sant'Anna&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquina Literária( por Beatriz Bajo) - Espaço da comunidade criada no orkut por dois escritores insatisfeitos por não poderem divulgar seus poemas e contos livremente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado por fumar ( por Fernando Braz) - Texto sobre o filme do diretor Jason Reitman, Obrigado por fumar narra a história de um cidadão sem diploma, divorciado, com seus 30 e poucos anos e um enorme talento para a retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a equipe do Armadilha Poética conta com com colaboradores de GO, MG, MS, PR, RJ, RS e SP. De acordo com a página inicial do site, para retratar as cenas culturais dessas cidades, cada visitante poderá ser pró-ativo avisando de qualquer show, sessão de autógrafos e festivais de cinema que lhe parecerem interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site promete. Não deixe de acessar:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.armadilhapoetica.com/"&gt;http://www.armadilhapoetica.com/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-6773211363855306027?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/6773211363855306027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=6773211363855306027&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/6773211363855306027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/6773211363855306027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/06/armadilha-potica_04.html' title='Armadilha Poética'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-273968337351669851</id><published>2007-06-01T15:26:00.001-07:00</published><updated>2007-06-04T21:02:24.439-07:00</updated><title type='text'>Parabéns Sgt Peppers - 40 anos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RmDkWRWeR3I/AAAAAAAAAHk/MHPdLBQLr_A/s1600-h/beatles5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071304251685095282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RmDkWRWeR3I/AAAAAAAAAHk/MHPdLBQLr_A/s400/beatles5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RmDguhWeR2I/AAAAAAAAAHc/aAo_viYNzuE/s1600-h/beatles4.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071300270250411874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 4px; CURSOR: hand; HEIGHT: 3px; TEXT-ALIGN: center" height="231" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RmDguhWeR2I/AAAAAAAAAHc/aAo_viYNzuE/s400/beatles4.gif" width="150" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Hoje vou fazer uma pausa em minhas resenhas cinematográficas para falar da celebração dos 40 anos de lançamento do Seargent Peppers Lonely Hearts Club Band. Quem leu meu primeiro post no blog deve lembrar que meu objetivo era escrever sobre os mais diversos assuntos culturais, no entanto a absurda quantidade de obras cinematográficas que tenho consumido me faz esquecer de qualquer outro interesse a não ser filmes e mais filmes para escrever nesse espaço. Porém hoje não poderia deixar de destacar a data do aniversário do fabuloso disco dos Beatles lançado há exatamente quatro décadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra começo de conversa, antes de falar do disco deve-se realçar a devida importância dos Beatles para o mundo contemporâneo. Á principio quase ninguém discute sobre essa importância do grupo, a maioria está cansada de saber o que significa o quarteto inglês, porém geralmente aparece algum desavisado para contrariar o consenso universal da reconhecida grandeza dos caras. Eu mesmo fui um que custei a enxergar o que hoje sei que é tão óbvio. Lembro de que na infância e em grande parte da adolescência só conhecia deles as baladinhas da primeira fase, trechos de canções que me pareciam tão pegajosas que não me despertavam interesse nenhum em correr atrás para ouvir as obras do grupo. Porém, no decorrer de certo tempo, deu-me um estalo, algo se iluminou, e eu comecei a pensar que Beatles não poderia ser só isso que eu pensava, deveria haver algo mais por trás daquelas pueris aparências, tive ainda que tardiamente minha curiosidade impelida em direção à descoberta do maior acervo da música pop de todos os tempos. Então acordei um belo dia num principio de tarde após na madrugada anterior ter assistido ao já clássico Quase Famosos, de Cameron Crowe (não é por nada não, mas parece que minha vida toda gira em torno do cinema [Risos]), sai da casa para comprar dois discos (em vinil) do Beatles e foi só retornar ao meu quarto e colocar a primeira faixa do Abbey Road e deixar o disco inteiro rodando que o resto é história. O outro disco que havia comprado era uma coletânea de singles da primeira fase do grupo, onde também liquidei os precipitados julgamentos que tinha de que aquilo não prestava. Perdoai-me Deus, como eu estava enganado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer pretensão de explicar em detalhes ínfimos sobre a citada importância dos Beatles não caberia em tão reduzido espaço desse blog nem em site algum da internet. Pode-se dizer que foi a primeira ( e talvez única) banda formada por quatro instrumentistas/cantores/compositores. Mais do que isso, dá para dizer que, para muitos especialistas, é bastante provável que o gênero conhecido como rock’n roll tivesse morrido sem o surgimento do Fab Four. Sim, porque nos Estados Unidos do inicio dos anos 60 só se fazia baladinhas quase sempre totalmente distantes dos aspectos viscerais que caracteriza o estilo (e que está inserido mesmo nos primeiros discos dos Beatles). Elvis Presley é uma prova disso naquela época e, consequentemente, todas as bandinhas que então surgiam em solo americano. Os grandes nomes do rock dos anos 50, em sua maioria, estavam se desgastando (se não artisticamente, pelo menos comercialmente), enquanto que outros trilhavam outros caminhos como o folk, blues, jazz, etc. Foi só os Beatles invadir a América em 1964 que a revolução sonora foi estourada. Ao ouvirem aqueles fantásticos álbuns do grupo de Liverpool, os mais inquietos artistas norte-americanos sentiram suas cabeças se incendiarem com novas e explosivas idéias (sem falar nas inúmeras bandas inglesas que seguiram as pegadas dos Beatles e transformaram o rock inglês num impressionanate caldo cultural que ainda nos dias de hoje sempre ressurge com força renovada) . Bob Dylan foi um dos primeiros a evoluir largamente lançando nos dois anos seguintes discos absolutamente marcantes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mais importante é que os Beatles sentiram esse efeito renovador que suas pegadas na América haviam deixado e trataram logo de não deixar de renovarem-se a si mesmos. Parece que foi Dylan quem apresentou as drogas aos caras de Liverpool, mas mais do que isso, eles abandonaram o romantismo e as características descompromissadas dos primeiros discos para elaborarem um álbum onde iniciam uma fase mais psicodélica e progressiva: Rubber Soul, onde as canções passaram a ter uma maior forma de expressão artística e política, com evidente influência de drogas lisérgicas em algumas letras. Esse álbum extraordinário encantou a muitos, principalmente à Brian Wilson, compositor dos Beach Boys, uma das tais bandas de baladinhas de sucesso na época. Influenciado por Rubber Soul, Wilson caiu de cabeça na criação Pet Sounds, absolutamente revolucionário, pode-se dizer superior a todos os discos até aquele momento lançados pelos Beatles. Acompanhando aquelas transformações musicais, não demorou muito e os ingleses lançaram algo comparável, o clássico álbum Revolver, que desde então para sempre é e será um dos dois ou três preferido de todo beatlemaniaco. Ainda sob o impacto de Pet Sounds (e do primeiro e estranhíssimo primeiro disco de Frank Zappa lançado na época), foi Paul McCartney quem concebeu a criação do disco que hoje completa quarenta anos de lançamento, com a idéia de criar um álbum conceitual em que, além de arranjos complexos e inéditos na música pop, as canções formassem quase que uma linha condutora entre as faixas. Foi o primeiro disco gravado em quatro canais. Há quem diga que o rock progressivo surgiu a partir de uma interpretação "alternativa" de Sgt Peppers.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071293660295743298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RmDatxWeR0I/AAAAAAAAAHM/ArAAZTsn1bw/s400/beatles2.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sabemos que os Beatles eram uma banda em que todos, em maior ou menor grau, tinham espaço para compor, e mais do que isso, que os àlbuns eram basicamente compostos pela dupla Lennon/McCartney. Só que naqueles idos de 1966, Lennon começava aos poucos a se desinteressar da banda por ter conhecido Yoko Ono, ele próprio em uma futura entrevista confessaria que não estava muito inspirado para compor naqueles anos entre 1966 e 1968. Coube à McCatney a tarefa de superar o Pet Sounds do Beaches Boys. E o fez de tal modo que Brian Wilson (lutando para compor Smiley Smille, álbum cheio de experiências sônicas em que pretendia superar a notável qualidade de Revolver) literalmente pirou ao escutar Peppers no lançamento do álbum. Wilson colocou fogo nas fitas do Smille, acreditando que jamais superaria o nivel de criatividade dos Beatles. Depois de alguns meses, a banda refez o trabalho queimado por Wilson, porém os resultados fiqueram bem aquém do esperado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O disco começa com uma autêntica apresentação do álbum, a faixa-título Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, composta e cantada por Paul, com seus ruidos, afinação de instrumentos( retirada da afinação dos instrumentos da orquestra no inicio da gravação de A Day in the Life, a última do disco) e a poderosa guitarra dessa empolgante e vertiginosa canção já diferente de tudo que os Beatles haviam criado anteriormente. Vários musicos da Orquestra Sinfônica de Londres foram recrutados para formar uma equipe de metais e roconstituir o clima das bandas de fanfarra dos parques antigos, com os aplausos e risadas das platéias. A idéia era fazer um álbum como se todos eles fossem a Banda de Sgt. Pepper's (ou Banda do Clube de Corações Solitários do Sargento Pimenta), porém o conceito foi abandonado a partir da segunda canção, que se inicia quando Paul apresenta Billy Shears, encarnado por Ringo Star que canta com perfeição ( seguindo a primeira música sem fazer pausa, como se fosse um único tema) a comovedora A Little Help from My Friends, composição de Paul com uma ajuda de John na letra. Uma canção telúrica sem igual sobre o valor dos amigos, que ilustra aquelas épocas em que cremos que as amizades são eternas, quando andamos em bando com meia-duzia com quem sempre podemos contar. Há dias, com muita frequencia para falar a verdade, em que a considero a melhor do disco. Essa música ficaria ainda mais famosa em 1969, no Woodstock, com a performance de Joe Cooker. Realmente Cooker interpretando ela em Woodstock é uma das imagens mais famosas da música pop do século XX, mas de maneira alguma seria superior à versão do Sgt Peppers, como muitos pretendem. A Little Help fro My Friends também daria origem a mais bela versão de qualquer música dos Beatles para o português, na adaptação de Paulo Cesar Pinheiro que se transformou em O Que Vale é a Amizade, lindamente cantada pelo MPB-4. O trio matador de canções que abrem o Lado A se encerra com Lucy in the Sky with Diamonds, a mais estranha, lisérgica e psicodélica composição dos Beatles, umas das poucas de autoria de John Lennon no álbum, banida da BBC por causa de supostas referências ao LSD ( acomeçar pelas iniciais). Olha, apesar de conhecer toda obra dos Beatles, eu nem tenho certeza se Sgt Peppers é o melhor disco deles, no entanto posso afirmar com total segurança que essas três canções iniciais são o melhor trecho, a melhor sequencia de músicas de qualquer disco da história do rock. Não é brincadeira. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071297723334805330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RmDeaRWeR1I/AAAAAAAAAHU/YwYqz70wkEM/s400/beatles1.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Paul foi o autor das três canções seguintes: Getting Better, Fixing A Hole e She's Leaving Home. Todas melodicamente sofisticadissimas, estranhamente belas em seus arranjos bastante anticonvencionais. Getting Better, um canto alegre e feliz ao som de uma constante guitarra, foi inovadora, sobretudo, pela participação de George Martin tocando não as teclas, mas as cordas do piano. Fixing A Hole se refere ao buraco por onde a chuva entra, fazendo uma brilhante analogia com o buraco mental que faz a mente vagar, sem seguir em frente, porém muitos interpretaram como uma viagem de Heroína. She's Leaving Home é uma das mais melancólicas do álbum, inspirada numa história que Paul leu em um jornal, sobre a fuga de uma garota de dezessete anos que abandonou a casa de seus pais, o que deu margem para uma reflexão sobre a distancia na comunicação entre as gerações de pais e filhos. No vocal, a voz de John foi gravada duas vezes e sobreposta ao backing original dele e de Paul, criando um efeito incrivelmente metálico e melódico. Lembrando que eles só trabalharam no vocal um tempo depois que a melodia foi gravada, junto com dezenas de músicos tocando cordas, harpa, violinos, violoncelos e contrabaixos. Em contraste à extrema melancolia da faixa anterior, a seguinte, Being For The Bennefit of Mr. Kite!, composta por John, logo em seus segundos iniciais explode numa intensa sensação circense, como pretendida por John, popular e erudita ao mesmo tempo, em alguns momentos alcançando um efeito de tontura digno de um carrocel. Para tanto, George Martin cortou uma das primeiras gravações da música e depois remontou-a em trechos aleatórios. Martin intitulou a canção de "Salvador Dali Oral".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Lado B começa com a mais exótica do disco, Within You Without You, a única composição de George Harrison incluida no álbum, em que ele contou com vários músicos indianos amigos seus para os arranjos da insólita faixa. Nos dois discos anteriores, George começou a ter um espaço maior para incluir suas composições ( em Revolver, duas ou três são deles) e nos álbuns seguintes cada vez mais ele se destacaria, sempre exigindo um espaço maior dentro do grupo, só que em Sgt. Peppers uma música está bem demais para George, porque o disco é um trabalho conceitual saido da cabeça de Paul, e provavelmente George nessa época não teria muito ao que acrescentar às composições de Paul. Particularmente, essa música composta por George é a que menos me agrada no disco, raramente conseguindo me empolgar quando escuto o divino álbum. Na melhor das definições, pode-se dizer que essa canção caiu muito bem no clima de estranheza que o disco sempre desperta em que o ouve. Para compensar o clima pouco vibrante da canção de George, a simpática faixa seguinte, When I'm Sixty-Four, que Paul escreveu referindo-se a uma história de amor, é uma das que mais desperta reações de entusiasmo com o seu magnifico ritmo alegre e contagiante, ainda que sempre carregando numa certa melancolia. Um dado incrivel que comprova a estupenda sabedoria musical dos caras é quando na segunda parte "We shall scrimp and save" eles repetem vocalmente o mesmo acorde de guitarra de um dos primeiros versos ("You'll be older too"). Paul (num impressionante momento criativo de sua carreira) também compôs a faixa seguinte, Lovely Rita, sobre as moças que nos Estados Unidos trabalham como fiscais de trânsito e multam os motoristas que estacionam mal. O que começa como uma canção de ódio por Rita ter multado Paul transformá-se numa canção de amor, porque Paul revolve amá-la e reconhece que ela é uma garota legal que só estava cumprindo a lei. Dentro de outro dos mais efuziantes momentos do álbum, Paul, John e George friccionam pentes contra papéis para produzir um estranhissimo som de "cha cha cha". Estranha é a composição seguinte, Good Morning, Good Morning, de autoria de John, que começa com o canto de um galo. À principio uma canção bastante simples que resultou vertiginosa com a sobreposição de inúmeros efeitos sônicos, principalmente com os sons de todo o tipo de animais, recriando o clima de um amanhecer de uma fazenda. A partir do último carcarejo do galo, traça-se uma genial fusão com a primeira nota de guitarra do álbum, iniciando-se uma reprise da faixa Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, depois que Paul conta até quatro para o bis, só que agora num andamento mais acelerado, sem os metais da abertura e com os quatro cantando. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes que os sons desapareçam por completo, entre os aplausos do público, surge a mais polêmica das faixas, e talvez a melhor de todas, A Day in the Life, a mais complexa de todas as gravações realizadas, nascida da junção de uma música composta por John e outra composta por Paul, resultando num perfeito acoplamento musical. A letra é uma colagem de noticias de jornal sobre gente de todos so dias. No meio da canção, os instrumentos atingem sua nota mais alta e em seguida são interrompidos pelo toque de despertar de um relógio. Segue-se então um trecho cantado por Paul até retornar a voz de John. A canção termina com um Mi-maior tocado em três pianos diferentes, seguido de uma enigmática e majestosa mistura de sons de deixar qualquer um zonzo. Também chegou a ser banida das rádios inglesas por causa de referências de drogas em vários de seus versos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071300270250411874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RmDguhWeR2I/AAAAAAAAAHc/aAo_viYNzuE/s400/beatles4.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para encerrar a descrição sobre o disco, não poderia faltar referências a extraordinária capa do álbum. A idéia inicial foi do Paul, que imaginou uma ilustração com uma multidão numa praça assistindo a uma apresentação da Banda Sgt Peppers. As idéias foram evoluindo até que o próprio Paul sugeriu que cada um da banda escolhessem personagens históricos para figurar na capa. Foram selecionados setenta personalidades famosas de todas as épocas para servir de fundo aos quatro beatles com uniformes de sargentos. O trabalho da capa foi feito por Peter Blake. O resultado é a obra de arte que ilustra o álbum. Pena que em tempos de CD, a mídia atual é reduzida demais para se apreciar toda a dimensão da arte da capa. Menos mal que, depois de anos de espera, consegui adquirir não apenas um, mas dois exemplares em vinil que fazem com que se enxergue toda a grandeza da imagem que entrou para a História como um dos ícones do século XX. Não me desfaço desses exemplares em vinil nem por nada nesse mundo.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071305419916199810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RmDlaRWeR4I/AAAAAAAAAHs/HP18Ph30aCg/s400/beatles3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;DOWLOAD DO DISCO ( retirado da comunidade do orkut Discografias &lt;a href="http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=6244330&amp;tid=2476006265582940648&amp;amp;na=2&amp;nst=160"&gt;http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=6244330&amp;amp;tid=2476006265582940648&amp;na=2&amp;amp;nst=160&lt;/a&gt;:&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.4shared.com/dir/2854859/2aebbcb9/The_Beatles_-_Sgt_Peppers_Lonely_Hearts_Club_Band.html"&gt;http://www.4shared.com/dir/2854859/2aebbcb9/The_Beatles_-_Sgt_Peppers_Lonely_Hearts_Club_Band.html&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-273968337351669851?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/273968337351669851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=273968337351669851&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/273968337351669851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/273968337351669851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/06/parabns-sgt-peppers-40-anos.html' title='Parabéns Sgt Peppers - 40 anos'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RmDkWRWeR3I/AAAAAAAAAHk/MHPdLBQLr_A/s72-c/beatles5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-6346712036123132618</id><published>2007-05-27T20:35:00.000-07:00</published><updated>2007-05-27T20:38:05.232-07:00</updated><title type='text'>O Anjo Exterminador</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlpOhxWeRzI/AAAAAAAAAHE/taN2bK_7cOw/s1600-h/AngelExterminador.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069450672649160498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlpOhxWeRzI/AAAAAAAAAHE/taN2bK_7cOw/s400/AngelExterminador.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Luis Buñuel passou para a história do cinema como o autêntico “mestre do surrealismo”. Uma definição categórica que peca pelo simplismo da afirmação, que, entretanto, não deixa de ser verdadeira. Na real, o surrealismo puro de Buñuel está em O Cão Andaluz, o delirante curta totalmente formado por idéias desconexas que o cineasta espanhol alinhou com perfeição em seu trabalho em conjunto com Salvador Dali. Daí em diante, Buñuel faria filmes menos anticonvencionais, porém quase sempre inserindo em maior ou menor grau a carga de surrealismo que ficou marcado em sua persona cinematográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Legitimo cineasta cidadão do mundo, cigano que realizou obras-primas na França, Espanha e México, foi no Terceiro Mundo do país latino-americano que, entre outros filmes, realizou uma das obras indispensáveis da sétima arte: O Anjo Exterminador. A principio visivelmente inspirado no clássico A Regra do Jogo, no filme de Buñuel pessoas da alta sociedade se reúnem para jantar na casa de uma família burguesa. Até ai tudo bem, o espectador desprevenido poderá até se cansar nos primeiros 20, 30 minutos assistindo as mordomias dos milionários superficiais em cenas registradas pela câmera do extraordinário fotógrafo Gabriel Figueroa. Mas por alguma razão, depois de terminado o jantar ninguém consegue sair da casa, o que era uma reunião de confraternização entre amigos se transforma em um pesadelo, uma realidade na qual nenhum deles consegue escapar. O fato deles simplesmente não conseguirem sair do casarão é absurdamente surreal porém vai se camuflando de concreto de uma forma sutil e genial, quase que uma verdade absoluta que obrigam a todos a aceitarem a situação sem questioná-la. Noite após noite, dia-a-dia como em um dos tantos realites-shows da era moderna, tensos, assustados, enclausurados, com sentimentos de claustrofobia e tudo o mais, cada um dos convivas vai perdendo a educação, o refinamento, os bons-modos, as boas maneiras e os costumes delicados, cedendo lugar para a selvageria adormecida dentro de todo ser humano, assumindo de vez atitudes animalescas que lhe são inerentes em busca da sobrevivência. Cada um deles perde a preocupação com as elegâncias do vestuário e com a higiene, o que antes pareciam ser um grupo de pessoas organizadas, elegantes e regradas revelam-se diante dos outros certos desleixos com roupas e aparências, cabelos despenteados, barba por fazer, todos imundos, famintos e desesperados. É espantoso que naquele antro de homens e mulheres grãos-finos se manifestem a total falta de controle sobre os rumos imprevistos que suas vidas vão tomando, a desorganização e incapacidade com que enfrentam aquela situação aparentemente tão normal que se lhes apresenta tão incomum, tornando-se cada vez mais caótica. Ao se obrigarem a se despojar da luxuria e do conforto, a loucura vai tomando conta de cada um dos personagens principais, que antes tão polidos, gentis e educados com os colegas, abandonam de vez toda a falsidade para se jogarem impropérios na cara do outro, entregando-se à total desconsideração ao próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Detalhe: os mordomos e empregados haviam se retirado da casa no meio do jantar, no inicio do filme, deixando os anfitriões e seus convidados à mercê da própria sorte. Entregues a si mesmos, sem o amparo e os préstimos da classe trabalhadora, aqueles burgueses do filme de Buñuel são incapazes de se virarem sozinhos, sem condições de saírem daquela casa cheia de portas como se estivessem naufragados em uma ilha qualquer. Em certo momento um dos personagens comenta como na verdade é fácil demais sair à hora que se quisesse daquela residência, porém o surrealismo de Buñuel faz com que a afirmação soe totalmente falsa transformando a possibilidade onírica do enredo do filme numa metáfora do mundo social em que a classe alta sente dificuldade (ou mesmo impossibilidade) de contornar e superar qualquer problema sem a ajuda e resolução de seus empregados da classe baixa. As situações absurdas enfileiram-se diante do olhar espantado do espectador: os surtos dos personagens os levam a quebrar a parede para achar água enquanto que na cozinha onde se encontram ursos e cabras há água à vontade para beber em copos de cristal. Enquanto as máscaras caem, eles vão lutando por beber os goles d’água. O sarcasmo e ironia do diretor estão em cada frame do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dez anos depois, residindo na França, Buñuel retomaria uma premissa bastante parecida com ainda mais humor surrealista na delirante comédia O Discreto Charme da Burguesia, mais uma mescla de sonho e realidade como veiculo de símbolos e metáforas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-6346712036123132618?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/6346712036123132618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=6346712036123132618&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/6346712036123132618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/6346712036123132618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/05/o-anjo-exterminador.html' title='O Anjo Exterminador'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlpOhxWeRzI/AAAAAAAAAHE/taN2bK_7cOw/s72-c/AngelExterminador.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-7986554576029611152</id><published>2007-05-26T21:03:00.000-07:00</published><updated>2007-05-26T21:09:49.485-07:00</updated><title type='text'>Jean Renoir - A Regra do Jogo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlkEMBWeRyI/AAAAAAAAAG8/X72pc6V5Ymc/s1600-h/a+regra+do+jogo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069087460149839650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlkEMBWeRyI/AAAAAAAAAG8/X72pc6V5Ymc/s400/a+regra+do+jogo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois do enorme sucesso internacional de A Grande Ilusão (premiado em Veneza e indicado ao Oscar), Jean Renoir faria, dentre outros filmes, a sua obra-prima definitiva (para muitos, a maior do cinema francês): A Regra do Jogo. Infelizmente, nenhum outro filme do diretor repetiria o sucesso comercial que o seu clássico de guerra alcançou em 1937. Transcendendo o realismo-naturalismo típico da escola francesa da década de 30, o diretor realizou em A Regra do Jogo um retrato extremamente ácido dos descaminhos da sociedade de seu país num dos momentos mais críticos de sua história, à beira do pesadelo do inicio da Segunda Grande Guerra. Renoir descreve com lucidez e crítica a burguesia como um bando de ociosos alheios aos problemas do mundo que só agem em torno de diversão, perversões e de furtivos encontros sexuais. O roteiro de tramas paralelas e múltiplos personagens vai desvendando e corroendo o carrossel de hipocrisias e máscaras, não poupando nem os criados, o "proletariado", que supostamente deveria escapar das críticas, devido à orientação socialista do diretor, mas mesmo assim são descritos como outros alienados que vivem tentando imitar os patrões, formando um fatal jogo de gato e rato em que as classes se interagem através da troca de fluidos corporais. O discurso conservador em torno da família, religião e amor é uma farsa, pois os únicos que sofrem é o aviador que atravessa o Oceano Atlântico, dez anos depois de Linderbergh (para muitos uma possível metáfora para o atraso do país ou da burguesia) e o motorista, os únicos que não seguem a regra não escrita, porém existente no jogo: você pode ter mil amantes, desde que não leve a sério nada. Eles levam a sério, são excessivamente sinceros em suas intenções amorosas e acabam se dando muito mal nessa surpreendente história de assassinato e luta de classes em um final de semana numa grande casa aristocrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Octave (interpretado pelo próprio Jean Renoir), parasita social que transita entre empregados e patrões naquela casa de campo de gente doida, porém respeitável, melhor amigo do aviador, queixa-se para este de sua infantilidade capaz de cruzar o Atlântico, porém incapaz de comportar-se com praticidade no meio social burguês, sempre perdendo o controle das situações que tem em mãos. Não é todo mundo que consegue com hipocrisia e cinismo evitar que a vida privada não interfira na vida pública em meio às verdades e mentiras, dissimulações e desencontros da regra desse fatal jogo de gato e rato, cuja lei proíbe que se misturem diferentes classes sociais. Desse choque, explodem na tela o drama e a comédia de mãos dadas, com resultados trágicos para que a ordem possa voltar ao seu principio original. Tudo porque uma esposa, insatisfeita com o marido burguês, pensa em abandoná-lo, sem saber a qual dos outros homens ela se entregará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sua pretensão de unir tragédia e humor, Renoir conseguiu alcançar cenas altamente cômicas de perseguição nos salões daquela casa de campo. No entanto, por trás dessa comédia de equívocos, Renoir transgrediu os elementos populares da comédia comercial não deixando que se ofuscasse o inegável tom de sátira em cima dessa farsa com o quadro social de seu tempo. Conseguiu o resultado que almejou com tamanha perfeição que, poucas semanas depois, com o estouro da grande guerra, a censura militar francesa proibiu o filme por ser ultrajante ao seu país. Dizem que na estréia, houve quem tentasse atirar cadeiras na tela, e outros buscando colocar fogo na sala de cinema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história tão bem contada que nem mesmo assim Renoir prescindiu de seu inconfundível apuro técnico, trabalhando com luz natural, com os mais diversos movimentos de câmera que fluem livre e leve, usando também da profundidade de campo e de planos seqüências relativamente longos. Foi um dos primeiros a filmar em locações e a alternar cenas internas e externas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse genial, impiedoso e distanciado estudo da luta de classes na França, Renoir teve que abandonar o seu país com a ocupação alemã e teve seu auge criativo interrompido. Transferiu-se para os EUA, onde dirigiu mais alguns filmes, porém todos inferiores aos principais que realizara na França, onde em 1935(dez anos antes de Roma, Cidade Aberta) havia sido o precursor do neo-realismo com o clássico Toni. Nesse filme e em outros seguintes, ele teve como assistente o jovem Luchino Visconti (então de passagem pela França), que influenciado pelo mestre francês, seria o verdadeiro iniciador do neo-realismo na Itália (junto com Giuseppe De Santis), antes mesmo de Rosselini. Por seus filmes da década de 30, Renoir ainda seria ídolo de todo o pessoal da Nouvelle Vague, que detestavam os outros antigos cineastas franceses, mas não a Renoir. Claude Chabrol, por exemplo, chegou a dizer certa vez que já havia assistido A Regra do Jogo setenta e sete vezes. A Regra do Jogo serviu de inspiração para que Buñuel realizasse o seu melhor filme (O Anjo Exterminador) e foi praticamente refilmado por Robert Altman em Assassinato em Gosford Park (“Foi A Regra do Jogo que me ensinou as regras do cinema”, confessou Altman). Por essas e outras que quase sempre tem sido eleito em votações de tudo quanto é tipo de críticos como um dos dez melhores filmes da história do cinema.&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069087215336703762" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlkD9xWeRxI/AAAAAAAAAG0/KZy1QVAE_TI/s400/regra+do+jogo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-7986554576029611152?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/7986554576029611152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=7986554576029611152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7986554576029611152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7986554576029611152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/05/jean-renoir-regra-do-jogo.html' title='Jean Renoir - A Regra do Jogo'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlkEMBWeRyI/AAAAAAAAAG8/X72pc6V5Ymc/s72-c/a+regra+do+jogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-8657766706017319802</id><published>2007-05-24T22:52:00.000-07:00</published><updated>2007-05-24T22:56:01.078-07:00</updated><title type='text'>Jean Renoir - A Grande Ilusão</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlZ59RWeRvI/AAAAAAAAAGk/F1W8sySV7A0/s1600-h/grande+ilusÃ£o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068372524188714738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlZ59RWeRvI/AAAAAAAAAGk/F1W8sySV7A0/s400/grande+ilus%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pretendia continuar escrevendo sobre os filmes mais superestimados do nosso tempo, porém desisti. Não que não seja algo importante. Como expliquei num comentário de um dos textos anteriores, para quem gosta de cinema, debater e expor idéias, é sempre estimulante a dissertação sobre qualquer obra, goste-se ou não dela. Só que já encheu o meu saco ficar escrevendo sobre filmes ruins. Para lavar a alma, vou me referir a um dos maiores cineastas de todos os tempos: Jean Renoir. Provavelmente um cineasta francês superior a qualquer conterrâneo seu que tenha feito filmes desde que Louis e Auguste Lumiere criaram oficialmente o germe do que hoje se chama cinema. Para alguns (como Peter Bogdanovich), é o maior diretor que já houve no Ocidente. Enfim, por mais que para alguns esses dados possam ser mais relevantes, pouco importa. O bom é dissertar sobre os melhores filmes que o sujeito realizou. Um deles, A Grande Ilusão, narra o esforço sobre-humano de um grupo de soldados franceses para escapar de um campo de prisioneiros na Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um filme de guerra, A Grande Ilusão impõe-se ao longo dos anos como um dos mais supremos manifestos antibelicistas do século XX. Um filme de guerra que (ao contrário dos clássicos norte-americanos do gênero) praticamente não mostra nenhuma cena com ação e metralhadoras, como que se Renoir renunciasse a tirar um aproveitamento estético de cenas de batalha para condenar a guerra, insinuando o conflito sem recorrer a imagens violentas que fossem provocar reações de entusiasmo no público. Por isso que para muitos espectadores (mesmo para os que amam esse filme), essa opção narrativa torna o filme um tanto monótono e arrastado, mas é que aqui o que importa é a fragilidade humana dos personagens em meio a um campo de prisioneiros na Primeira guerra Mundial. Outra das preocupações do cineasta (e que também incomoda a algumas pessoas) é que ele no microcosmo apresentado no filme retratou um mundo utópico em que inimigos de guerra se tratam com respeito e delicadeza. Um mundo de gentleman. Prisioneiros franceses e oficiais alemães entendem-se perfeitamente com extrema camaradagem e total cordialidade, tanto um quanto o outro lado em pleno acordo um com o outro apenas cumprindo um dever e esperando a guerra acabar. Essa abordagem em um filme do gênero faz com para grande parte das platéias atuais esse clássico de Renoir se apresente um tanto quanto pueril. É que o humanismo do diretor preza a nobreza acima de tudo. "Por mais incômodo que possa parecer, Hitler não modifica em nada minha opinião sobre os alemães", escreveu Renoir, que serviu no exército francês de seu país na Primeira Guerra. "Lutei na I Guerra e, tanto eu como meus companheiros, não sentíamos ódio dos alemães”. Mesmo que o resultado se torne ingênuo nesse ponto de vista, pois a visão de confraternização entre adversários seria desmentida logo a seguir na Segunda Grande Guerra e em todas as subseqüentes (todas retratadas em inúmeros filmes com o fetiche estético de violência que Renoir evitara em A Grande Ilusão), o antibelicismo da obra nada tem a ver com uma possível tentativa de união com o III Reich às vésperas da Segunda Guerra (como muitos insinuaram, chamando o cineasta de “germanófilo”), pois os próprios nazistas na Alemanha (e também na Itália e depois na França ocupada) proibiram o filme por seu inconfundível pacifismo, sua mensagem humanitária que subvertia os valores de guerra(Goebbels o definiu como "Inimigo número 1 cinematográfico")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa década em que o mundo estava dividido ideologicamente prestes a entrar em uma grande guerra, o que Renoir celebrou foi um mundo em extinção, o fim do cavalheirismo com o surgimento da barbárie e mau modo dos costumes que predominam desde a segunda metade do século que recém terminou. De fato a Primeira Guerra assinalou o desfecho da Belle Epoque e o surgimento de uma nova época, mais avessa ao fino-trato. Quanto ao filme, jamais uma produção do gênero guerra mostrou um conflito bélico com tão discreta grandeza e sobriedade de tom. Embora fosse um artista mais preocupado com o realismo-naturalismo de seus entretrechos, jamais se descuidou da técnica, sempre conservando especial atenção ao sentido plástico de suas imagens, o que se nota na utilização da profundidade de campo e sucessivos planos-sequências, com incrível movimentação de câmara e colocação dos atores em cena. Uma obra-prima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-8657766706017319802?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/8657766706017319802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=8657766706017319802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8657766706017319802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8657766706017319802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/05/pretendia-continuar-escrevendo-sobre-os.html' title='Jean Renoir - A Grande Ilusão'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RlZ59RWeRvI/AAAAAAAAAGk/F1W8sySV7A0/s72-c/grande+ilus%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-9198334363755305685</id><published>2007-05-19T12:38:00.001-07:00</published><updated>2007-05-20T10:41:30.361-07:00</updated><title type='text'>Filmes Superestimados (Parte 2)</title><content type='html'>Continuando no blog a série dos filmes superestimados dos últimos anos, irei fazer algo diferente. Vou contrapor um “clássico” moderno com um filme que quase ninguém conhece. Isso porque esses dois filmes, além de terem sido realizados no mesmo ano, versam sobre assuntos semelhantes, praticamente em torno do mesmo tema. Sempre lembrando que faço não exatamente uma análise técnica desses filmes, porém uma exposição das impressões que cada filme despertou em mim ao assisti-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matrix causou um estardalhaço muito grande quando foi lançado em 1999. Aclamado pela quase totalidade absoluta da crítica, sucesso mundial de bilheteria, embabascou meio mundo com sua mistura de artes marciais, filosofia, referências religiosas e místicas,influência dos quadrinhos e muitos outros conceitos divulgados à exaustão pelos críticos de plantão para alçar a produção dos Irmãos Wachowsky (que antes só haviam dirigido o interessante Ligados Pelo Desejo) à condição de maior evento cinematográfico do fim do século XX. Aqui no Brasil a Revista SET encarregou-se de ser a responsável pelos maiores elogios ao filme ditos por aqui, refletindo o que vinha virando tendência em publicações no resto do mundo. Já de saída falou-se em revolução cinematográfica, clássico instantâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, às vezes tenho a impressão de que todo mundo gosta de Matrix. Menos eu. Deve ser porque eu não o entendi. Não fui capaz de chegar a tanto. Lembro que no lançamento em VHS cochilei entediado no meio do filme e tive que rebobinar a fita para não perder o fio da meada. Não adiantou. Deve ser difícil que nem filme de vanguarda, levando em conta os conceitos filosóficos que muitos juram que o filme possui. Devo precisar de burla para entender Matrix. Na época reli os textos dos críticos sobre o filme. Diziam tratar-se de um mundo alternativo gerado por um supercomputador que mantém os seres humanos presos e sob controle. Isso eu já sabia. Meses depois, dei uma segunda chance a mim mesmo (risos), e fui rever Matrix para reavaliar minha opinião. De nada adiantou: mais uma vez o odiei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante cerca de uma hora o filme é chatíssimo, inócuo demais, nada acontece, aborrece muito e dá mesmo vontade de dormir. O que vemos ali é um verniz “cerebral” cheio de pretensões para fazer com que o espectador acredite que esteja vendo um filme por demais inteligente, cheio de conteúdo filosófico, meditações sobre o destino da humanidade etc. Depois dessa hora estafante vem um grande número de cenas de ação espetaculares, assumindo de vez a estética de videogame que o filme carrega. Se os efeitos especiais são espetaculares, isso confirma que os efeitos gerados por computadores estão evoluindo cada vez mais por causa dos bilhões de dinheiro aplicados na indústria. Porém um filme não pode ser apenas isso, e eu só aceito efeitos visuais que ajudem a contar uma história, não de um arremedo de tramas que sirvam para mostrar os tais famigerados efeitos. Configura-se diante dos olhos do público um espetáculo sensorial de muito mau gosto estético, em ritmo de videoclipe, imagens de videogame, reflexo de uma era dominada por tudo que é tipo de mercados publicitários. Até mesmo a trilha sonora não é mais que uma seqüência de sons para acompanhar os movimentos vertiginosos dessa montanha-russa cheia de adrenalina, fazendo com que se perca uma época em que clássico do cinema prezava em incorporar belas melodias à trilha que emoldurava cada uma de suas imagens. Como se isso não fosse o bastante, no final somos brindados com a célebre cena com Keanu Reeves se desviando de balas. Não gostei e muitos me explicaram (como se eu não soubesse) que aquilo acontecia porque o protagonista interage num mundo virtual. Isso quer dizer que os criadores do filme inventaram o conceito de universo paralelo como argumento para justificar os absurdos mais insanos do roteiro e entorpecer a platéia-escrava com os exagerados efeitos. Tudo porque é virtual. Por mais que uma ou que outra qualidade que Matrix possa carregar em suas entrelinhas, nada justificaria os vícios estéticos que, se com certeza já existiam muitos antes do lançamento de Matrix, fizeram com que se sobressaia cada vez mais nos filmes lançados após o primeiro volume da trilogia dos Irmãos Wachowsky.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bastante curioso o fato de que também nesse distante ano de 1999, David Cronenberg ganhou o Urso de Prata em Berlim com o absurdamente desconhecido Existenz, um filme com um ponto de partida bastante semelhante ao de Matrix, em que os personagens também estão presos á uma realidade alternativa, só que em vez daquele supercomputador da história dos Irmãos Wachowsky, o mundo paralelo bolado por Cronenberg é a partir de um jogo de RPG. Um casal perseguido por fanáticos religiosos que os ameaçaram de morte experimentam na fuga um mundo de imagens simuladas pelo jogo onde o cibernético e o real parecem não existir, e onde nada é o que aparenta ser. Para interagir nesse jogo que, com a perseguição dos vilões, transforma-se numa disputa de vida ou morte, são necessários um console de videogame feito de DNA e órgãos sintéticos, conseguidos pela invenção de mutantes anfíbios, um orifício, similar a uma tomada, instalado no final da medula espinhal do individuo, e um cordão umbilical para conectar o console ao sistema nervoso central dos integrantes do jogo. Os extremistas que perseguem o casal responsável pela manutenção do jogo pretendem que liquidando com a dupla possam acabar com o tal jogo de realidade virtual para sempre. Pronto, com isso está desfeito a separação entre mundo virtual e o humano, a mesma premissa que o filme estrelado por Keanu Reeves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença básica entre os dois filmes é que aqui não somos bombardeados com o excesso de efeitos especiais na tela, em nenhum momento Cronenberg lança mão de um visual de games para fisgar platéias. A história flui levemente e envolve a todo o momento, sem nos deixarem entorpecidos com os vícios visuais de ultima geração. A estética é mais verossímil, o que aproxima ainda mais o mundo apresentado do filme ao próprio mundo em que estamos vivendo. Não há aqui a necessidade de lutas coreografadas, e tudo parece tão real e verdadeiro, suas imagens são despojadas e tampouco provocam náuseas. Também não há a monotonia irritante de Matrix, pelo contrário, Existenz passa rápido como deve ser uma diversão pura e simples que mesmo assim provoca reflexões (como o pretendido por Cronenberg, aqui num de seus filmes mais acessíveis, menos esquisitos), só que sem o peso de pretensões que o roteiro do outro filme carrega. E como nos encantamos com os heróis e torcemos por eles, na certa porque são interpretados por gente tão talentosa, simpática e natural quanto Jennifer Jason Leigh e Jude Law (além de Williem dafoe e Iam Holm, que também estão por ali), e não pelo sisudo e esforçado Keanu Reeves com cara de messias (ator e filme em Matrix se levam á sério demais). Por fim, no filme de Cronenberg são os momentos dramáticos que nos tiram o fôlego, e não as cenas de pancadarias irreais e inverossímeis de tantos filmes pós-modernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Existenz é superior, então porque matrix é que foi um sucesso tão grande e se tornou um jargão na boca do povo? Deve ser porque Matrix teve toneladas de publicidades investidas por um grande estúdio e, aliado ao peso do nome de Keanu Reeves à monstruosa campanha de marketing funcionou para transformar matrix em grife e atrair o grande publico. Sei lá. Mas que Existenz é melhor, isso é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rk9TexWeRtI/AAAAAAAAAGU/JuHGOvs-3LQ/s1600-h/existenz02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066359893923874514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rk9TexWeRtI/AAAAAAAAAGU/JuHGOvs-3LQ/s400/existenz02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-9198334363755305685?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/9198334363755305685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=9198334363755305685&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/9198334363755305685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/9198334363755305685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/05/filmes-superestimados-parte-2.html' title='Filmes Superestimados (Parte 2)'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rk9TexWeRtI/AAAAAAAAAGU/JuHGOvs-3LQ/s72-c/existenz02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-5042535688431429310</id><published>2007-05-12T18:11:00.000-07:00</published><updated>2007-05-19T12:58:53.409-07:00</updated><title type='text'>Filmes Superestimados (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RkZnKKrERaI/AAAAAAAAAGM/FcXusNI5AbE/s1600-h/kill_bill.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063848255386043810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RkZnKKrERaI/AAAAAAAAAGM/FcXusNI5AbE/s400/kill_bill.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Depois de vários dias afastado do blogger devido a eu estar ocupado com a leitura de livros importantes, assistindo muitos filmes antigos, estudando e trabalhando, eis que chego por aqui para colocar as coisas em dia. Não tem sobrado tempo. Enfim, voltando a escrever sobre cinema, vou discorrer sobre dois ou três dos, a meu ver, mais superestimados filmes da presente década. Começo hoje com o badalado Kill Bill, a história de vingança engendrada por um dos mais cultuados cineastas do momento, um filme que não me desce bem goela abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quentin Tarantino conseguiu criar uma aura tão grande em torno do seu nome (e, consequentemente, um enorme número de admiradores) que qualquer filme seu costuma provocar reações superlativas em seus fãs. A maioria dos atores beijam-lhe os pés e fariam qualquer coisa para trabalhar em algum de seus filmes. Tá certo, tá certo, ele estreou muito bem com Cães de Aluguel, criou uma obra-prima com Pulp Fiction e agradou bastante com Jackie Brown e em um dos episódios de Grand Hotel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Águas passadas. O Tarantino de Kill Bill só quer divertir. Nisso não há problema, desde que seus admiradores não queiram elevá-lo à categoria de obra de arte única! O diretor pegou o batido tema de vingança a qualquer preço e criou um fiapo de roteiro, uma colcha de retalhes que comprova que Tarantino é cult por ser pop. Para garantir o interesse, usou de cores fortes, temas musicais de faroeste-espaghete e encheu sua obra de referências a filmes orientais de kung-fu. São pormenores gratuitos para arrebatar o espectador e que conferem um forte artificialismo que pouco ou nada acrescenta a esse filme vazio. No passado, Sérgio Leone também se serviu de vários filmes para compor o seu Era Uma Vez no Oeste. Só que o diretor italiano teve a capacidade de assimilar com tamanha perfeição essas referências que não precisamos saber delas para apreciar o espetáculo e a maioria dessas referências não são percebidas nem por espectadores mais atentos que assistiram aos filmes que inspiraram o seu faroeste magistral. Uma Thurman em Kill Bill veste o mesmo casaco amarelo que Bruce Lee usou em O Jogo da Morte, os fãs apressam-se em explicar. E daí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarantino não soube justificar as influências no seu ultimo filme. No prólogo, Uma Thurman está em coma e prestes a ser estuprada por dois maníacos sexuais no hospital. Pois não é que a moça acorda e aniquila a socos e pontapés os seus dois oponentes, mesmo tendo passado cinco anos em coma.!! É uma cena tirada de um abacaxi qualquer de Steven Seagal e de vários congêneres. Se os filmes de Steven Seagal são (merecidamente) considerados uma porcaria, porque então Kill Bill é um filme tido como espetacular? Porque Tarantino é um gênio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o elenco era uma das molas mestres dos filmes anteriores do diretor, aqui nem isso se salva. Atores e atrizes limitam-se a entrar e sair de cena quase sem chances de brilharem, apenas servindo de escada para as peripécias da Black Mamba interpretada por Uma. Kill Bill (ou Kill Bomba, como diria um amigo meu) é, na melhor das hipóteses, um filme de ação de luxo, descerebral, uma aventura cômica que só agrada a quem aceitar sua condição de paródia e não exigir nada demais e que, para muitos, tem certo charme por causa dessas famigeradas referências. Uma diversão charmosa e rasteira que muitos cinéfilos assumem sem culpa por causa do valor do nome de Tarantino (creio que se, amanhã ou depois Tarantino fizer um remake de O Ataque dos Tomates Assassinos, os fãs com certeza diriam que é obra de arte, obra-prima, etc.) Claro que os admiradores do cineasta vão se municiar de argumentos para defender o seu mestre. Vão dizer que o filme é uma homenagem, sátira, pastiche (pastiche, para mim, é um termo pejorativo e desagradável). Ah, como eu queria que esses fãs pudessem assistir Kill Bill sem saber quem é o diretor. Na verdade, o forte são os diálogos afiados que Tarantino escreveu e o seu domínio do ritmo e da técnica cinematográfica. Mas nada que dê para engolir outra cena ainda mais absurda que é quando Uma Thurman briga contra 24 marginais e liquida com cada um deles!!! É a hora em que o filme assume de vez sua condição de brincadeira pueril. Não seria Kill Bill uma versão feminina e atual de Rambo ao som de trilhas de western-spaghetti?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme pífio que não dá para levar a sério. Por seus trabalhos anteriores, Tarantino chegou a ser premiado nos festivais de Cannes e de Berlin, mas com Kill Bill (depois de sete anos sem trabalhar) bem que ele merecia levar para a casa um Framboesa para ver se volta a fazer um filme bom de verdade. Tomara que tenha conseguido com o recentíssimo Grindhouse.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-5042535688431429310?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/5042535688431429310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=5042535688431429310&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5042535688431429310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5042535688431429310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/05/filmes-seperestimados.html' title='Filmes Superestimados (Parte 1)'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RkZnKKrERaI/AAAAAAAAAGM/FcXusNI5AbE/s72-c/kill_bill.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-7612972634066176675</id><published>2007-04-28T23:36:00.000-07:00</published><updated>2007-04-28T23:41:36.154-07:00</updated><title type='text'>Clint Eastwood</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RjQ9p6rERZI/AAAAAAAAAGE/FPY1oiBAzGc/s1600-h/clint.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058736071777731986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RjQ9p6rERZI/AAAAAAAAAGE/FPY1oiBAzGc/s400/clint.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não é que gostamos mais de Clint Eastwood do que dos outros atores. O que acontece é que o conhecemos a bem mais tempo do que o restante dos astros que fulguram no tapete de estrelas da sétima arte. O mais incrível é que sua carreira já teve pelo menos meia dúzia de apogeus. Mais incrível ainda: a maioria desses apogeus foi tão diferentes entre si, que sua trajetória parece inverossímil, como se fossem necessários várias encarnações para conciliar todas elas. Mas Clint Eastwood reuniu tudo isso em “apenas” cinqüenta anos de carreira.&lt;br /&gt;Quem te viu, quem te vê. Quando ingressou no cinema, nos anos 50, conseguiu participar de várias produções da Universal, todas de terceira categoria _ alguns desses filmes B tornariam-se clássicos do cinema fantástico (A Revanche do Monstro e Tarântula, ambos de Jack Arnold) ou sucessos momentâneos como Francis Na Marinha (de uma série protagonizada por um mulo falante!). Trabalhou também em filmes menores estrelados por Rock Hudson, Mauren O’Hara, Ginger Rogers e Teresa Wright e conseguiu um papel maior em Lutando Só Pela Glória, de William Wellman(famoso por ter dirigido o primeiro filme a ganhar o Oscar: Asas). Considerando-se que era pobre e limitadíssimo como ator, até que Clint estava indo muito bem. Mas nada podia prever o quanto ficaria famoso nas décadas seguintes.&lt;br /&gt;Em 1958 conseguiu o papel de caubói no seriado de TV Rashwide, que durou sete anos, seu primeiro contrato estável, e ele teve certeza de que esse era o seu apogeu. Não era (na época era quase impossível um ator fazer sucesso na TV e depois no cinema. A transição é complicadíssima ainda hoje e Clint tinha tudo para tornar-se um dos tantos atores de fama curta em seriados e, estigmatizado, não conseguir mais tocar a carreira). Nos anos 60, num intervalo do seriado, foi escalado para protagonizar na Itália um faroeste obscuro de um diretor não menos obscuro, quase estreante, um projeto que tinha tudo para não dar em nada. Hoje parece fácil, mas realmente naquela época não poderia haver nada menos promissor do que ir para a Itália trabalhar em faroestes! O filme (Por um Punhado de Dólares) foi um sucesso, Clint abandonou seu seriado de TV e fez mais dois faroestes que marcaram época e tornaram-no um astro popular com seu estilo minimalista de “homem sem nome” com poucos diálogos e presença marcante. Clint poderia ter pensado que esse era o seu auge. Mas enganou-se porque depois de voltar para a América e criar sua produtora Malpaso, associando-se com o mestre Donald Siegel, tornando-se um astro de verdade com sucessos como Dirty Harry, que o levaram a ser uma das maiores bilheterias e o maior salário as época. Pôde até se dar ao luxo de diversificar sua carreira nessa obra-prima que é o Estranho Que Nós Amamos (que ainda paira esquecido e solitário em sua filmografia), despontar como um diretor talentoso em filmes tão marcantes quanto diferentes entre si( Perversa Paixão, que inspiraria dezesseis anos depois o abominável Atração Fatal, e O Estranho Sem Nome) e ocupar o espaço de maior caubói do cinema americano que antes era de John Wayne, numa época em que o faroeste estava quase enterrado. Pois Clint Eastwood manteve o gênero vivo por um bom tempo.&lt;br /&gt;Claro que houve alguns tropeços na carreira, como Interlúdio de Amor (em que ele dirigiu William Holden), vários abacaxis (principalmente os protagonizados por orangotango) e a polêmica imagem de direitista e fascistóide de seus filmes policiais em que reagia ao hippismo paz e amor dos anos 60. Mas Clint abafava as criticas com retumbantes sucessos comerciais que o mantiveram no topo da parada e continuou se arriscando com filmes fora de seus padrões que o fez ser aclamado como um verdadeiro autor pelos franceses no Festival de Cannes em 1985. O curioso é que logo depois desse reconhecimento ele fez o pior filme de sua vida, O Destemido Senhor da Guerra (uma bomba ufanista inspirada na invasão americana em Granada), seguido por seu melhor trabalho como diretor até então (Bird), depois por mais uma bomba, e por ai vai... Foi quando, em 1992, realizou Os Imperdoáveis.&lt;br /&gt;Nada indicava a consagração que teria com esse faroeste digno dos maiores clássicos do gênero (talvez o testamento definitivo do mito do western americano). Teve varias indicações para o Oscar, e Clint foi lembrado como melhor ator, diretor e produtor. Perdeu como ator, mas levou as estatuetas de melhor filme e direção, derrotando nomes como Robert Altman e James Ivory. Esse era o seu apogeu. Ou quase. Firme em sua carreira de diretor seguiu alternando sucessos de critica (As Pontes de Madison), de publico (o excelente O Mundo Perfeito, e Cowboys do Espaço) e riscos comerciais (Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal). Pois não é que depois dos setenta anos, quando ninguém esperava que ainda acrescentasse muito a sua filmografia, Clint Eastwood excedeu-se a si mesmo e criou duas obras-primas consecutivas: Sobre Meninos e Lobos e Menina de Ouro, cheios de indicações ao Oscar e, contrariando todas as apostas, duas novas estatuetas para Clint por Menina de Ouro, como melhor filme e diretor, dessa vez derrotando Martin Scorcese.&lt;br /&gt;Muitos se apressaram em dizer que agora sim, Clint Eastwood está no auge. È bom não se afobar. O melhor que se pode dizer dele é que, dono de uma longevidade capaz de converter os inimigos mais ferrenhos, ele ainda tem muito gás para seguir em frente. Os recentes A Conquista da Honra e o japonês Caras de Iwo Jima (feitos simultaneamente) são a prova disso. Numa idade em que todos os diretores já se aposentaram ou então estão em franco declínio, Clint é um dos raríssimos nomes a ser uma exceção. Com 77 anos de idade, não é exagero supor que possa trabalhar por pelo menos mais dez ou quinze anos. Sua persona cinematográfica é lendária, e entre os cineastas veteranos em atividade, ele é, de longe, o que atravessa o melhor momento E mesmo que seu próximo filme não agrade totalmente, sempre ficará a expectativa de novas obras inesquecíveis em seu currículo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-7612972634066176675?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/7612972634066176675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=7612972634066176675&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7612972634066176675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/7612972634066176675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/clint-eastwood.html' title='Clint Eastwood'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RjQ9p6rERZI/AAAAAAAAAGE/FPY1oiBAzGc/s72-c/clint.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-59754997552668901</id><published>2007-04-16T22:20:00.000-07:00</published><updated>2008-02-23T12:06:51.061-08:00</updated><title type='text'>O Estranho Que Nos Amamos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRZZQLnBbI/AAAAAAAAAF8/YVxQo_E6sJk/s1600-h/beguiled+cartaz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054262972191802802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRZZQLnBbI/AAAAAAAAAF8/YVxQo_E6sJk/s400/beguiled+cartaz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiQ-rALnBFI/AAAAAAAAADM/Iou7eKbaXto/s1600-h/beguiled4.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiQ9xgLnBEI/AAAAAAAAADE/zkkNIfQG-us/s1600-h/beguiled7.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiQ7xgLnBDI/AAAAAAAAAC8/vx5X7R3mGJM/s1600-h/beguiled+cartaz.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No tempo em que era famoso por seus faroestes e filmes policiais truculentos e reacionários, Clint Eastwood estrelou essa preciosidade que desde sua realização permanece absurdamente desconhecida mesmo para muitos aficionados por filmes antigos. O tempo vem tratando de aos poucos corrigir essa falha dos mecanismos da Sétima Arte e fazer com que mais e mais cinéfilos o descubram e o incluam em sua lista de favoritos da década de 70, mas é um absurdo muito grande que até esse momento não tenha sido sequer lançado em DVD aqui no Brasil. Como pode o melhor filme da carreira de Clint Eastwood ser o mais desconhecido entre todos os que ele participou? Não faz mal. Eu amo filmes obscuros, adoro conhecer pérolas que quase ninguém comenta, e carregá-las na mente como uma jóia rara que é conservada no cofre de um colecionador de esmeraldas.Na linha de Férias de Amor (Picnic), clássico dos anos 50, narra num curto espaço de tempo profundas transformações que um estranho causa na vida de pessoas regradas e ordeiras. Só que os anos 70 permitiram que o filme de Donald Siegel contivesse ousadias que jamais seriam abordadas na época de Picnic, inimagináveis até, o que acaba resultando num impacto muito maior, ainda mais por ambientar o enredo no conflito entre sulistas e nortistas durante a Guerra Civil americana.&lt;br /&gt;O grande achado é que a história transcorre num colégio de moças sulistas que, a principio contrariadas, abrigam um soldado nortista ferido em combate. O estranho, muito simpático, mexe com a cabeça de todas as “indefesas” moradoras do local. Por causa da guerra, ele não via mulheres há muito tempo, enquanto que as jovens, obviamente, não estavam acostumadas com presença masculina. Mesmo com essa leitura dos fatos, o filme consegue, com sua incrível sutileza, escapar de qualquer tipo de exagero que se possa imaginar, ao mesmo tempo em que é seriíssimo e sem concessões. Um enredo desses bem que poderia descambar em excessos e sensacionalismos, porém, contando com rara argúcia, Don Siegel jamais se excede em momento algum. Aquelas mulheres desejam, mentem, namoram e manipulam o coitado do protagonista, conseqüência dos hábitos modorrentos e castradores que a moral religiosa infligiu nelas, e então elas abandonam toda ética que possuíam, ainda que sempre sob a máscara da moral do nome de Deus. Os papéis se invertem, de conquistador o soldado passa a seduzido e enganado (como sugere o titulo original, The Bequiled). Um prisioneiro, logo ele que havia escapado dos exércitos inimigos nos campos de batalha. Uma vitima dos mecanismos hipócritas das enclausuradas donzelas. Explodem sentimentos reprimidos de inveja, ciume e rancor. Até mesmo a menor e mais inocente das jovens (uma criança de doze anos) tem o seu instante de maldade. (SPOILLER: Se ainda não viu o filme, não leia o resto desse parágrafo, que descreve cenas e até o final do filme!). A menina era a que havia encontrado o soldado no inicio do filme, numa árvore próxima ao internato. Uma cena inesquecível: o soldado ferido, logo que recebe a ajuda da menina, em estado de semi-consciência, ao saber da idade dela lhe dá um beijo depois de dizer: “Então já tem idade para ser beijada”. Ela é a que mais se importa com o soldado durante o filme inteiro, só que no final, magoada com um acesso de fúria dele, é a responsável pela sua morte. Ela o salvou, ela mesma o liquidou. O plano, claro, fora concebido pela superiora que antes havia cortado uma das pernas do protagonista para garantir sua permanência e subordinação naquele enclausuramento!&lt;br /&gt;Um filme incomum, inteligente, fascinante e com ótimos diálogos e excelente estrutura dramática. Quem gosta de se surpreender com as invenções da Sétima Arte (e se espanta sempre que se depara com alguns dos aspectos mais mesquinhos e recônditos do ser humano) merece o prazer de assisti-lo. Clint Eastwood fez muito abacaxi em sua carreira, mas um filme como este faz com que ele mereça todo o reconhecimento que ele alcançou com público e critica. Enfim, O Estranho que Nós Amamos permanece a melhor obra em que seu nome esteve envolvido durante sua carreira na América (descontando, é claro, os filmes que fez com Sérgio Leone). &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-59754997552668901?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/59754997552668901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=59754997552668901&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/59754997552668901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/59754997552668901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/o-estranho-que-nos-amamos.html' title='O Estranho Que Nos Amamos'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRZZQLnBbI/AAAAAAAAAF8/YVxQo_E6sJk/s72-c/beguiled+cartaz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-5246723460978656730</id><published>2007-04-16T21:25:00.000-07:00</published><updated>2007-04-16T22:19:34.873-07:00</updated><title type='text'>O Estranho Que Nos Amamos - Fotos</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRYvQLnBaI/AAAAAAAAAF0/X9KzhlF5pNc/s1600-h/Beguiled1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054262250637297058" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRYvQLnBaI/AAAAAAAAAF0/X9KzhlF5pNc/s400/Beguiled1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRNiQLnBPI/AAAAAAAAAEc/sMfgL8-wsag/s1600-h/beguiled7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054249932671091954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRNiQLnBPI/AAAAAAAAAEc/sMfgL8-wsag/s400/beguiled7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054254047249761618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRRRwLnBVI/AAAAAAAAAFM/ww4oZ2_AG-U/s400/beguiled8.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054254687199888738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRR3ALnBWI/AAAAAAAAAFU/4O1bGgzK2Ac/s400/beguiled9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054255348624852354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRSdgLnBYI/AAAAAAAAAFk/XJg-zmh1Ap8/s400/estranho_nos_amamos04.jpg" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054253355760026946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRQpgLnBUI/AAAAAAAAAFE/Ser0UdTS5ik/s400/beguiled4.jpg" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054252844658918706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRQLwLnBTI/AAAAAAAAAE8/ae0k_VX_RAY/s400/beguiled3.jpg" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054252080154740002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRPfQLnBSI/AAAAAAAAAE0/nqf5oCR9gpk/s400/beguiled2.jpg" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054255778121581970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRS2gLnBZI/AAAAAAAAAFs/4Fex8d2Xhu0/s400/estranho_nos_amamos05.jpg" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054255022207337842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRSKgLnBXI/AAAAAAAAAFc/XdfRRWxWhE0/s400/estranho_nos_amamos02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-5246723460978656730?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/5246723460978656730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=5246723460978656730&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5246723460978656730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5246723460978656730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/o-estranho-que-nos-amamos-fotos.html' title='O Estranho Que Nos Amamos - Fotos'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RiRYvQLnBaI/AAAAAAAAAF0/X9KzhlF5pNc/s72-c/Beguiled1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-8065229288153182973</id><published>2007-04-11T22:14:00.000-07:00</published><updated>2007-04-11T22:24:44.548-07:00</updated><title type='text'>Jean-Luc Godard ( Parte 3) - O Desprezo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rh3CVwLnBCI/AAAAAAAAAC0/X4UMLZzxRA8/s1600-h/derprezo3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052408035946202146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rh3CVwLnBCI/AAAAAAAAAC0/X4UMLZzxRA8/s400/derprezo3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Terminando, enfim, a série de comentários a respeito dos filmes de Godard que até o momento tive a oportunidade de assistir, chegamos a O Desprezo, realizado em 1963 com produção do falecido Carlo Ponti. (que também produziu o anterior e mais arrojado Tempo de Guerra). Embora Tempo de Guerra seja considerado mais anticomercial (ou exatamente por isso), sempre me pareceu que O Desprezo tivesse um apelo comercial maior que os outros filmes do cineasta. Não que isso seja pejorativo, ao contrário (como tratarei de explicar mais adiante nesse mesmo texto). Em vez de Anna Karina (esposa e estrela dos filmes de Godard nessa época), o filme é estrelado por Brigitte Bardot, o nome mais popular da França na década de 60. Temos também um ator americano (Jack Palance) e a participação do lendário Fritz Lang no elenco. E parece que esse filme teve uma distribuição melhor nos EUA do que os outros filmes do cineasta, embora não tenha deixado de ser, como via de regra na carreira do cineasta depois de Acossado, um grande fracasso de público.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No entanto, não é essas referências o que mais surpreende em O Desprezo. Nota-se aqui um tratamento diferenciado na narrativa, o mais próximo da linguagem tradicional do cinema que Jean-Luc Godard realizou em sua filmografia. O filme é bem mais elaborado em direção ao sentido clássico da forma do cinema convencional, quase alcançando tons de tragédia em muitas de suas cenas. Provavelmente é o seu filme mais linear, o mais fácil de assistir e, consequentemente, o mais envolvente de todos que o diretor fez em sua carreira. Por isso que mesmo muitos dos detratores de Godard não hesitam em elevar o valor desse filme como modo de denegrir o restante da filmografia do polêmico cineasta. Porque se muitas das experiências vanguardistas do cineasta hoje em dia, para muitos, soam ultrapassadas, datadas e envelhecidas dentro do contexto de uma arte como o cinema que tomou rumos diferentes do que foi proposto por Godard e seus colegas na década de 60, exatamente por isso que O Desprezo é um dos filmes que melhor lucrou com a passagem do tempo. Se por muito tempo foi um filme um pouco desconsiderado, meio que deixado de lado, à sombra de outros mais famosos desse período, com o tempo foi adquirindo aos olhos dos espectadores uma grandeza inegável, digamos que para muitos é o grande filme do diretor (junto com Acossado, é claro). Ele oferece uma aproximação com o espectador de uma maneira pouco usual na obra do diretor francês, que sempre se acostumou em provocar nas platéias um desconforto total por querer destruir o modo alienante como o público se comporta diante de uma película. O Desprezo quase que representa uma pausa no estranhamento que nos causa a filmografia godardiana. O melhor é que, mesmo com essa abordagem diferente do cineasta, o filme ainda assim carrega marcas registradas do seu autor. Porque se na forma é o menos anticonvencional de Godard, em seu conteúdo sentimos intrínseca a maioria das características que fazem com que Godard, para o bem ou para o mal, seja o que ele sempre foi. Digamos que seja uma síntese perfeita entre o classicismo e a vanguarda. Ainda bem, senão não seria um filme digno da fama do seu diretor e não faria por valer a pena ficar discorrendo dele aqui nesse espaço. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052406970794312722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rh3BXwLnBBI/AAAAAAAAACs/h5mthjCuxBI/s400/desperezo2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Aqui Godard expande os seus temas para o mundo do cinema, debruçando-se sobre a sétima arte como modo de despertar reflexões no espectador. O filme trata da relação dos envolvidos com o meio cinematográfico. Numa declaração do diretor, o filme é sobre a "relação dos envolvidos com o mundo cinematográfico o modo como são afetados por pessoas que se observam e se julgam, e depois são, por sua vez, observadas e julgadas pelo cinema”. A câmara disseca em tomadas maravilhosas os movimentos dos atores como que contemplando fabulosas esculturas em paralelo às volumosas estátuas gregas mostradas no decorrer do filme, pontuado por uma belíssima trilha sonora de Georges Delerues, que se encarrega de realçar as pinceladas trágicas da historia. Ouvi dizer que haviam encomendado a Godard uma comédia romântica estrelada por Brigitte Bardot, mas ele preferiu carregar na densidade, melancolia, amargura. Um clima angustiante, mas ainda assim diferente das obras de Bergman e Antonioni (cineastas famosos por abordar a angustia como temas principais), pelo fato de que Godard investiu em um lado poético como uma forma alternativa de acompanhar a tristeza do filme, também carregado com um humor indisfarçável que torna a tristeza expressa mais suportável. Em sua aparência tão banal, uma obra de arte. Um casal entediado (Michel Piccoli e Bardot) sente a relação se desgastar enquanto trabalham numa filmagem realizada na Ilha de Capri, mas não se decidem a terminar a união por questão de pura preguiça. Dentro de um apartamento, a todo o momento parece que o casal vai se reconciliar, no entanto um dos dois sempre fala algo ou descobre alguma coisa, e então eles voltam a brigar. O jogo de cores se encarrega de ilustrar o vazio existencial dos personagens, com o colorido dos móveis em contraste com o branco das paredes do apartamento, e as brincadeiras com a peruca morena usada pela loira protagonista, como que assim adquirisse uma outra identidade. Um relacionamento se desfazendo, as pequenas causas das grandes mágoas, a sensação desagradável de que ele (o roteirista) pode ou não ter oferecido a mulher ao produtor para obter o trabalho. Vitimas da crise de identificação de um com o outro, perda da atração física, desinteresse da mulher pelo homem que um dia amou. O diálogo da reconciliação teima em nunca aparecer, como se houvesse a força de deuses estranhos agindo no dia-a-dia dos personagens. Eles deixam de ser marido e mulher para virar marionetes nas mãos das circunstâncias do meio artístico em que convivem. Nota-se quase que uma metáfora da indústria do cinema. Além da relação do casal, há o diretor Fritz Lang (o próprio) lutando por conservar a originalidade da obra que estão adaptando, e o produtor voltado para as leis do mercado. "Cada vez que ouço falar em cultura, saco o meu talão de cheque", é o que pronuncia o produtor, emulando a famosa tirada de Goebbels. Uma obra-prima. E para complementar, poucas vezes um filme mostrou tanta beleza quanto nas cenas em que Brigitte Bardot aparece com ou sem roupa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dez anos depois seria a vez do colega François Truffaut realizar um filme envolvendo o mundo do cinema. Godard detestou esse filme do seu conterrâneo, o que contribuiu para o rompimento definitivo de uma amizade que há anos já não era mais a mesma. Houve briga feia entre os dois. Enquanto que O Desprezo vem permanecendo por décadas como um filme obscuro, A Noite Americana foi sucesso desde o lançamento, tendo conquistado até o Oscar. Injustiça. Truffuat rendeu-se ao comercialismo realizando um filme que, embora belo e com qualidade, é hollywoodiano demais para um cineasta europeu, quase que uma traição a si mesmo. Um filme que não tem o aspecto instigante que torna O Desprezo tão fascinante e sedutor. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-8065229288153182973?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/8065229288153182973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=8065229288153182973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8065229288153182973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8065229288153182973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/jean-luc-godard-parte-3-o-desprezo.html' title='Jean-Luc Godard ( Parte 3) - O Desprezo'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rh3CVwLnBCI/AAAAAAAAAC0/X4UMLZzxRA8/s72-c/derprezo3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-5389988393903977031</id><published>2007-04-11T19:58:00.000-07:00</published><updated>2007-04-11T22:13:49.055-07:00</updated><title type='text'>Brigitte Bardot em O Desprezo</title><content type='html'>Poderia ter colocado fotos da paradisiaca Ilha de Capri.  Mas Bardot é muito mais bela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rh2_jALnA_I/AAAAAAAAACc/9aQaQMe_9ws/s1600-h/Le_Mepris.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052404965044585458" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rh2_jALnA_I/AAAAAAAAACc/9aQaQMe_9ws/s400/Le_Mepris.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rh2_YgLnA-I/AAAAAAAAACU/bdypbs-w5fs/s1600-h/bardot.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052404784655959010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rh2_YgLnA-I/AAAAAAAAACU/bdypbs-w5fs/s400/bardot.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-5389988393903977031?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/5389988393903977031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=5389988393903977031&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5389988393903977031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/5389988393903977031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/brigitte-bardot-em-o-desprezo.html' title='Brigitte Bardot em O Desprezo'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rh2_jALnA_I/AAAAAAAAACc/9aQaQMe_9ws/s72-c/Le_Mepris.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-6346302590704563877</id><published>2007-04-07T22:10:00.000-07:00</published><updated>2007-04-07T22:23:29.142-07:00</updated><title type='text'>Jean-Luc Godard (Parte 2) - Acossado</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh6t7LzpcI/AAAAAAAAACM/zzV1Lq_S4Sw/s1600-h/acossado1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050921911495927234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh6t7LzpcI/AAAAAAAAACM/zzV1Lq_S4Sw/s400/acossado1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh6X7LzpbI/AAAAAAAAACE/P0BXU-Hqs4c/s1600-h/acossado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050921533538805170" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh6X7LzpbI/AAAAAAAAACE/P0BXU-Hqs4c/s400/acossado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falta lançar meu olhar em direção à dois dos mais famosos filmes de Jean-Luc Godard, feitos no auge de sua carreira: Acossado (1960), e O Desprezo (1963). Um tempo em que Godard era Deus. Ou pelo menos era tido como tal. Um tempo muito distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acossado, o longa de estréia do cineasta, está para a década de 60 como Pulp Fiction está para os anos 90. Não que os dois filmes sejam iguais, pelo contrário. Só que da mesma forma que o filme de Quentin Tarantino, Acossado foi uma influência avassaladora na cultura cinematográfica dos anos 60. Depois dele, todos os outros cineastas tiveram que modificar a forma de realizar um filme para que não soassem anacrônicos. O jeito de filmar dramas ou comédias das décadas anteriores não servia mais para o público daquela geração. Todos tiveram que se moldar a partir do novo caminho proposto por Godard e seus companheiros de Nouvelle Vague. Hollywood demorou alguns biênios para render-se às evidencias e o resultado foi o desmoronamento das antigas fórmulas que garantiram o sucesso dos seus enlatados. As platéias da época não estavam mais interessadas em assistir épicos ambientados na Antiguidade clássica ou comediazinhas agridoces estreladas por Doris Day. O resultado foi o sucessivo fracasso desses tipos de filmes e o florescimento de um novo e forte cinema em vários paises da Europa e América Latina. Todos influenciados pelo êxito de&lt;br /&gt;Acossado, que abriu caminho para um “cinema mais livre e pessoal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Godard visivelmente bebeu dos filmes policiais americanos para criar (com o auxilio de François Truffaut, roteirista) o enredo do assaltante perseguido pela policia que interrompe a fuga para convencer seu novo amor a acompanhá-lo, começando por desconsiderar o acadêmico cinema francês daquele tempo. O diretor serviu-se de uma história simples para renovar a maneira de se contar um filme, despojando-se das convenções tradicionais da narrativa cinematográfica. Com pouquíssimos recursos, quase que com apenas uma câmara na mão e cheio de idéias na cabeça, construiu uma narrativa fragmentada, desarmoniosa, espontânea e improvisada, aparentemente leve, só que nem sempre de fácil assimilação. O que mais nos incomoda é o rompimento da estrutura clássica que gira em torno do esquema “exposição, intriga, clímax e desenlace”. Essa receita não é seguida à regra, o que obriga o espectador a uma reeducação cinematográfica para melhor assimilar o produto. É como se Godard abrisse mão da montagem habitual do cinema para empregar a edição truculenta que constituí os fragmentos de pessoas do mundo real. Também se rompem as definições de heróis e vilões. Dentro de um enredo que não é imediato e nem concreto, os personagens, em suas incoerências, são desprovidos de unidade psicológica definida e precisa para apresentar sentimentos dúbios e controvertidos. De uma ou outra maneira, os protagonistas são vitimas do desenvolvimento caótico e das mudanças impostas pela incongruência da desordem do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti Acossado pela primeira vez no mês passado. Quase odiei. Sua ruptura violenta dos métodos clássicos de narrar um filme pareceu-me gratuita e cansativa, suas citações de obras literárias, a meu ver, pouco ou quase nada acrescentavam, tudo não passaria de um pretexto de uma hora e meia até chegar à bela cena final quando o personagem toma o tiro, morre e depois olha para a câmara... Uma cena linda e impactante. Pareceu-me datado, levando em conta que, se na época do lançamento era revolucionário, posteriormente todos os filmes que se seguiram e trilharem a trilha aberta pelo clássico de Godard houveram de expandir o caminho com novas reformulações,  tornando Acossado uma envelhecida peça arqueológica de museu, ao contrário de outras obras-primas inovadoras como Cidadão Kane, Encouraçado Potemkin e Nascimento de uma Nação, que resistiram melhor ao tempo. O que era rebelde a quarenta e sete anos, hoje já não o é, torna-se ultrapassado pelo correr dos anos. Enfim, nada que uma revisão não resolva. Reassisti o filme na ultima quinta-feira, e o fato de já conhecer o que havia de enredo no filme levou-me a prestar melhor atenção não tanto na história, mas no modo como ela era contada, e envolver-me mais em outros fatores, como o charme esperto imprimido por Godard no andamento sincopado do seu filme, o cinismo irônico naquele novo estilo narrativo, o brilho por trás do vazio aparente daquelas (então) novas tendências estéticas. Claro que hoje em dia, pelos motivos que comentei logo acima, o filme não deve ter o mesmo impacto do que na época de seu lançamento. No entanto, concluí que um filme antigo pode até ser ruim, mas se ele com o passar dos anos ainda é comentado, se continua despertando o interesse e a apreciação de novos cinéfilos, então é porque ele não é datado não. Datado é tudo aquilo que ninguém quer mais ver porque seu tempo passou. E Acossado, realmente, conserva (se não todo) pelo menos muito de seu brilho incomum. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh5tbLzpaI/AAAAAAAAAB8/8cQ1FXfkmQw/s1600-h/acossado2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050920803394364834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh5tbLzpaI/AAAAAAAAAB8/8cQ1FXfkmQw/s400/acossado2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-6346302590704563877?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/6346302590704563877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=6346302590704563877&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/6346302590704563877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/6346302590704563877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/jean-luc-godard-parte-2-acossado.html' title='Jean-Luc Godard (Parte 2) - Acossado'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh6t7LzpcI/AAAAAAAAACM/zzV1Lq_S4Sw/s72-c/acossado1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-4514730648235119493</id><published>2007-04-07T21:58:00.000-07:00</published><updated>2007-04-07T22:03:02.676-07:00</updated><title type='text'>REVISTA ÉPOCA - ENTREVISTA</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh3W7LzpZI/AAAAAAAAAB0/kjX6cMpLIqY/s1600-h/godard1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050918217824052626" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh3W7LzpZI/AAAAAAAAAB0/kjX6cMpLIqY/s400/godard1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Godard acima do bem e do mal. O mais importante, amado e odiado cineasta em atividade ataca Tarantino e fala da incapacidade de usar tanto as palavras quanto as imagens. Sobram farpas até para Steven Spielberg!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT917190-1661-1,00.html"&gt;http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT917190-1661-1,00.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-4514730648235119493?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/4514730648235119493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=4514730648235119493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/4514730648235119493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/4514730648235119493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/revista-poca-entrevista.html' title='REVISTA ÉPOCA - ENTREVISTA'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/Rhh3W7LzpZI/AAAAAAAAAB0/kjX6cMpLIqY/s72-c/godard1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-1111344044027511974</id><published>2007-04-05T23:32:00.000-07:00</published><updated>2007-04-05T23:52:12.201-07:00</updated><title type='text'>Jean-Luc Godard ( Parte 1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhXq8rLzpYI/AAAAAAAAABs/5lftLluqvsM/s1600-h/godard.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050200885271176578" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhXq8rLzpYI/AAAAAAAAABs/5lftLluqvsM/s400/godard.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Jean-Luc Godard é sinônimo de vanguarda. Para muitos, vanguarda quer dizer arte superior. Geralmente quem gosta de filmes de vanguarda costuma ter complexo de superioridade, narizinho empinado, descaso para quem não compartilha de suas preferências artísticas. Eu gosto de obras de vanguarda. Mas não possuo complexo algum, tampouco tenho nariz empinado. O que me salvou de ser um pedante cheio de arrogância e metido a superior foi o fato de desde menino assistir produções comerciais hollywoodianas, e encontrar qualidades em muitos filmes dessa tendência. Se quando criança eu comecei a assistir alguns dos melhores filmes de todos os tempos, ao mesmo tempo fiz parte do (inseleto) grupo de espectadores de filmes de ação e efeitos especiais. Não que eu gostasse tanto de filmes imbecis. Um ou outro talvez. Porém sempre tive a capacidade seletiva de saber filtrar o melhor entre o que as circunstâncias de cada momento me proporcionavam. Mais tarde, ao conhecer filmes mais arrojados, experimentais e alguns até mesmo indecifráveis, foi que adquiri uma visão muito mais ampla e profunda sobre a sétima arte. Mas não dispenso um bom blockbuster.  Se for de qualidade, claro.&lt;br /&gt;Voltando à Jean-Luc Godard, seu nome permanece como o exemplo de diretor mais alternativo, intelectual e chato da história do cinema. Nem tanto. Não é dos mais chatos, nem seus filmes são tão intelectivos como se supõe. Ele quase que não conta histórias, expõe idéias, ritmo descontinuo, narrativa fragmentada, incorporando ao seu discurso fílmico trechos de literatura, quadrinhos, música erudita e artes plásticas. Desconstruindo a linguagem cinematográfica, optou por fazer “ensaios” em filmes de ficção, suas películas são mais dissertação que enredo, este geralmente quase que inexistente. Seu amigo e colega de geração Glauber Rocha o venerava: ''Quem quiser me ofender basta falar mal de Godard''. Demais, não posso falar muito da obra do diretor francês porque até o momento vi apenas três de seus filmes, que, entretanto, são alguns dos principais momentos de sua obra, portanto, possuo uma idéia de sua carreira, mas não um conhecimento integral da mesma. Pelo pouco que sei digo que  Godard talvez  seja melhor teórico de cinema do que propiamente cineasta, porque alguns dos livros de sua autoria que tive a oportunidade de ler são fundamentais na estante de qualquer bibliocinéfilo. Para não incorrer em erros e falhas a propósito do célebre cineasta francês, irei fixar-me somente aos filmes que assisti.&lt;br /&gt;O primeiro que conferi foi o detestável Je Vous Salue Marie. Esse sim é terrivelmente chato. Não é da fase clássica do cineasta, por isso está perdoado. Na época do lançamento, 1986, foi noticia em todos os lugares pela celeuma que despertou contra a Igreja Católica devido a suposta provocação à Virgem Maria. O pior é que o filme nem é tão provocador, nem mesmo irreverente, apenas monótono e muito lento. Um desafio aos insones de plantão. Uma pretensa atualização da Virgem, releitura dos acontecimentos que envolveram a mãe de Jesus Cristo relatados na Bíblia, o mérito da obra foi recontar os fatos de maneira mais realista, emprestando a personagem um aspecto mais terreno, feminino, só que é mais uma alusão que propriamente uma afronta. No filme Maria é filha de um dono de um posto de gasolina, ela é casada com José, motorista de táxi. O paralelo com a narrativa bíblica é o suposto Anjo que aparece diante dela anunciando sua gravidez. Mesmo prenhe, a moça jura ao noivo que ainda permanece virgem. Poderia ser bem mais intrigante se o cineasta não tivesse optado por se afastar de maneira tão extrema das convenções tradicionais do cinema. Quem quiser conferir versões alternativas mais interessantes de episódios bíblicos que procure as versões que Pier Paolo Pasolini e Martin Scorcese fizeram dos Evangelhos, muito mais cinema do que tédio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhXqVrLzpXI/AAAAAAAAABk/7ACjL2_Qc70/s1600-h/marie.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050200215256278386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhXqVrLzpXI/AAAAAAAAABk/7ACjL2_Qc70/s400/marie.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-1111344044027511974?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/1111344044027511974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=1111344044027511974&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/1111344044027511974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/1111344044027511974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/jean-luc-godard-parte-1.html' title='Jean-Luc Godard ( Parte 1)'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhXq8rLzpYI/AAAAAAAAABs/5lftLluqvsM/s72-c/godard.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-4667886759091729027</id><published>2007-04-03T23:21:00.000-07:00</published><updated>2007-04-04T00:43:40.131-07:00</updated><title type='text'>O Quarto do Pânico</title><content type='html'>Um filme comercial que eu adoro! Hoje em dia não é muito lembrado, quase ninguém dá nada por ele, mas é possivel que daqui 20 anos seja considerado um clássico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNJqFM0TAI/AAAAAAAAABc/qQ0W_cfibSs/s1600-h/quarto+do+panico6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049460594511727618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNJqFM0TAI/AAAAAAAAABc/qQ0W_cfibSs/s400/quarto+do+panico6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNJTlM0S_I/AAAAAAAAABU/5zWBydpThx8/s1600-h/quartodopanico5.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049460207964670962" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNJTlM0S_I/AAAAAAAAABU/5zWBydpThx8/s400/quartodopanico5.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNIPlM0S-I/AAAAAAAAABM/yln7jGz1dPk/s1600-h/quartodopanico3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049459039733566434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNIPlM0S-I/AAAAAAAAABM/yln7jGz1dPk/s400/quartodopanico3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNHs1M0S9I/AAAAAAAAABE/W8zC-zIwu5I/s1600-h/quartodopanico2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049458442733112274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNHs1M0S9I/AAAAAAAAABE/W8zC-zIwu5I/s400/quartodopanico2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNHP1M0S8I/AAAAAAAAAA8/EEiTWlVof6Y/s1600-h/Quartodopanico1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049457944516905922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNHP1M0S8I/AAAAAAAAAA8/EEiTWlVof6Y/s400/Quartodopanico1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-4667886759091729027?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/4667886759091729027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=4667886759091729027&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/4667886759091729027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/4667886759091729027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/o-quarto-do-pnico.html' title='O Quarto do Pânico'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhNJqFM0TAI/AAAAAAAAABc/qQ0W_cfibSs/s72-c/quarto+do+panico6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-3064623244542599470</id><published>2007-04-03T22:24:00.000-07:00</published><updated>2007-04-07T08:36:23.052-07:00</updated><title type='text'>David Fincher</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhM8DFM0S3I/AAAAAAAAAAU/PbXLCY1tptc/s1600-h/fincher.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049445630845668210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhM8DFM0S3I/AAAAAAAAAAU/PbXLCY1tptc/s400/fincher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;David Fincher é o diretor mais talentoso do mundo na atualidade. Sua carreira merece ser acompanhada com atenção. Para se ter um exemplo de seu gênio, foi ele quem mudou radicalmente a imagem da fabulosa Helena Bonham Carter, que antes de trabalhar com ele só fazia papéis de época em produções inglesas e depois tornou-se uma atriz bem mais versátil e ainda mais talentosa. Não, ainda não vou escrever sobre Clube da Luta, para mim o melhor filme realizado nas últimas três décadas. Sua enorme importância transcende o espaço que poderia dedicar no presente texto. Outro dia eu entro em minúcias a respeito de Clube da Luta. Fincher é um cineasta que consegue imprimir um vigor impressionante em suas narrativas e, com um incrível apuro visual, contar histórias com imagens poderosas. Em Seven – Os Sete Crimes Capitais, todo mundo já sabe, o diretor pegou um roteiro escrito por um ex-atendente de locadora, e o transformou num clássico do cinema moderno. Inteligente, intrigante e espetacular (só para complementar, se Seven foi escrito por um reles desconhecido, Clube da Luta era baseado em uma história escrita por um ex-mecânico, que por causa da adaptação magistral de Fincher acabou por se transformar numa celebridade literária, um escritor respeitado em todo mundo). Porém pouca gente conhece o engenhoso Vidas em Jogo, que seria mais um filminho de suspense se a varinha mágica do diretor não o transformasse numa obra tão esperta e emocionante. É sobre um milionário entediado que aceita participar de um estranho jogo para conseguir um pouco de emoção e acaba de verdade ficando sem nenhum tostão, tendo que se virar sozinho. Um filme que merece ser conferido. Outro suspense do diretor é O Quarto do Pânico, o filme posterior a Clube da Luta. Pela sinopse desse filme, parece que o diretor quis só se divertir após o esforço em criar sua obra-prima maior. È sobre uma mãe e filha trancadas em um quarto numa casa invadida por assaltantes. Um dos temas mais manjados no cinema, uma história batida e contada milhões de vezes. Como Fincher conseguiu transformar uma história dessas num filmaço? O Quarto do Pânico permanece um filme subestimado, confundido como um suspensezinho qualquer, mesmo com o sufocante clima engendrado pelo cineasta, com a originalidade sabe-se lá como imprimida ao filme. Dentro de sua textura de filme comercial, esconde-se um latente clima amargo na história de uma mãe sem sorte sozinha com sua filha diabética e, principalmente, nos assaltantes fracassados que não reconhecem que jamais sairiam dali com a fortuna que almejavam. O filme remete à Edgar Alan Poe, que escreveu histórias sobre pessoas praticamente enterradas vivas, mas aqui a grande estrela é a câmara do cineasta. Se o filme é surpreendente do inicio ao fim, pouca gente notou que sua cena final remete (bela homenagem) ao clássico O Tesouro de Sierra Madre, com o ouro espalhado pelo vento. A impressão inicial que se tem com esse filme é que Fincher queria um sucesso comercial. Não conseguiu. Num tempo em que Quentin Tarantino é cult por ser pop, Fincher está acima de todos os rótulos.&lt;br /&gt;Parece que Fincher padece do “mal de Orson Welles”. Mesmo com todo o talento sofre com os insucessos de bilheterias de seus filmes, que depois de Seven, só deram prejuízo. Pelo menos nenhum produtor metido a besta põe a mão em seus filmes para remontá-los. O cineasta não deixa. Porém, infelizmente ele ficou seis anos sem poder lançar um filme novo. A Warner custou para liberar os milhões necessários para a adaptação do conto de Fitzgerald, tendo que para isso o cineasta se comprometido a dirigir um suspense comercial para render bilheteria. Fincher dirigiu esse suspense por encomenda, Zodíaco, que está sendo lançado nesse momento nos EUA. Para variar, o filme foi ovacionado pela critica norte-americana, mas decepcionou os produtores com a fraca bilheteria do fim-de-semana de estréia. Não faz mal. O diretor prepara-se para filmar The Curious Case of Benjamin Button.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-3064623244542599470?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/3064623244542599470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=3064623244542599470&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3064623244542599470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/3064623244542599470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/david-fincher.html' title='David Fincher'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhM8DFM0S3I/AAAAAAAAAAU/PbXLCY1tptc/s72-c/fincher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-8265449806527327420</id><published>2007-04-03T21:35:00.000-07:00</published><updated>2007-04-03T22:23:33.261-07:00</updated><title type='text'>O filme mais esperado da década</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhMtZFM0S2I/AAAAAAAAAAM/beq78dQg30Y/s1600-h/Brad+Pitt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5049429516128373602" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhMtZFM0S2I/AAAAAAAAAAM/beq78dQg30Y/s400/Brad+Pitt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cinema pra mim é paixão. Totalmente. Sou um obcecado por filmes. Devorador constante de produções de todas as épocas, gêneros e idiomas. Compulsivo colecionador de DVDs. Tenho preferência pelos clássicos, cult, europeus e nacionais. Claro, não dá para esquecer dos asiáticos e do inevitável cinema americano, que mesmo dominado pela mediocridade, quando quer ou quando pode é capaz de produzir obras perenes, o que faz regularmente, mesmo que isso esteja cada vez menos freqüente. Por isso que quanto mais o tempo passa, cresce em mim a paixão pelos filmes antigos. A hora que nesse blog eu começar a escrever sobre filmes antigos, é bem possível que eu não pare mais e não queira escrever sobre outra coisa. Por isso, em vez de começar me referindo a um filme do passado, vou escrever sobre um filme do futuro. Trata-se da adaptação que o cineasta americano David Fincher está realizando no momento a partir do extraordinário conto O Curioso Caso de Benjamin Button, do grande autor americano Francis Scott Futzgerald. Em minha concepção, o filme mais aguardado da presente década.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; Para quem não conhece o conto de Fitzgerald, trata-se uma fantasia delicada e sutil que narra a história de um sujeito que nasce com a aparência de um velho de 70 anos e a partir daí vai rejuvenescendo progressivamente. O enredo acompanha a jornada do protagonista durante décadas, quase que nem Forrest Gump, só que sem o aspecto reacionário do filme estrelado por Tom Hanks, que revisitou alguns períodos da história norte-americana sob um ponto de vista americanista demais, excessivamente direitista. Benjamin Button é diferente. O conto faz uma crítica amarga mas leve sobre o sonho americano, levando em conta que a situação do personagem o impede que ele alcance todos os objetivos que se espera de um homem dentro do american way of life. Escola, exército, faculdade, carreira, casamento, nada dá certo para o pobre protagonista. Com dezoito anos, Benjamin Button era como um homem de cinqüenta; aos oitenta, fazia peraltices como um garoto de dez anos de idade. Tudo isso na prosa inteligente de Fitzgerald.Ao contrário do seu colega de geração e não menos genial William Faulkner, Fitzgerald não se debruçava sobre virtuosismos lingüísticos, mas sabia escrever com profundidade mesmo em um estilo tão simples. O referido conto está em 6 Contos da Era do Jazz, reeditado diversas vezes aqui no Brasil. Mais cedo ou mais tarde, pretendo colocar aqui no blog a transcrição integral do conto O Curioso Caso de Benjamin Button para quem ainda não teve a oportunidade de lê-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sobre o filme, o longa começa a ser rodado até o final do ano, com estréia prevista para 2008. Não sei até que ponto o roteiro (de autoria de Eric Roth,de Forrest Gump, Ali, Munique) vai se manter fiel à história original. Pelo que eu tenho visto na internet, estão tentando vender o filme como uma história de amor! Compreensivel, pode ser uma estratégia publicitária para atrair o necessário grande público( acredite, fizeram isso até com Cidadão Kane, na estréia editaram um cartaz que o anunciava como uma história de amor). Brad Pitt (parceiro de longa data e amigão do diretor) vai interpretar o personagem-título. Gosto muito de Brad, é o galã mais competente dos últimos anos, um ator empenhado em conseguir bons papéis em filmes que sejam relevantes, a maioria de suas atuações são boas. Porém eu preferiria Edward Norton no papel, muito mais talentoso, geralmente transmite uma intensidade muito grande para seus personagens. Mas tudo bem. Acredito que Brad dará conta do recado. Completam o elenco : a maravilhosa Cate Blanchett, Jason Flemyng (Carga Explosiva 2), Taraji P. Henson (Ritmo de um Sonho) e a sumida Julia Ormond, cuja carreira nos anos 90 não decolou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vamos aguardar com a melhor das expectativas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-8265449806527327420?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/8265449806527327420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=8265449806527327420&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8265449806527327420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/8265449806527327420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/o-filme-mais-esperado-da-dcada.html' title='O filme mais esperado da década'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_4Fvl2EdOQYQ/RhMtZFM0S2I/AAAAAAAAAAM/beq78dQg30Y/s72-c/Brad+Pitt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2978869123013118980.post-1662386327218137697</id><published>2007-04-01T20:38:00.000-07:00</published><updated>2007-04-02T16:56:31.477-07:00</updated><title type='text'>O Olhar Implícito</title><content type='html'>É a minha primeira postagem nesse novo recurso que estou usando na internet: o blogger! Logo eu, que tanto temia em me transformar num escritorzinho de internet. Não que na internet não exista excelentes escritores. Pelo contrário! Já encontrei muita gente boa, pessoas inteligentes pra caramba divulgando suas idéias, seus textos, informações, trabalhos literários e coisa e tal. Por outro lado, para provar que por aqui se encontra de tudo um pouco, também já encontrei cidadães falando a cor da cueca ou gatinhas revelando o formato de suas calcinhas nas páginas da web! Mas eu não pretendo chegar a tanto ( mesmo porque, eu não sou capaz nem de lembrar a cor da cueca que estou usando nesse momento). E além do mais, não uso cueca Calvin Klein, por isso, como hoje em dia tudo, mas tudo mesmo precisa de grife para fazer sucesso, a exposição de minha cueca na web não faria sucesso algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero apenas deixar umas palavras no ar como aquelas folhas ao vento que ninguém nota num normal dia de outono. Escrever sobre filmes que ninguém viu, ninguém lembra, ninguém conhece. Ou dividir com os internautas as sensações que tive ao me debruçar sobre aquele livro empoeirado que encontrei em algum sebo e cuja leitura me deixou tonto de prazer. Comentar sobre bandas que ninguém ouve, cantores que ninguém escuta. Ou sobre Mozart ou Beethoven. Deixar aquele poema, conto ou crônica que tive a ousadia de cometer. Ou, melhor ainda, compartilhar aquele poema ou texto de um outro autor que julgo que possa atingir a sensibilidade de quem navegar nessa página. Quando muito, falar do meu Internacional campeão do mundo. E quando for capaz, tecer alguns comentários sobre comportamento de homens e mulheres, atitudes desses seres irracionais que se julgam humanos. Não que eu encare de modo desprezivel a espécie humana. Longe disso. Imagine se eu teria um sentimento desses diante de meus semelhantes! Para mim todos nós somos incriveis por no fundo sermos diferentes de tudo aquilo que parecemos ser. Somos distantes do que se chama de normal, e isso é que nos torna tão especiais. Eu amo a raça humana. Com um pé atrás, mas amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, se eu tiver dois ou três leitores, já me dou por satisfeito. Na vida não dá para se exigir demais. Queremos o mundo, no entanto só se consegue abraçar a si mesmo. Eu já me acostumei a ter muito pouco do que quero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para terminar, não acredite em tudo que escrevi acima. Afinal, hoje é Primeiro de Abril! Mas pode ser que eu seja daqueles que só consiga dizer a verdade quando minto. Brincadeira. Não pretendo em nenhum momento que escrevo na intenert fazer alguém de bobo. Não teria talento para tanto. E nem precisaria. Basta o dia-dia opressor de salários baixos e rendimento precários para cada um de nós ser vitima do dia da mentira. Da corruptela de bandidos e ladrões que há aqui, ali e em qualquer lugar. Em se tratando de exploração moral, social e econômica aos mais pobres e desamparados, para muita gente todo dia do ano é Primeiro de Abril. Por isso, o brasileiro é um povo fascinante. Numa miséria em que cada cidadão vai empurrando com os pneuzinhos da barriga, o povo dessa terra fez do carnaval em fevereiro e do futebol no restante dos meses os motivos principais para continuar sorrindo  o ano inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço ao leitor invisivel que me lê!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2978869123013118980-1662386327218137697?l=lazocorrea.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://lazocorrea.blogspot.com/feeds/1662386327218137697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2978869123013118980&amp;postID=1662386327218137697&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/1662386327218137697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2978869123013118980/posts/default/1662386327218137697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://lazocorrea.blogspot.com/2007/04/o-olhar-implcito.html' title='O Olhar Implícito'/><author><name>Vlademir lazo Corrêa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00052961044626031382</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
